CLXV
Textos sobre Metafísica
Intervalos na Forja de Vulcano

No caminho da Grande Obra encontramos muitos processos inacreditáveis se fôssemos levar em conta o que sabemos do caminho, o que nos ensinaram. A Verdade é que este caminho como vivência já traçada, não existe, além dos parâmetros básicos da Grande Obra, as variáveis são infinitas e as possibilidades são realmente também infinitas e por isto há muitos processos que não adiantaríamos comentar de forma física, pois poucos vivem o mesmo, da mesma forma, no decorrer do caminho.

Um processo que inevitavelmente ocorre a todos, e que é uma necessidade comum e que naturalmente acontece no decorrer de momentos muito bem marcados, é a diminuição do trabalho Alquímico, que dependendo do nível que nos encontremos vai se tornando mais espaçado.

"Todo pombinho alquimista depois de ter sido coroado, vai se afastando pouco a pouco do ato sexual. O conúbio secreto vai se distanciando cada vez mais, de acordo com certos ritmos cósmicos marcados com o gongo oriental. Assim é como as energias sexuais são sublimadas até transmutarem-se absolutamente para produzir o êxtase contínuo." - O Matrimônio Perfeito, Samael Aun Weor

"Somente se deve praticar Magia Sexual uma vez por dia. Aqueles que chegaram ao estado Búddhico, uma só vez por semana. E aqueles alcançam a Iniciação Venusta, uma só vez por mês." - O Matrimônio Perfeito, Samael Aun Weor


O Sexo que para a humanidade é visto como um prazer a mais que oferece a vida, para aquele que trilha o sendeiro da Grande Obra, é a ferramenta, o meio concreto de ter acesso direto a Divindade, de realizar aquilo que se necessita pelo bem do Espírito e da Alma, também dos demais veículos materiais.
Conforme integramo-nos com o espírito, conforme nos purificamos nesta Frágua de Vulcano, conforme vamos tendo a espada pronta por meio desta Forja, quando o fogo desta fornalha já está plenamente e permanentemente aceso, pois não há mais escórias psicológicas para danificar o fogo, então naturalmente vamos nos afastando da Forja, isto é algo natural do caminho.


No caminho naturalmente passamos por processos, fora isto que aqui citamos, aonde se exigem intervalos maiores que trinta dias como citado aos de Iniciação Venusta... e não é este afastamento permanente e definitivo do final do trabalho com o Arcano AZF, mas processos aonde precisamos deste sábio afastamento que normalmente ocorre de maneira natural por eventos da vida.

Em vão um lutaria contra esta pausa, em vão, certamente.

Claro que há diferentes pausas, até mesmo Kármicas, como é tão comum ocorrer com aqueles que estão a um passo da auto-realização. Pois é dito e assim compreendemos, que todos os pecados são perdoados, menos os contra o Espírito Santo... e é raro, para não dizer que inexiste quem nunca pecou contra o Espírito Santo (pecados sexuais).

E há que se tomar um cuidado grande nisto, pois é muito comum que "em nome da Obra" se comenta delitos com muito boas intenções.

