CLXV
Textos sobre Metafísica
O Sinal de Jonas

O Drama Crístico que viveu Jesus em passados tempos, sintetiza de forma clara todos os processos iniciáticos que correspondem as "Três Montanhas".
Existem três processos muito bem definidos aos quais denominamos Iniciação, Ressurreição e Ascensão, que correspondem a estas Três Montanhas e seus respectivos processos.

No drama Crísitco que viveu Jesus, este processo correspondente a Segunda Montanha, o processo de Ressurreição. Este processo iniciou-se com a culminação da Primeira Montanha que foi a Cristificação. Com a morte do Cristo, e sua ida ao Sepulcro, este inicia os trabalhos de Segunda Montanha aonde culminam na sua Ressurreição.

"E, chegando-se os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu.
Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro.
E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos?
Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se.
" - Mateus 16:1-4

"Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas;
Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.
" - Mateus 12:39-40

Três dias e meio é o tempo em que o Cristo passa simbolicamente por seus processos de Segunda Montanha, também é o mesmo tempo em que Jonas passa no ventre da baleia.
Há uma íntima relação neste relato dos processos do tempo em que Jonas passa isolado no ventre da baleia e o tempo que o Cristo passa isolado dentro do Santo Sepulcro. Isto são diferentes formas de simbolizar o mesmo processo, a Segunda Montanha.

"A forma extraordinária e maravilhosa do velho ataúde de Osíris chama atenção pela sua semelhança e significado esotérico com outro peixe, representado, magnificamente, pelo alfabeto semita na letra Samek, que ocupa o décimo quinto lugar cabalístico, a qual simboliza no princípio a famosa constelação da Baleia, sob cuja regência devemos realizar todos os trabalhos da Nona Esfera.
...
Se adicionarmos cabalisticamente as duas cifras do 15 teremos o seguinte resultado: 1 + 5 = 6.
Seis, no Tarô, é o Arcano dos Enamorados; o homem entre a virtude e a paixão. Aprendei a polarizar-vos sabiamente com o Arcano Seis e havereis vencido o espantoso 15 da constelação da Baleia.
...
Porém, a transformação superior somente é possível com a ressurreição do Cristo íntimo no coração do homem. Esta é fase culminante do terceiro período.
O instante formidável em que a brilhante constelação da Baleia vomita Jonas, o profeta, nas praias de Nínive; o momento supremo em que ressuscita Jesus, o Grande Cabir; o segundo extraordinário do triunfo de Parsifal no templo resplandecente do Santo Graal.
" - O Parsifal Desvelado, Samael Aun Weor

"Debaixo da Constelação da Baleia se desenvolve o Iniciado.
Sem Lúcifer-Baphometo seria impossível a Auto-Realização Íntima do Ser.
Lúcifer origina o Impulso Sexual em cada um de nós.
Se controlarmos o impulso sexual e transmutarmos o Esperma Sagrado ascendemos de grau em grau.
Todo o Trabalho da Grande Obra se realiza na Nona Esfera.
A Nona Esfera é o Sexo.
" Pistis Sophia Desvelada, Samael Aun Weor

"E desde a hora de Sexta (tentação) foram trevas sobre toda a Terra até a hora da nona”. (Nona Esfera). Somando KABALISTICAMENTE temos 9 mais 6 =15. Este é o Arcano de Tiphón Bafometo: o Diabo. Tal valor esotérico corresponde à Constelação da Baleia, sob cuja influência cósmica se desenrola o Iniciado até conseguir a ressurreição. Recordemos o sinal de Jonas.” - As Três Montanhas, Samael Aun Weor

Muito aqui falamos sobre o Símbolo CLXV, e não podemos deixar de descrever, narrar, a íntima relação de tal Mistério com os processos de Segunda Montanha.
Os números 1, 8 e 0, representam a Divina Trindade, O Pai (1), o Filho (8), e o Espírito Santo (0), quando perfeitamente unidos, pois o Filho torna-se o conciliador entre o Espírito Santo e o Pai. Quando do homem caído, a Trindade torna-se O Pai (1), o Espírito santo (8) e o Filho (0). Pois o Filho, como homem, encontra-se separado do Pai e necessita dos trabalhos com esta força conciliadora do Espírito Santo para que haja novamente esta integração, o Sexo, sabiamente manejado.


