CLXV
Textos sobre Metafísica
Canis Lucis Xystarches Veritas

Ao Longo de nossa vida, temos de fazer comumente grandes esforços para modificar aquilo que somos, com o objetivo de adaptar-nos as diferentes etapas da vida, e também aos diferentes processos relativos ao que necessita realizar o espírito.

As Diferentes etapas da vida nos pedem diferentes posturas frente aos eventos e uma adaptação para a manifestação de diferentes princípios, assim como ocorre em nosso trabalho Espiritual.


Muito é falado sobre bem e mal, e não podemos deixar de entender estes termos para que possamos trilhar seguramente o caminho.
Afinal sabemos que bem é aquilo que nos convém, que é agradável, e mal é aquilo que não nos convém, não é agradável.
Assim o que é bem para um, é mal para outro, e vice-versa.

Cada indivíduo tem ideias próprias, conceitos seus, esperanças, desejos... aquilo que está de acordo com sua ideia, que atende a seus conceitos, que esteja dentro daquilo que espera, que deseja, para este é bom, e tudo que seja contra estas ideias, esteja fora de seus conceitos, que vá contra suas esperanças e desejos, é mal.

Dentro disto não fica difícil entender quando diz-se que o iniciado no seu caminho tem de lutar contra as potências do Bem e do Mal...
Afinal há pessoas boas e pessoas más, não apenas dentro do conceito individual, mas no sentido humano.

Uma pessoa que atua com ódio, que se expressa com ira, que mata, que rouba, que mente... sabemos logicamente que faz parte de uma força negativa, má, pois vai contra preceitos básicos divinos.
Assim também uma pessoa que atua com amor, que se expressa por meio de harmonia, que diz a verdade, que ajuda os necessitados, sabemos que obviamente faz parte de uma força positiva, boa, pois está atuando dentro de preceitos divinos.

No entanto na Senda Espiritual, voltam-se contra o iniciado tanto as potências do mal, como do bem. Afinal rompemos mesmo com conceitos que estão aprisionadas estas pessoas boas que buscam atender e integrar-se com estas leis espirituais básicas.
Vemos que a principal diferença é que estas pessoas estão sendo bons homens, já os iniciados estão caminhando para transcender a natureza humana. Claro que primeiro temos de ser bons homens, para logo transcender esta etapa...

O Conceito de bem ou mal, surgiu como um termo derivado das forças evolutivas e involutivas da natureza. Tudo que ascende é bom, tudo que descende é mau, por assim dizer.
Por isto que diz-se que bom é aquilo que é agradável ao indivíduo e mal o que é desagradável, porque eleva seus estados ou decresce...
Claro que este bem e mal que nos referimos são níveis baixos desta manifestação, e cuja manifestação extrema do bem, sempre conduzirá ao mal.

Vemos quantas pessoas foram boas, realmente muito boas, mas ao receberem a moeda da ingratidão, ao serem enganadas, ou serem maltratadas, tornaram-se más... romperam com esta busca inicial que tinham e seguiram o rumo oposto.

Então que entende-se o porque de buscar um bem maior, uma força ascendente superior àquela que tem as pessoas "boas" que vemos em nosso dia a dia.
Existe uma bondade humana, e existe uma bondade divina. A Bondade humana está em integrar-se com as leis básicas espirituais e a bondade divina é integrar-se com o próprio espírito.

A Grande Obra, é a integração do homem com sua parte espiritual, é este caminho superior ao bem que comumente estamos acostumados. Porque uma pessoa pode fazer algo que ele acha que deve, porque entende que é necessário... Ou ele pode fazer isto por um ordenamento divino, por espiritualmente compreender a necessidade do feito e conhecer o resultado desta ação dentro do destino daqueles que este está auxiliando, exatamente por estar integrado com o espírito.


A Integração com o espírito se dá de muitas maneiras, e há muitas técnicas que nos permitem integrar-nos com nossa fração espiritual, desde a meditação, exercícios esotéricos (como as runas), desdobramento astral...
Por todos os meios vamos aprendendo a "ler" esta vontade universal, integrar-nos com ela e atuar dentro do que seja esta força ascendente superior, que é o verdadeiro bem, o qual dizemos luta contra as potências do bem e do mal, como referência dos poderes intermediários.

Há uma técnica que considero muito interessante, pouco comentada mas muito útil, que é ter consigo um objeto o qual conheçamos bem as características. Por exemplo, tenho um anel, e neste anel consta o símbolo numérico CLXV (16890) e as letras CL e XV a cada lado do mesmo. Obviamente estou acostumado a vê-lo e quando estou com dúvidas se estou no físico ou não, observo este item com a mente aberta, sem projetar nada, apenas captando sua natureza, como se nunca o houvesse visto... e logo comparo com a informação que tenho de sua natureza quando no mundo físico. Claro que quando difere da imagem que conheço do mesmo, sei que não estou no mundo tridimensional, porque não está se manifestando dentro das leis físicas.
Posso lhes garantir que já vi muitas manifestações interessantes deste objeto, quando no Astral... mas mais de uma vez, em vez das letras CL e XV, via escrito em latim uma frase de quatro palavras.

Isto é bastante interessante porque como já dissemos, CLXV é o mesmo INRI ou TARO, ou tantas destas manifestações deste mesmo principio sob diferentes nomes e formas.
O INRI, sabemos representam muitas coisas, como "Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum", que significa Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.
Assim também é dito que INRI significa "Ignis Natura Renovatur Integran", que quer dizer o Fogo Renova Incessantemente a Natureza.

No caso do CLXV, podemos afirmar que uma das suas formas textuais, é "Canis Lucis Xystarches Veritas".
Que podemos traduzir como "Cão da Luz, Instrutor da Verdade"...

O Cão é um símbolo muito comum de referência da energia, do impulso e da potência sexual; Também uma referência ao fogo como no caso do "Ignis" no INRI. O que poderíamos compreender como sendo o "Fogo da Luz", "Instrutor da Verdade". Recordemos ao Cão de tríplice cabeça, Cérberus, o qual na mitologia representa exatamente o instinto sexual o qual devemos dominar para sermos salvos.

É óbvio que é pelo fogo ascendente que chegamos até a luz, e o fogo é um desdobramento desta luz, e esta luz se desdobra em fogo exatamente para que nos conduza até a região aonde se encontra. A Verdade não encontramos em um texto, nem em uma instrução, a verdade é a verdade, e nada podemos falar acerca dela... Somente pelo Fogo chegamos até a Luz que é a verdade.
É muito interessante e muito significativa esta frase, ainda mais quando atrelada a um símbolo cujos quatro opostos (1690), acima de tudo significam o homem e a mulher, o membro masculino e o canal feminino, unidos pelo Santo Oito do Espírito.

 

27/02/15