"Existe tal delito quando o homem obriga sua mulher a efetuar a cópula, não estando ela com disposição de fazê-lo. Existe tal delito quando a mulher obriga o homem a efetuar a cópula, não se achando este com disposição de fazê-lo.
Existe tal delito quando o homem se auto-obriga, violentando-se a si mesmo, para efetuar o coito, não se encontrando o organismo em condições aptas para isso. Existe tal delito quando a mulher se auto-obriga para efetuar a cópula, não se achando seu organismo em condições realmente favoráveis.
Existe tal delito naqueles que cometem o crime de violação sexual, posse de outra pessoa contra a vontade da mesma.
Como entre as cadências do verso também se esconde o delito, não é, pois, de estranhar que se cometam violências contra a natura quando se obriga o falo a entrar em ereção, não se achando este último em condições realmente favoráveis para o coito.
Existe violência contra a natura quando, com o pretexto de praticar magia sexual, ou ainda com as melhores intenções de se auto-realizar, auto-obriga-se o varão a realizar a cópula química, ou obrigue sua mulher com este propósito, não se achando os órgão criadores no momento amoroso preciso e em condições harmoniosas favoráveis, indispensáveis para a cópula.
Existe violência contra a natura naquelas damas que, necessitando de auto-realização íntima, violentam sua própria natureza, auto-obrigando-se desapiedadamente para realizar a cópula, não se achando certamente nas condições requeridas para a mesma.
Existe violência contra a natura nos masturbadores, ou naqueles que realizam a cópula química, estando a mulher na menstruação.
Existe violência contra a natura quando os cônjuges realizam a união sexual, achando-se a mulher em estado de gravidez.
Existe violência contra a natura quando se pratica o Vajroli Mudra de tipo forte várias vezes ao dia ou à noite, não se achando os órgãos sexuais em condições realmente favoráveis e harmoniosas.
Existe violência contra a natura quando se pratica magia sexual duas vezes seguidas, violando as leis da pausa magnética criadora.
" - Sim há Inferno, Sim há Diabo, Sim há Karma. Samael Aun Weor


Então vemos que na própria gravidez já há uma longa pausa, pois a mulher está utilizando-se de sua energia sexual para gerar um novo veículo físico para abrigar uma Alma que vem ao mundo, e não tem energias para ajudar neste processo do Segundo Nascimento (interno).
Claro que o mundo como mundo não respeita estas regras e nem jamais as cumpriria, porque não se compreende a verdade do que seja a força sexual, senão como ferramenta de prazeres e coisas do gênero.


Muitas vezes vemos pessoas orando a Mãe Divina, a Maria, a Mãe Kundalini, em fim, tantos nomes que já teve, como foi Réa em outros tempos... e a verdade é que se lhe perguntamos quem é esta Mãe, ou que Mãe é esta a qual rendem homenagem e respeito, receberíamos uma resposta no mínimo superficial, ou se nos mostrariam uma imagem representativa qualquer como se aquilo, aquele objeto fosse a própria mãe e não um símbolo, uma alegoria, um sinal daquilo que realmente seja esta Mãe.


A Mãe Divina tem cinco aspectos as quais não vamos citar no momento, mas gostaria de compartilhar, expor um caso, um evento vivido, no que diz respeito a um destes aspectos da Mãe que somente após muito tempo vim a compreender quem era.
Houve uma época do trabalho aonde senti a necessidade de dialogar, de realmente buscar informações mais precisas e compreender em fatos quem eram, e o que eram estes irmãos do espaço.
Consciente nos mundos internos, fizemos como de costume a invocação, chamamos a dois Mestres os quais recordávamos o nome e sabíamos eram seres mais além de nosso planeta. Foi feita algumas vezes a invocação e aguardamos pacientemente olhando o céu estrelado e analisando as mudanças e eventos que percebíamos estar acontecendo. Pouco depois surge uma figura espectral de uma mulher, feita em pedra, cinza como a cinza das lavas de um vulcão ao solidificarem-se. Esta aproximava-se de forma realmente espectral, apesar de sólida como a pedra, movia-se, mas movia-se de forma a fazer jús a sua natureza, extremamente lenta e tenebrosa. Em seu olhar se via a morte e realmente nos transmitia algo infernal, sua presença.
Tal dama tenebrosa estendeu seu terrível dedo indicador de sua mão direita e apontou-me próximo ao umbigo e aproximou-se na intenção de tocar este baixo ventre.
Claro que não me pareceu boa coisa tal evento e horrorizado com a possibilidade de ser tocado por tão terrível criatura fiz grandes esforços para retornar a meu corpo físico, mas não consegui fazê-lo antes de ser tocado...
Voltando aos mundos internos consegui o encontro que queria, e claro pude compreender um pouco melhor a natureza destes irmãos do espaço e dialogamos sobre questões a respeito deles que não compreendia e estes da mesma forma me questionaram sobre muitos assuntos acerca dos humanos que eles realmente mostravam-se em definitivo não compreender. Foi interessante ver que pela experiência que tivemos na atual raça terrestre, temos compreensões sobre assuntos que estes, apesar de sua evidente superioridade espiritual, não compreendem. Seus maiores interesses e surpresas eram no assunto relativo a sexualidade e cortejos entre casais terráqueos.