O 6 e o 9 que complementam e totalizam o Símbolo CLXV, são como já disse o Mestre Samael, esta força opositora que em verdade são os braços desta Cruz maravilhosa, que não permitem que cheguem a divindade senão os que venceram as inumeráveis provas as quais temos de ser submetidos.
O 6 e o 9, representam tanto a Tipheret como Jesod, o Amor como Guia Divino e o principio Sexual como força esotérica da Nona Esfera.
Estes são os trabalhos finais na Nona Esfera, até que logre-se a ressurreição.

Esta forma de transmitir o ensinamento e as vivências da Segunda Montanha, já tiveram obviamente outras maneiras de serem ensinadas. Uma muito bela é a Lenda de Hiram Habiff. Hiram é morto, assim como nos conta a história do Cristo Jesus, e este chegou a este fim pela mão de três traidores.
Logo após a morte de Hiram, inicia-se a busca e a destruição destes Três Traidores de Hiram. Coisa que é certamente o que ocorre no decorrer dos trabalhos da Segunda Montanha.

"Capturar, apreender, captar de forma íntegra, unitotal, a profunda significação dos nove mestres que foram em busca de Hiram e de seus assassinos é urgente, inadiável.
Inquestionavelmente, nenhum dos nove mestres foi pelas regiões do Norte; senão que, inteligentemente ordenados em três grupos de três, repartiram-se respectivamente para o Oriente, o Sul e o Ocidente.
Ostensivelmente foram estes últimos os que conseguiram descobrir a tumba e os assassinos.
Esta simbólica peregrinação esotérica dos nove mestres refere-se, especificamente, em conseqüência, à peregrinação individual que todo iniciado tem que efetuar na Segunda Montanha, passando por nove etapas ou graus sucessivos, totalmente enumerados e definidos nas nove esferas.
" - As Três Montanhas, Samael Aun Weor


A Ressurreição de Hiram, a ressurreição do Mestre Jesus, a saída de Jonas do ventre da Baleia, é o fim dos processos de Segunda Montanha.


"A Pedra da Luz, o Santo Graal, tem o poder de ressuscitar o Hiram Abif, o Mestre Secreto, o Rei do Sol, dentro de nós mesmos, aqui e agora…
O Graal conserva o caráter de um 'misterium tremendum'. É a pedra caída da coroa de Lúcifer… Como força temível, o Graal fere e destrói os curiosos e impuros; porém, aos justos e sinceros os defende e lhes dá vida…
" - As Três Montanhas, Samael Aun Weor


Não nos limitamos a citar apenas isto, aquele belo drama que vive Jó, são processos em que vivemos antes da Ressurreição, no curso de Segunda Montanha.

"Evidentemente as oito iniciações recebidas deviam ser qualificadas. Duríssimo: Um ano para cada iniciação…
Vivenciar agora, em oito anos, todo o Livro do Patriarca Jó, pagar os dízimos de Netuno antes da ressurreição… O Livro de Jó é uma representação completa da Iniciação antiga e dos povos que precediam a magna Cerimônia.
O neófito, nele se vê despojado de tudo, até de seus filhos, e afligido por uma enfermidade impura. Sua esposa o angustia, burlando da confiança que ele põe num Deus que o trata. E seus três amigos, Elifaz, Bildade e Zofar, atormentam-no, julgando-o um ímpio, seguramente merecedor de tal castigo…
Jó então, clama por um campeão, um libertador, porque ele sabe que este (Shiva) é eterno e vai redimi-lo da escravidão da terra (mediante a ressurreição íntima), restaurando sua pele.
Jó, por permissão divina vê-se atormentado, despojado, enfermo, sob a cruel ação desses seres malignos que Aristófanes chamou de “as negras aves”; São Paulo, “as cruéis potestades do ar”; a Igreja, “os demônios”; a teosofia e a Kabala, “os elementários”, etc., etc., etc…
Entretanto, como Jó é justo e entoa o tema de sua própria justificação frente a tais rigores do destino, vence, por fim, como o sagrado IT de sua crucificação na chaga da carne. E Jeová (o Iod-Heve interno de cada qual) permite que a ele se cheguem os anjos curadores, ou jinas, cujo clássico caudilho, em outros livros como o de Tobias, é o arcanjo Rafael.
" - As Três Montanhas, Samael Aun Weor

Judas, Pilatos e Caifás, os Três Traidores, devem ser eliminados de nosso interior para que possa ocorrer esta Ressirreição do Cristo em nós.

"Existem tiranos que falam maravilhas de si mesmos, seduzem muitos ignorantes, mas sim, se analisarmos sua obra, encontramos destruição e anarquia; a vida mesmo o encarrega de afastá-los e esquecê-los." - A Grande Rebelião (Prefácio escrito pelo V.M. Rabolú)

13/05/14