CLXV
Textos sobre Filosofia
A Única Verdade

A Verdade... bem, isto foi certamente a maior busca que sempre teve a humanidade... A Verdade...
O Que é a verdade? Aonde ela está?

Podemos ter uma indicação de como compreender a Verdade, quando observamos uma foto, ou um vídeo de algo.
Se mostramos a um indivíduo uma foto de uma bela mulher ou um belo rapaz, uma gravação desta pessoa... teremos um conceito sobre esta pessoa, não é assim?
A Pessoa é alta, é baixa... tem tal idade, etc...

Agora imaginemos que esta foto ocorreu fazem vinte anos... imaginemos quanta coisa mudou, talvez esta pessoa nem seja mais viva, seus hábitos, seus desejos, seus anseios, são outros, nada tem de ver com aquela imagem que vimos, sua voz não é a mesma, seu cabelo já está muito diferente.

Se nos atraia por seus encantos, pode que não nos atraia mais. Se não nos atraia, quicas hoje tenha suas virtudes, ou o que quer que possamos valorizar no próximo.


Em fim, o que queremos dizer, é que tudo que é falado sobre a verdade, tudo... é exatamente o mesmo, é uma fotografia, uma forma que teve a verdade em um curto lapso de tempo.

Se a verdade fosse uma pessoa, de nada nos adiantaria ter uma foto desta pessoa, porque no segundo seguinte a foto, já não é o mesmo, além do que é somente um ângulo, um ponto de vista acerca de uma realidade de diferentes dimensões que tem aquela pessoa.

Assim se compreende porque nos é indicado buscar a verdade de momento a momento.


Na Obra nós temos exatamente de desfazer nossos conceitos, de destruir praticamente tudo que sabemos sobre a verdade, porque é o que nos impede de vê-la a cada momento, em seu livre movimento.
Quando criamos um conceito de que uma pessoa é boa, ou é má, ou é agradável, desagradável, criamos uma forma mental, uma fotografia interna que serve de máscara para com a realidade que está em constante movimento.

Tudo que sabemos, realmente toda frase de efeito, todo conceito moral, todo ensinamento, serve para nos elevar o estado ânimo, nos impulsionar e nos voltar para a parte espiritual, mas uma vez que cheguemos a este estágio, precisamos deixar de lado o conceito e fusionar-nos com a verdade que é o desconhecido de momento a momento.

Este é um dos motivos que os realmente sábios falam tão pouco, e são tão sintéticos em seu ensinamento.
Porque estes seres tem consciência de que cada ensinamento, de que cada migalha da luz que dão as pessoas, pode na verdade aprisioná-las e conduzi-las a adorar um mero reflexo do que foi a realidade em algum tempo.

A verdade é a própria vida, livre em seu perpétuo movimento.
A verdade é o todo, e para encarnar a verdade, precisamos tornar-nos maiores que o todo, para abarcar tudo dentro daquilo que somos, e por isto das diferentes etapas da Obra.

03/03/15