Mas o objetivo de citar este caso, foi a dama em questão, que até ontem para mim tinha como um Demônio ou alguma criatura tentando passar-se por estes irmãos extraterrestres. É óbvio que se chamamos a um e aparece outro, fica a impressão que estão tentando nos enganar, como é comum acontecer nos mundos internos, tanto que os Mestres recomendam que "provemos" ao invocado com conjurações ou outros métodos conhecidos para desmascarar impostores.

Mas meditando mais profundamente a respeito desta Mãe que não se limita ao aspecto feminino como mulher, a encontramos como esta força que tudo cria, e que tudo desenvolve em diferentes aspectos e em diferentes dimensões. Ontem fomos seguindo esta força dentro de diferentes dimensões e analisando suas criações... fossem estas a nível molecular ou atômico e assim já exaustos por esta jornada, nos veio como por encanto a recordação deste evento que aqui relatamos, daquela Terrível Dama em questão, e a conclusão solene de que era a Hécte Proserpina, minha mãe particular em seu aspecto mais terrível, a Bendita Deusa Mãe Morte.

"Dezenove dias depois de haver iniciado a marcha ascendente abismal, os adeptos da Fraternidade Oculta eliminaram, do meu baixo ventre, certa capa, ou substância atômica, semelhante à pele do organismo humano.
Dentro do microcosmos homem, tal capa atômica é como uma grande porta que dá acesso aos baixos fundos abismais...
Enquanto esse elemento atômico exista nos indivíduos, a Essência permanecerá demasiado auto-encerrada no ego.
Retirada essa porta atômica na contraparte astral do ventre, os adeptos devem então curar tal zona ventral.
" - As Três Montanhas, Samael Aun Weor

"Antes da ascensão se abre a porta do abismo situada no baixo ventre; antes da ascensão somos examinados com fogo, e se nos ensina o Zodíaco interno." - Os Mistérios Maiores, Samael Aun Weor


É óbvio que esta vivência em questão não significou o caso exposto pelo Mestre, mas é certo que resultou interessante compreender o fato de que assim como a Mãe em seu aspecto Divino é responsável pelo Kundalini e pelas Sete Igrejas do Apocalipse, esta outra Mãe, este outro aspecto da Mãe relaciona-se com estes sete inversos situados no baixo ventre e que ela ajuda-nos nesta ascensão e não apenas a Mãe Kundalini, como poderia qualquer um imaginar. Afinal é no reino de Proserpina que realizamos os trabalhos finais de ascensão.

Claro que no mundo há os adoradores do Kundalini e os adoradores do Kundartiguador, quem busque a revolução e quem busque a salvação pela evolução (e involução). A Mãe Divina Kundalini busca nos salvar pela Luz, a Mãe Proserpina busca nos liberar pelas Trevas... ainda que claro cumpra suas funções e também ajude aos que trilham o caminho da Revolução.

"E falemos também do terceiro aspecto da Mãe Cósmica, como terror de Amor e de Lei, que castiga aos iniciados quando estes merecem ser castigados: A Rainha dos Infernos e da Morte. Não importa que lhe chamemos Proserpina ou Coatlicue ou Hécate... Em todo caso nos castiga para nosso bem e é uma parte também de nosso próprio Ser." - A Pedra Filosofal, Samael Aun Weor

10/03/14