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CLXV
Textos sobre Filosofia
Como Pensar

"No lar e na escola, os pais de família e os professores sempre nos dizem o que devemos pensar, mas jamais na vida nos ensinam COMO PENSAR.
Saber o que pensar é relativamente fácil. Nossos pais, professores, tutores, autores de livros, etc., são, cada um, ditadores ao seu modo. Cada um deles quer que pensemos em seus ditos, exigências, teorias, preconceitos, etc.
Os ditadores da mente abundam como a erva daninha. Existe por todas as partes uma tendência perversa para escravizar a mente alheia, para engarrafá-la, para obrigá-la a viver dentro de determinadas normas, preconceitos, escolas, etc.
" - Educação Fundamental, Samael Aun Weor

Uma das grandes dádivas que nos dá a Consciência é esta individualidade na maneira de sermos, já que nosso Ser se fundamenta em particularidades únicas as quais nunca houve nem haverá algo igual.
A Doutrina Gnóstica, o ensinamento da Era de Aquário insiste para que não ensinemos, nem para que estejamos submetidos ao "o que pensar", no sentido desta nociva prática de massificação, de padrões falsos e subjetivos.

Nós não nos importamos com o ponto de vista alheio, nem estamos dispostos a entender e respeitar o próximo. Para nós é mais fácil julgar do que ser julgado, apontar o dedo ao outro e deixar de lado nossos próprios erros, nossa incompreensão para com os demais.


A Grande questão do "como pensar", que é a chave da manifestação da Consciência, consiste exatamente em investigar, em analisar, em compreender.
O Problema não é algo ser verdade ou não, é perdermos o interesse em validar isto, em experimentar isto. Os Tiranos não se importam se as pessoas tiveram ou não as vivências, ou seja, se investigaram o tema, se o analisaram profundamente, se meditaram acerca disto, se realmente compreenderam, senão que exigem que deixe de lado a maneira correta de usar a mente, e aceitem dogmaticamente, inconscientemente o que lhes é dito.

Nós muito podemos saber teoricamente sobre a verdade, ter pensamentos muito claros no sentido de similares ao que seja a verdade, mas se não chegamos a estas verdades por meio da investigação, da compreensão real, é certamente algo pronto para ser perdido, preparado para ser destruído em nosso interior.
Todos nossos esforços, seja para conosco mesmo, seja para com os demais, deve ser exatamente do estímulo a prática, a esta investigação concreta e objetiva acerca do tema em questão, para que indiferente da conclusão que um ou outro chegue, seja algo conscientivo, dentro da capacidade de cada um para perceber a verdade que nos cerca a cada momento.

Sempre haverá homens mais sábios que outros, pessoas mais compreensivas que outras, no entanto é mais importante que cada um tenha consciência da verdade, dentro daquilo que seja capaz de captar, do que conheça e aceite teoricamente a verdade, sem ter nenhuma vivência ou compreensão acerca disto, pois é algo que não é capaz de fazer uso, é apenas uma fantasia, uma farsa.

Quando nós aprendemos como pensar, quando realmente vivenciamos isto que é a manifestação da Consciência na região da Mente, já não é mais necessário aceitar ou negar, porque compreendemos e a compreensão não está a favor ou contra, pois compreende e esta compreensão está acima disto.
De certa maneira, podemos dizer, que a Compreensão nos põe em paz com o todo, porque compreendendo uma questão, compreendendo uma situação, compreendendo um ensinamento, temos a consciência de sua natureza e o porque disto ocorrer ou existir, então ao mesmo tempo não estamos o aceitando nem o negando.


Se nós precisamos acreditar em algo, ou se nós negamos algo, isto claramente nos mostra que não estamos exercendo a devida claridade mental, a manifestação da consciência na região da mente, para compreender o tema em questão.
E isto não significa que veremos tudo da mesma forma, pois se fosse assim, as Divindades não precisariam reunir-se para darem seus veredictos acerca de algo, nem seria necessário internamente julgamentos e coisas do gênero pois tudo seria fatídico, e não contestável. Ou seja, se um Logos dissesse "sim", ou um Arconte da Lei, e todos tem a mesma visão e compreensão, todos deveriam dizer "sim", e isto não é assim.

Faz parte de nossa compreensão dentro de nossa particularidade entender que cada um tem suas particularidades e por consequência nos cabe assimilar a fundo esta questão de maneira a entender o porque disto.


Quando nós recebemos o ensinamento Gnóstico ou qualquer outro ensinamento, é muito comum que a mente se exalte com a teoria, com a informação acerca da verdade e porque acredita e somente acredita, sem a devida vivência, comece a desenvolver ódio, oposição inconsciente, lutas para com quem não acredita, ou para quem professa algo diferente. Assim que isto nos demonstra a plena e absoluta ausência de consciência e de vivência da doutrina que nos ensina exatamente a averiguar, a buscar compreender tudo que nos rodeia.

O fato de precisarmos convencer alguém de algo, o fato de ansiarmos por sermos compreendidos, é sempre resultado da própria incompreensão do tema, da inconsciência, pois aquilo que temos realmente encarnado, aquilo que realmente temos consciência, não temos necessidade de fazer-nos crer ou de convencer os demais acerca do mesmo. Claro que uma coisa é querer compartilhar as verdades que temos acesso, já que muitos sofrem e estas chaves abrem portas para sua Obra, para sua Vida, mas outra coisa é sentirmo-nos feridos quando os demais não aceitam ou quando não professam das mesmas compreensões.

19/11/15