CLXV
Textos sobre Filosofia
Sucessivas Etapas

Tratamos em alguns diálogos anteriores, de expor a questão muito prática do avanço do indivíduo em suas etapas e as respectivas cobranças e responsabilidades que lhe são dadas, conforme vai avançando em seu processo tanto físico como interno.

Na vida biológica, bem vemos que conforme toma um corpo físico uma Alma, ela tem um período de adaptação, no qual é totalmente livre de compromissos e responsabilidades e aonde deve aprender a integrar-se com as leis, normas e tudo aquilo que rege a esfera a qual descendeu (o Plano Físico). Assim também vai preparar um veículo para adaptar-se a cultura e a época, a qual chamamos de Personalidade.
Findado este período inicia o aprendizado mais profundo da cultura atual e a preparação para a vida adulta. Assim ela conhece as regras que regem o mundo em seu sentido social, a linguagem, e todos estes ensinamentos que tão bem sabemos são necessários mesmo para que tenha uma profissão, um sustento. Assim parte da infância e da Juventude é tida nisto, neste aprendizado, e onde normalmente não há a exigência de ter de sustentar-se, aonde não há exigência de ter de produzir para sobreviver.

Terminado o período dos estudos e das adaptações ao mundo, o indivíduo no fim da juventude e durante o período de maturidade (idade adulta), realiza as distintas ações a qual sente-se impulsionado a realizar. Aí que sempre recai a maior parte das responsabilidades, afinal este é o ápice da existência e aonde este deve produzir o que lhe cabe, mais efetivamente, tanto no sentido material como no espiritual.
Passada a maturidade, resta saber viver manejando aquilo que semeou durante a idade adulta, já que a idade avançada é o período aonde temos mais que nunca exercer nossa capacidade de equilíbrio e de sustentação.

Como dissemos em outro texto, a cada etapa destas do caminho, somos cobrados mais severamente em todos os sentidos, já que mesmo uma enfermidade, uma situação da vida qualquer, tudo é mais simples e mais leve, quanto menor a idade, pois menor recai esta responsabilidade sobre o indivíduo.

Da mesma forma se dá na parte espiritual, e é o que sinceramente temos de de compreender totalmente para que não caiamos em gravíssimos erros.
Afinal a cada passo do caminho esotérico, a cada iniciação, a cada processo, as situações tornam-se sempre mais acentuadas e mais severas, e temos de ter a devida integração com tudo aquilo que resgatamos e que encarnamos ao longo destes processos para poder conseguir seguir adiante e auxiliar não somente a nós mesmos, mas a tantos quantos encontremos pelo caminho.

Há de recordar que nos postulados do Karma encontramos o seguinte: "Não somente se recebe karma pelo mal que se faz, mas pelo bem que podendo fazer não se faz."

Ou seja, conforme vamos avançando no caminho e conforme vamos tendo uma consciência mais plena, mais perfeita, e os distintos dons vão aflorando e se manifestando, com eles recaem também infinitas responsabilidades e igualmente severas consequências se não os usamos adequadamente e se não cumprimos com este importante postulado muitas vezes esquecido pelos esoteristas.

18/06/15