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CLXV
Textos sobre Metafísica
O Adubo do Mundo

Como de costume, meditava na noite passada e o tema escolhido, foi a Semente e a Terra. É muito interessante observar o processo da Semente convertendo-se em Planta, igualmente do sentido que há desta Semente ser posta em trevas, ser posta neste Adubo Terrestre para que busque a Luz a seu tempo.

Meu objetivo com este estudo não era necessariamente observar o processo da semente na terra em si, senão o que é este processo do ponto de vista Humano.
Afinal não entendia, não tinha a devida compreensão do que seria a Terra, este Adubo para nós, afinal somos esta semente que tem de transformar-se em algo novo, superior.

Passou algum tempo entre visões e percepções interessantes, acerca de muitas questões que envolvem a Vida, a Luz e as Trevas... e logo surgiu em forma de visão, a resposta para minha ansiada pergunta.
O Que vi foi uma Alma, a Semente da possibilidade humana, sendo vertida, sendo ligada em um Corpo Físico.
A Resposta então não poderia ser mais óbvia, que nosso Corpo Físico, este veículo que temos de manifestação tridimensional é nossa Terra, é o Adubo, as Trevas aonde a Alma deve desenvolver-se e então buscar a Luz.

Assim como a semente é posta nas Trevas da perfumada e macia terra, nossas Almas são postas dentro deste veículo físico e ali permanecem até que esta Alma transforma-se em algo novo, um broto, um protótipo daquilo que vem a ser o que alguns chamaram no remoto passado de Super-Homem ou Cristo.
Assim a Alma dentro deste corpo busca e anseia pela Luz e por consequência percorre uma dupla jornada dentro e fora de si mesmo em busca destes alimentos que vem a transformar ela totalmente, definitivamente.

Do mundo exterior nos alimentamos de Impressões que são os diversos sentidos que temos que nos permitem ver, ouvir, tocar o mundo (etc.).
Isto para nós é o mais importante pois é como percebemos todas as influências externas a nós, também nos alimentamos do Ar, bem como dos Alimentos.

A Vida em geral ela se sustenta do equilíbrio de diversos elementos, sendo quatro básicos e conhecidos que são o Fogo, o Ar, a Água e a Terra.
A Vida sem qualquer um destes aspectos seria impossível.

O Interessante é observar que há uma força que é indispensável a vida e que não provém da Terra, provém do Sol. Sem a Luz Solar, sem o seu calor, a Terra estaria em profundas trevas e frio já que seu próprio fogo não é capaz de sustentá-la.
Isto no mundo temos de buscar compreender o que seja, afinal como é dentro é fora, e como é em cima é sempre igualmente em baixo.
Se estudamos a natureza dos Planetas, se estudamos um pequeno detalhe da vida, acabamos podendo observar as distintas relações que tem as unidades, aonde quer que estejam, seja no pequeno, seja no grande. Compreendendo um, compreendemos todos.

Um corpo físico, estar vivo, é ao mesmo tempo uma Bênção e uma Maldição. É uma Maldição pois estamos nas Trevas, fomos postos ali para morrer, e iremos sofrer e morrer. A Bênção é que podemos morrer por nossa própria conta e por consequência transformar-nos nisto que viemos ao mundo para Sermos. De outra maneira as Trevas nos consomem, a Terra nos traga e nos fundimos mais uma vez com o principio que nos originou para uma nova tentativa.

Esta morte feita por nós mesmos que falamos é este trabalho consciente sobre nossa natureza. Pois o homem ao deixar de ser o que é, ao revisar sua natureza e eliminar tudo aquilo que não seja o mais divino e puro que há em si, ele se converte em algo novo, em uma força capaz de sentir a luz, ainda que esteja nas trevas. Converte-se em uma nova criatura, capaz de perceber a Força Solar e de buscar com toda sua Alma e seu Coração esta Luz, este Calor que há de redimi-lo definitivamente.

É interessante observar a Planta, pois ela mesma nos mostra que apesar de haver encontrado a Luz, ela enraíza-se nas Trevas, seus pés encontram-se no Abismo e servem como base para erguer-se em direção a Luz. Isto certamente nos demonstra o equilíbrio e o sábio manejo das coisas físicas, materiais como base das cristalizações Espirituais.

Há algo que já foi comentado diversas vezes e sentimos o anelo de compartilhar novamente, mas no caminho esotérico há três graus que explicam esta falta de equilíbrio e esta busca por este equilíbrio.
Existe o Profano que é o que foi posto na terra do mundo, está na terra mas não vê, não sente e não busca a Luz, é o que é, ainda que por conta disto não seja nada.
O Primeiro degrau é o Aprendiz, é aquele que iniciou esta lapidação íntima pois reconheceu a verdade ainda que sem vê-la ou mesmo senti-la em realidade. Ele reconhece o caminho mas não é ainda capaz de trilhá-lo. Ou seja, é ainda a Semente em processo de transformação, morrendo em si mesma para dar inicio a sua jornada.
O Segundo degrau é do Companheiro, é aquele que decidiu abandonar as Trevas, ele sente, ele vê a Luz e anseia mais que tudo integrar-se totalmente com ela. Ele viveu tempo demais nas Trevas, ele sofreu tempo de mais na obscuridade e larga as coisas do mundo, busca abandonar todo o material e grosseiro para unir-se com a Luz. Esta é a jornada do Broto ainda na Terra em busca do principio Solar.
O Terceiro degrau é o do Mestre, é aquele que encontrou a Luz e que compreendeu a necessidade do Equilíbrio entre a Luz e as Trevas, isto é, entre o Adubo Terrestre e a progressão Espiritual, o desenvolvimento completo da Obra, da necessidade de bases firmes e tão amplas quanto necessitamos expandir-nos na parte superior, espiritual.
Assim que este terceiro passo, é o definitivo pois é o fundamento da verdadeira Obra e é quando temos o devido equilíbrio e a devida compreensão para saber manejar nossas duas pernas, ou em outras palavras, equilibrar a parte física e a parte espiritual, de maneira a que possamos chegar até a meta.

A Humanidade em geral é esta semente que inevitavelmente morrerá nas trevas, sem jamais suspeitar da luz, sem jamais andar em direção a Luz.
No entanto mesmo aqueles que iniciam a jornada, nem todos chegam a meta, até porque a Maestria, no sentido de "Sair a Luz", é tão somente o primeiro passo da Grande Obra, afinal é apenas o fundamento mais básico da edificação que ainda tem de ser construida.

Estes quatro estágios da semente, são exatamente relacionado as "Quatro Sendas", que são:
1 - Os que Fracassam; O Eterno Profano;
2 - Os que Abandonam o Cosmos sem terem chego até o Adeptado; O Eterno Aprendiz;
3 - Os que vão pela Espiral Nirvânica; O Eterno Companheiro;
4 - Os que vão pelo Caminho Reto (A Via Direta); O Mestre;

"Eu estava nas trevas e na sombra do Caos, prisioneira das terríveis cadeias do Caos e não tinha nenhuma Luz." - Pistis Sophia;

21/07/15