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Textos sobre Filosofia
(Arcano VI) A Manifestação dos Dons Internos

A Grande Obra é algo muito difícil de explicar, porque por mais que seja similar a cada indivíduo o processo, há muitas particularidades no que vivencia cada um, dado que cada indivíduo por mais que seja uma criação de Deus, foi criado de maneira diferente, em um momento diferente, sob regências e principios distintos.

Também há o que já vivenciamos, não apenas ao longo desta existência, mas de outras existências, outros ciclos, o que corresponde a outras humanidades, outros planetas, em fim... muitas coisas que talvez para nós hoje seja inconcebível dentro do conceito que temos acerca da vida, mas que no fundo explicam muito do entendimento que temos e dos processos que temos que vivenciar cada um, na particularidade de sua Obra.
Temos de recordar aos irmãos que uma pessoa pode estar em uma Sexta Inciação de Mistérios Menores mas que dentro de um contexto superior, já não é a primeira vez que esta criatura realiza este feito. Assim que é uma vivência do Arcano VI, mas também é uma vivência ao mesmo tempo em uma instância superior, que exige outras vivências extras e outros aprendizados.

Neste sexto passo de nossa jornada, é aonde veremos pela primeira vez a manifestação das particularidades de cada Iniciado, como manifestação destas particularidades e como resgate de seus trabalhos ao longo de outras existências e de outras eras.


"Trabalhos me dás, Senhor, mas com eles, fortaleza." - Axioma do Arcano VI

Para que nós possamos desempenhar as distintas ações, feitos, missões, que nos correspondem neste etapa do caminho, necessitamos de ferramentas, as quais algumas já encarnamos ao longo do processo o qual vivenciamos e outras as quais iremos recuperar, encarnar ao longo deste processo.
Não é raro ao longo da vivência do Arcano VI o iniciado ter vislumbres de um passado remoto, e visões acerca dos distintos processos iniciáticos arcáicos os quais viveu no decorrer das distintas existência ao longo das eras.
É neste processo aonde os antigos por direito batemos mais uma vez nas portas de nossos Templos de Mistérios originais e reatamos conscientemente os vínculos com nossa Ordem a qual é nosso Raio Esotérico.
Isto significa que passamos a ter uma guiatura interna, espiritual, direta por parte destes principios os quais fundamentaram a Obra na primeira vez que buscamos o caminho (em alguma de nossas existências).

Toda este jornada que aqui relatamos, estamos tratando dos processos vividos conscientemente, de maneira plena. Isto que aqui relatamos é por vezes o potencial e o que nos é possível realizar além do Básico do Arcano em questão, já que são portas que se abrem e auxílios que recebemos e se estamos conscientes, fazemos isto conscientemente, plenamente. Então que se não ocorre, é porque nos falta trabalho na Morte e no Despertar.


Durante esta Iniciação manifestamos comumente os dons mais básicos do caminho, pois sem eles não teríamos a devida compreensão ou a devida certeza de que rumos tomar, ou de que maneira realizar, o que nos cabe.
Quando uma criatura entende conscientemente o que é, conhece o que viveu, e sabe qual é seu Destino (o que foi conhecido no Arcano V), a vida passa a ter um sentido muito claro e objetivo o qual faremos o possível e o impossível para realizar, visto temos não só o ordenamento interno mas os meios para realizar isto.

No Arcano anterior encarnamos o principio da Lei, o qual por um cumprimento destes desígneos nos permite ter a devida proteção e guiatura consciente por parte da Divindade. Ao longo deste Arcano recebemos os dons e poderes os quais nos permitem realizar os feitos que a Divindade necessita.
É difícil falar deste Arcano porque de acordo com certos contextos, e de acordo com certas Missões o qual o Íntimo tenha por destino desempenhar por meio desta Alma, serão distintos dons, poderes que serão encarnados, e terá distintas visões e vivências, que lhe colocará diante de uma escolha.

O Arcano VI, ele está intimamente relacionado com a Alma e é, como em todos estes arcanos uma escolha, a qual aqui fazemos já mais conscientes que nunca, a cerca do Bem ou do Mal.
Todas estas câmaras tem sempre uma porta que nos levam à Próxima Câmara de nossa Obra, e uma que nos conduz de volta ao mundo. No entanto como já comentamos, nos relativo aos processos do Arcano V, da conclusão daquele ponto em diante tudo é diferente. Ou seja, esta porta do Arcano VI até o IX, não simplesmente nos conduzem ao Mundo, mas a um julgamento, já que ao receber esta guiatura concreta espiritual, ao receber e encarnar estes dons, estas vivências, já não somos ignorantes acerca de tudo isto e passamos a cometer conscientemente crimes, ao cair nestes erros, ao deixar-nos levar pela maldade.

O Iniciado deste ponto em diante além das distintas Missões, recebe também Instruções, Bênçãos (Rituais), Auxílos, seja por parte da Loja Branca Universal (Arcano V), nos mundos internos, bem como por parte da ordem a qual está ligado por seu vínculo iniciático original (Arcano VI).

No Arcano VI é aonde o Iniciado começa realmente a trilhar o caminho por ele mesmo, aqui já no sentido da plena manifestação do que ele é. Pois no Arcano V encarnamos algo do relativo ao que vivemos ao longo da atual existência, mas no Arcano VI capturamos o sentido de nossa Obra como um todo e das diferentes vivências a qual a Alma passou nos incontáveis séculos em sua peregrinação pela matéria.

04/09/15