CLXV
Textos sobre Metafísica
Defesa Espiritual

Uma das primeiras coisas que vemos, quando iniciamos a trilhar o caminho, quando buscamos revisar nossas ações, quando buscamos estar conscientes de momento a momento, é como todas as forças ao redor se voltam contra a pessoa, como que se revoltando por conta desta rebeldia que tem o indivíduo para consigo mesmo, para com aquilo que é (já que precisa morrer em si mesmo, para que nasça o novo).

As pessoas dificilmente aceitam mudanças, ainda mais mudanças belas... há muitos pais que prefeririam ter um filho drogado do que um filho que buscasse sua autorrealização, tal é a inconsciência destas pessoas.

Há uma frase antiga que diz que quando olhamos para o abismo, o abismo olha para nós, e isto é uma realidade que comprovamos muito claramente no caminho.
Afinal as pessoas vivem integradas com as trevas, com a inconsciência, e quando observam a si mesmas, veem as trevas, veem o abismo e certamente passam a ser vistas pelo mesmo.

Quando a pessoa busca liberar-se das trevas, as trevas certamente buscam evitar esta revolução, e se possível arrastar o indivíduo a trevas ainda mais profundas, para que não consiga escapar de suas garras.

As criaturas da noite, dentro de nós são nossos defeitos psicológicos, e estas criaturas tenebrosas fora de nós, são os agregados, os defeitos psicológicos do próximo. Claro que há forças que se afastaram totalmente da luz, se desligaram de toda virtude, e estas também costumam opor-se muito marcadamente contra o avanço iniciático que nos propomos a realizar.


Sempre há momentos difíceis no caminho, momentos estes aonde ao deixar as trevas, somos mal quistos pelo mundo, perseguidos pelo Abismo e mesmo no Céu ainda não nos é permitido entrar, então vagamos sem rumo sobre o mundo, já sem o fascínio pelas coisas mundanas, mas também sem a luz espiritual a invadir e a guiar nossos sentidos e nosso propósito.

O Normal é que as pessoas se percam, que abandonem a senda... exatamente porque não é mais algo mecânico o que ocorre, não somos levados pela natureza a estes processos superiores, ela somente nos conduz até o ápice da evolução e logo pela involução, então que esta revolução, não é algo mecânico, não é algo "comum", natural.


Todo aquele que inicia estes processos de Revolução da Consciência, necessita aprender a defender-se do ataque dos tenebrosos, tanto física como internamente e isto gostaríamos de recordar hoje aos antigos e ensinar aos que estão iniciando sua Obra.
Há muito nisto de proteção espiritual, de defesas, que podemos utilizar tanto contra as hostes tenebrosas exteriores como interiores e certamente não vamos citar detalhadamente todas, pois já há escritos aprofundados e objetivos sobre cada caso.

Existem símbolos que servem para atrair forças divinas, assim como para repelir forças maléficas e isto é algo que podemos manejar como uma proteção.
Nisto entra o Pentagrama Esotérico (com a ponta principal voltada para cima), símbolo do Homem autorrealizado com braços e pés abertos, símbolo da Divindade manifestando-se em um Homem.
Também podemos citar o símbolo da Cruz, o tão conhecido símbolo do suplício que passou o Cristo Jesus no ápice de seu Sacrifício.
Existem outros símbolos, inclusive com funções específicas, mas citamos estes que são os mais conhecidos e certamente de mais fácil manejo. Para citar e somente citar outros, podemos lembrar o Caduceu de Mercúrio, os símbolos dos distintos planetas (baseados no quadrado mágico), os símbolos relativos aos elementos, também o Selo de Salomão, a Suástica (símbolo da energia sexual em movimento), a Cruz de Santo André, etc.


Todos nós temos um signo, e este signo representa a regência de uma das Constelações do Zodíaco sobre nossas vidas... assim que podemos ter como amuleto de proteção, a pedra e o metal que são característicos deste signo... ou quem sabe a junção das pedras e metais que compõe o conjunto Zodiacal completo, como seria o ideal.

Há muitas práticas e objetos, inclusive muito simples que podem ajudar como práticas de proteção, nos diferentes momentos de nosso dia a dia.

Recordo uma vez que nos mundos internos observava uma "armadilha", que no físico poderia estar formada por uma cumbuca de argila, água e dois pequenos galhos formando uma cruz (dois galhos de tamanhos iguais)... Claro que observei apenas com os olhos, mas um amigo mais curioso acabou desfazendo a armadilha internamente e vimos o quão eficiente era a mesma, já que de imediato vimos que as forças que aquele objeto combatia, atacando majestosamente.


As orações tem um papel muito especial no sentido de proteger-nos e de afugentar as forças tenebrosas, bem como invocar as forças divinas em nosso auxílio.
Podemos citar a Conjuração dos Quatro Elementos e a Conjuração dos Sete Gênios como principal ferramenta de proteção para os momentos difíceis.
A Conjuração dos Quatro busca organizar os quatro elementos tanto dentro como fora de nós, e a Conjuração dos Sete invoca a presença dos Sete Logos Planetários e pede a estes que combatam suas sete antíteses. Antíteses estas, que em nós, são os sete pecados capitais, as sete cabeças de legião.

Então que podemos realizar estas conjurações antes de nos entregarmos ao sono, como forma de preparar o ambiente para as práticas e também como forma de proteção para quaisquer forças que possam nos atacar durante o sono. No Astral, uma vez em perigo, igualmente podemos utilizar estas conjurações como proteção contra os tenebrosos, caso nos ataquem.

Se acordamos no meio da noite e sentimos alguma força negativa nos causando dano, é um bom momento de utilizar estas conjurações para afastar qualquer força negativa que esteja ali afetando o ambiente.

Na minha experiência, falando daquilo que vivi, realmente não recomendo conjurar sem que haja uma percepção de ataque. Mesmo nos mundos internos, por mais que se saiba que é uma criatura tenebrosa, se não nos ataca, não se conjura, até porque temos de recordar que nossa capacidade pode não ser superior a criatura em questão, então não devemos ser arrogantes de atacar inadvertidamente, nos protegemos quando necessário e isto é tudo. Claro que dentro de um contexto exato, sob o impulso da consciência, podemos agir diferente, já que em certos casos se tem o devido respaldo do Ser e da Loja Branca e não é o indivíduo realizando algo.
Apesar de que alguns Mestres dizem que no interno os Mestres ficam contentes se os conjuramos, já tive a infeliz experiência de conjurar a um Ser por ser "feio", realmente muito feio dentro da minha concepção humana, já que era quase uma mescla entre um humano e um animal da noite e desta vez, a própria Mãe Divina individual assumiu uma forma tangível e me advertiu muito seriamente, pois estava atacando aquele Ser que era um Mestre da Loja Branca.


Outra coisa que aprendemos na prática, é que para algumas criaturas tenebrosas é mais recomendado a Conjuração dos Quatro, e para outras a Conjuração dos Sete. Forças inferiores do mal, respondem melhor a Conjuração dos Quatro, já que são como derivações negativas dos próprios elementos. Já criaturas hierarquicamente elevadas, somente podem ser conjuradas pela Conjuração dos Sete, ou também pela Conjuração de Júpiter que é curta e muito eficiente.

Sim, muito pode ser aprofundado e ampliado do que foi dito, mas nos limitamos a recordar e a direcionar, o demais cabe ao momento que cada um vive estudar e praticar.

06/03/15