CLXV
Textos sobre Metafísica
A Mestria e o Silêncio

Sem rodeios Mestre é aquele iniciaticamente chega a quinta iniciação de Mistérios Maiores, antes da quinta de maiores, por mais que o iniciado tenha desenvolvido seus poderes e suas habilidades, ele corre risco de não utilizar sabiamente ou de cair em faltas graves em relação a Obra.
Nesta jornada em busca a nosso Deus Interno, é natural que o Ser nos entregue alguns dons e habilidades para que possamos passar pelas provações da vida mais ou menos despertos frente aos eventos que acontecem. De verdade somente aquele que despertou seu Kundalini e teve os méritos para que o Kundalini ascendesse por sua coluna vertebral tem condições de remover o selo de cada uma das sete Igrejas do Apocalipse (os Chackras), e com isto por em atividade os dons relacionados a estes.

É Muito natural que a pessoa humana confunda algumas experiências internas e visões com acontecimentos de outras épocas, assim julgue um iniciado ou uma pessoa por erros que esta pessoa tenha cometido em outras épocas. O Iniciado que vai despertando estas habilidades tem a necessidade esotérica de não julgar os demais, pois de outra forma colocaria um grave obstáculo em sua Obra e no caminho desta pessoa. Todos somos mais ou menos negros até eliminarmos até a sombra do Eu, se fomos um dia caídos, e se ainda carregamos o Eu, quem somos nós para julgar qualquer um que encontremos em nosso caminho?

Os Mestres que chegam a quinta de maiores são muito humildes, e isto falta a todos que ainda não chegaram nestas alturas, a humildade não é uma pose ou um pensamento, é uma expressão da consciência frente a sua existência que em verdade se reconhece.
Nós como pessoas, temos que ser muito prudentes com tudo que diga respeito a estas habilidades, a interpretação dos mistérios é um dom da consciência, a capacidade de ensinar e de falar a consciência das pessoas é igualmente um dom, há dons bastante naturais da revolução da consciência que as pessoas desenvolvem e muitas vezes perdem por mal uso.
A Consciência como expressão do Ser, recebe muitos ensinamentos que são entregues por diferentes partes do Ser, até mesmo da Loja Branca nos mundos internos, do Santo Guru, pela Mãe divina, etc...
Estes ensinamentos por vezes são conhecimentos que nos cabe pelo nível que estamos, para que possamos passar a próxima etapa do trabalho, mas outras vezes são ensinamentos que precisamos viver para qualificar as iniciações ou até mesmo questões que precisam chegar ao estudantado gnóstico ou a humanidade.

Veja que no trabalho esotérico, temos que aprender a manter silêncio principalmente do que vivemos no momento, porque ali há elementos e fatos se cristalizando que precisam acontecer de alguma forma e retirar o mistério sobre isto é afetar o rumo dos acontecimentos. Isto não quer dizer que não podemos revelar certos detalhes ou certas experiências internas que possam vir a ajudar outras pessoas que estejam no mesmo caminho, mas há que se estar em posse da consciência e sempre indagar a origem daquele estímulo, a reflexão deve sempre estar um passo a frente de qualquer ação nossa, pois de outra forma um eu passaria desapercebido por nossos sentidos.

O Eu é algo terrível, temos que de verdade nos preocuparmos menos com os poderes e os dons e eliminar com toda força que tivermos o eu nos mais íntimos cantos de nossa inconsciência. Ao Eu perseguimos quando estamos na rua, em nossa casa, no trabalho, por isto diz o Mestre: "ESTAR COMO VIGIA EM ÉPOCA DE GUERRA", um mero segundo que baixamos a guarda é o suficiente para que este Eu que tanto perseguimos consiga burlar nossa consciência e se alimentar por meio da expressão física. Mas nossa luta contra o Eu não para ai, perseguimos o Eu em nossos pensamentos, em nossas memórias, até durante o descanso do corpo físico (dormindo) estamos lá vigias para pegar o Eu desprevenido e faminto por manifestação.. o Defeito Psicológico se debate em meio aos pensamentos e aos sentimentos com extrema força dando seus últimos esforços pela vida e é aí que temos que ser mais fortes, pois o Eu em seu leito de morte dá seu ultimo impulso de vida e por muitas vezes escapa ao mundo das formas como uma manifestação que por mais pequena que seja, lhe dará vida por mais alguns dias o que é uma lástima pois temos ainda um Exército de outros Eus para eliminar.

Há que manter silêncio frente ao Eu, o eu se utiliza muitas vezes da mente e dos sentimentos como forma de tentar manipular o iniciado para que caia em sua lábia e em suas justificativas, há que sempre e a todo momento estarmos atentos e auto-observados, assim pegamos o Eu sempre antes da manifestação física, claro que há Eus e expressões de Eus que nos fogem a compreensão e a auto-observação por estarmos identificados e nisto cabe a Observação (que é este observar a si mesmo no físico), posteriormente levamos isto a uma auto-observação e claro a compreensão destas ações para encontrar a origem disto.
Ao Eu não podemos concordar ou discordar, temos que compreender sua existência e de fato dar a nota síntese que mantém ele vivo, assim tirando sua expressão e sua capacidade de manifestação.
Na Alquimia precisamos de uma mente pura, em silêncio, pois ali igualmente falam muitos demônios e com isto se alimentam da fonte da vida, por tais motivos se entregava em outrora o Grande Arcano para aqueles que Despertaram a Consciência, exatamente porque tinham condições de realizar isto mais plenamente sem esta interferência de cada um destes Eus. Claro que hoje precisamos de todas as armas ao nosso alcance, inclusive do Grande Arcano se já somos casados.

Há Eus que gostam de sacrificar-se pela humanidade e sentem-se bem com isto, há outros que não suportam a bondade, mas como iniciados precisamos calar a estas duas legiões do bem e do mal, porque vamos na síntese, no silêncio.. no silêncio encontramos a voz do Ser, a infinita expressão da sabedoria eterna e imutável.
Claro que precisamos utilizar nossa mente para organizar muitas coisas do dia a dia, mas esta mente tem que ser a Mente Interior, esta Mente inspirada aonde o delito não pode penetrar ou corromper.

Aqueles que já experimentaram o silêncio absoluto da meditação, e tiveram estas revelações tão normais da meditação profunda, percebe claramente o quanto se perde quando tentamos trazer a VERDADE ao mundo das formas, por isto é importante compreender que o silêncio é uma grande arma contra o Eu, pois o impossibilitamos de planejar, de atuar e por fim de viver.
Claro que há eus de preguiça que facilmente se alimentam da inércia e nestes casos é por o corpo e a mente em uma atividade edificante e claro calar e sacrificar a dor que o Eu gera por estar fazendo algo que contraria seu DESEJO.