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CLXV
Textos sobre Metafísica
Campo Gravitacional Esotérico

Há momentos muito marcantes que antecedem grandes realizações.
É como aquele instante pouco antes de iniciar uma tempestade aonde o vento cessa e os pássaros aquietam-se, e então vem o que estava armando-se.

Isto é comparável a gravidade... Quando nos aproximamos do campo gravitacional de algo, seja uma pessoa, seja um planeta ou um objeto e sabemos que ele está próximo pois o sentimos. Acabamos afetados, influenciados por sua natureza magnética.

Hoje vivemos um daqueles momentos aonde estamos as vésperas de um divisor de águas e são sempre assuntos difíceis de tratar, porque sabemos que as pessoas em geral não tem sensibilidade para sentir estas forças acercando-se nem mesmo a capacidade de auto-observar-se e ver seu mundo interior modificando-se por conta destas influências que aproximam-se inevitavelmente.

A Cada ano sofremos a influência da mudança de regência, assim como a cada mês, a cada ano, a cada dia, a cada hora, mesmo a cada mudança climática e cada mudança de humor, de ânimo. Em fim, tudo são influências e sucedem-se uma as outras, mudando a forma como nos relacionamos com nós mesmos, com os demais e mesmo com o planeta e o que está mais além dele.
Há instantes seja a nível material como a nível esotérico aonde as “regras mudam”, aonde as bases que tínhamos são tiradas e nos vemos somente com aquilo que realmente encarnamos nos processos anteriores.
Recordemos as estações, imaginemos a vida que levamos no verão e os mesmos processos como são durante o inverno, quão diferente somos psicologicamente e mesmo em nossas ações por conta de uma simples mudança climática anual.

Em fim, há momentos também internos aonde certas influências cessam e outras passam a reger e são forças como as que erguem e derrubam impérios, são as mesmas forças que conduzem a humanidade a ações completamente distintas do que haviam em influências anteriores.
É como se as leis espirituais deixassem de existir como conhecemos e passássemos a ser regidos por um novo códice, por novas regras.
Certamente é perturbador após aprendermos a “jogar” o jogo da vida, que este mudasse as regras mas assim ocorre ao longo das humanidades e nos aproximamos de um destes eventos significativos que cortam a história das humanidades conduzindo-nos a processos distintos do que estamos acostumados.

Imagino que muitas pessoas tem sentido-se sem um norte nestes momentos em que escrevemos estas linhas e sem uma noção concreta e real da verdade, do que é realmente a Consciência, em fim, como se tudo aquilo que fosse, estivesse deixando de existir para dar lugar a algo novo.

Inevitavelmente há momentos aonde as Leis tem de ser quebradas, porque estas leis tem de penetrar no interior dos homens e não servirem de uma base moral para guiá-los.
Assim que, a influência que faz-se ser sentida neste momento, este silêncio, e este espaço vazio assim como a Calmaria que vem antes da Tempestade, nada mais é que o prenúncio desta mudança psicológica, moral e por conseqüência do restabelecimento das Leis, em uma instância superior, mais elevada.

O Novo se alimenta do velho, assim como a semente morre para dar lugar a planta. Então neste momentos experimentamos de certa maneira uma morte, ainda que este processo nada mais seja do que a preparação para o novo.
E nós como sementes postas na negra terra podemos vingar (brotar) e transformar-nos no novo ou perecer e permanecer nestas trevas que hoje fomos postos para esta transformação.

Como já dissemos em outras oportunidades, há processos que envolvem o indivíduo, há processos que envolvem um grupo, também há processos que estão relacionados com toda a humanidade e inevitavelmente são eventos que acontecem em benefício de todos, ainda que nem todos consigam superar-se nestes processos e por consequência acompanhar esta força magistral em sua marcha.


A Parte espiritual atua como uma estação de rádio cuja frequência vai modificando-se a cada momento e temos de reencontrar esta sintonia, exatamente porque está nos conduzindo a algo e não está estático, parado.
Assim há momentos aonde há este silêncio espiritual e temos de reencontrar esta conexão, dentro de novos níveis, dentro de novo parâmetros já superiores àqueles que tínhamos antes. Já estes eventos são uma interferência neste sinal exatamente porque movimentam ondas que sobrepõe de certa maneira, estas transmissões, estas percepções, o que dificulta bastante evocarmos os estados adequados de consciência e mesmo manifestar aquilo que temos de Divino. Por isto que comentava que acabamos por manifestar aquilo que já temos encarnado, pois o restante fica como que separado por este período.


Sempre houveram e sempre haverão momentos difíceis no decorrer das humanidades, não por uma maldade, mas por uma recorrência de velhos eventos, também pela necessidade de que brotem novas luzes.
É nas trevas, é com o caos, na escuridão, aonde algumas Almas sinceras acabam por erguerem-se para brilhar, para iluminar. E é por isto que as velhas luzes, os grandes luzeiros não se manifestam nestes períodos e sim o contrário, se retiram, se afastam.


Há algo que alguns já devem ter ouvido falar, mas nem todos compreendem que é o relativo a Luz emprestada. Na iniciação individual, há processos aonde a luz que temos emprestada, nos é tirada, exatamente para que nos encontremos em trevas e possamos buscar por nós mesmos esta Luz, esta luz própria, esta luz autêntica, Íntima. A Nível de humanidade, ocorre o mesmo, já que os processos que vive o indivíduo vive o grupo e vive mesmo o Planeta, ainda que em momentos diferentes.
Todos que iniciam no caminho, todos que buscam a luz, recebem um "ânimo", digamos assim, uma sabedoria que não lhe pertence, é como um depósito que faz o Iniciador, para que se tenha como começar.
A seu tempo esta força é tirada e então vê-se como porta-se o Iniciado quando depara-se com as mais profundas trevas já que acostumou-se a ver tudo em meia-luz.
Sem esta experiência parcial da sabedoria ele não saberia o que buscar, então primeiro lhe dá esta luz emprestada e logo se tira, lhe devolve as trevas para que ele, por ele mesmo, saia do buraco que sempre esteve metido e acreditava já tinha saído mas na verdade nunca saiu.

"A verdadeira substância de Sophia, temos de procurá-la no Caos.
É no Caos que se encontra a glória de Sophia.
Lux In Tenebris Lucet
A Luz brilha nas Trevas.
Sophia brilha nas Trevas.
" - Pistis Sophia Desvelada, Samael Aun Weor

12/07/15