CLXV
Textos sobre Metafísica
Cartas do Mestre

O Acaso sabemos não existe, mas algumas vezes não nos deixamos de surpreender com algumas obras que realiza o destino.

Recentemente havia encontrado um livro interessante que foi produzido pelo filho do V.M. Samael, chamado Cartas del Maestro, e havia indicado a alguns irmãos, pois se tratava de cartas que havia escrito o Mestre e enviado a alguns discípulos.
Certamente uma chance para conhecermos este outro lado do Gnosticismo, esta expressão do Mestre aos discípulos mais próximos, também ensinamentos e diálogos que estes teve, algo mais além dos livros em geral.

Em fim, um irmão acabou me presenteando com um exemplar, após minha desistência em adquirir. Mas minha surpresa foi exatamente que o livro veio marcado com um marcador de página entre as páginas 78 e 79. Algo que informou este irmão não foi proposital, já veio assim desde a Editora, o dele veio marcado em outra página.
Aqueles que acompanham os trabalhos desta página sabem que este 78, cuja soma é 15, tem um grande significado pois é a base destes trabalhos que aqui realizamos.
CLXV é um duplo 15; CL 150, XV 15.

Na página anterior a 78, aonde inicia o capítulo em questão, logo no início o Mestre diz o seguinte:
Vamos fundar uma revista que será o órgão de publicidade de nosso Movimento Gnóstico. Esta revista unificará totalmente todas as seções deste gigantesco Movimento. Nesta revista poderás escrever tu tudo o que quiseres. Também poderão escrever os irmãos que assim o desejem. A revista começará a circular desde o primeiro de março em diante”.

Nosso último texto no site CLXV foi exatamente relativo a estas recriações que faz a natureza e destes eventos que se repetem de forma a atender as necessidades de um momento...
Pois este relato é exatamente o momento que vivemos, pouco antes, em fevereiro, havia tido a orientação interna, o impulso objetivo de gerar uma forma de prover meios para irmãos que tenham já suas vivências no ensinamento, poderem expor isto, compartilhar seu entendimento, já que o CLXV é algo solitário e que não deve ter interferências externas.

Assim foi como surgiu este novo site de divulgação gnóstica, o GNOSIS.net.br, aonde não é bem um fórum, apenas tem este formato para que sejam possíveis postagens com segurança e também de forma independente de um programador de sites.

Claro que este trabalho de administrar esta página e de para quem foi feito o site principalmente, ficará a cargo de lá escrever e também possibilitar que outros lá possam compartilhar seus ensinamentos, quando claro de acordo com os preceitos da Loja Branca.


Aproveitando e já lendo este livro que me chegou misteriosamente e inesperadamente as minhas mãos, pude ver algumas práticas e algumas cobranças do Mestre em relação a lições que ele passava pedindo um retorno por parte dos discípulos.

Nisto encontramos algumas no começo do livro, aonde o Venerável Mestre insistia sobre práticas com o signo do infinito e instruções sobre o mesmo:
Afortunadamente o signo do infinito tem sua raiz na nona esfera. Põe este signo no entretenho e dorme, fixando também o lugar onde queiras transportar-te e dorme profundamente. Com esta chave entrareis em todas as partes. ESTE SIGNO DO INFINITO TEM O PODER DE DESPERTAR A CONSCIÊNCIA NO ASTRAL. Faça-o (traça-o) também com a mão esquerda no coração no momento de dormir. Este signo do infinito está sobre a carta 1 do Tarot, O Mago”.

Me alegro que entendestes a lição. Fixai na fronte o signo do infinito ao dormir. Atuareis consciente durante o sono. Fixa-te também no lugar aonde quereis ir astralmente. Este signo é uma chave. Traça-o também com a mão esquerda no coração, com este signo (cujo original está na Nona Esfera)”... “Como entendes este signo do infinito? O Que é a nona esfera? (9ª carta do Tarot, O Ermitão). Explica-me o Arcano AZF = ao Iod-He-Vau-He. Sendo Iod o homem, He a mulher, Vau o falo e He o útero. Entendes isto? Como entende isto?

Me esquecia de falar-te sobre o Arcano 10, A Roda da Fortuna. Esta carta é igual ao símbolo do infinito. Esta carta é a roda de ciclos descrita por Ezequiel".

Bem, isto foi o que encontramos até aonde vimos o livro em um primeiro momento.
Mas nos chamou atenção estas informações visto que me recordo de muitas vezes submeter símbolos e informações quando em meditação, e muitas das vezes usamos o símbolo do infinito como Koan (enigma sem solução), como uma forma de anular o funcionalismo da mente e chegar a estes estados superiores de consciência.
Claro que em certa época, depois de muito lutar e de muitas coisas submeter a consciência por meio da meditação, destas práticas esotéricas, chegamos ao Símbolo CLXV que fazemos este esforço de ensinar e de divulgar.

Lendo estas cartas, quase que sentimos como se pudéssemos escrever ao Mestre e lhes dizer de nossos estudos e de nossas descobertas. Talvez fosse o que ele esperava destes discípulos, em fim... esperamos hoje o mesmo que talvez naquela época esperava o Mestre, alguém que entenda do que estamos falando.


Quando nos mundos internos nos deparamos com o Símbolo CLXV, nunca haviamos lido estes relatos do Mestre que aqui apresentamos nem conhecíamos esta versão do Arcano 1 do Tarot, que vemos é uma perfeita expressão do Símbolo CLXV:

Este IOD, HE, VAU, HE, como já dissemos em tempos passados, refere-se tanto ao C L X V, como outra forma de expressar o mesmo mistério, assim como o T A R O, I N R I, etc. Também como os principios 1 6 9 0, pois este Homem, Mulher que o Mestre se refere são representados pelo 1 e pelo 0, e o Falo e o Útero pelo 6 e 9.

18/03/14