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CLXV
Textos sobre Metafísica
Desencarne Físico e Consciência Interna

Certamente qualquer indivíduo que já teve tempo suficiente consciente nos mundos internos, quando do repouso do corpo físico (Desdobramento Astral), já deve ter se perguntado e tentado imaginar como seria a manifestação nestas regiões depois do Desencarne, depois do desligamento de seus Corpos Internos com seu Corpo Físico.

E não porque não se recorde de como era antes desta existência, mas porque sabemos que os avanços no trabalho modificam totalmente estas manifestações internas.

Há muitas atuações nos mundos internos que acabamos ficando limitados por conta de ter um Corpo Físico. Os próprios Mestres dizem e assim sabemos que é, que no dia que não estivessem mais fisicamente conosco, estariam verdadeiramente conosco, devido ao rompimento de uma série de limitações que tem qualquer indivíduo que esteja “vivo” no sentido biológico tridimensional.

Certamente a manifestação da consciência interna é limitada por termos um corpo físico, também o tempo que permanecemos no Astral é limitado já que temos de acordar ou mesmo qualquer alteração ao redor de nosso corpo (percepções sensoriais) é capaz de nos arrebatar de volta a esta dimensão a qual andamos nossos dias.

Qualquer pessoa que pratique o Desdobramento Astral sabe, que quanto mais cansado ou debilitado esteja o físico, mais fácil é o Desdobramento pois a necessidade de repouso do corpo físico, incita o Astral a Desdobrar-se para que o Corpo Vital possa regenerar o físico.

Na noite anterior passei por uma situação até então nova... e é o que hoje temos o anelo de compartilhar.
Após as devidas práticas esotéricas e estudos em meditação, falhou a prática do Desdobramento e iniciaram-se como é de costume e conhecido por todos o processo dos Sonhos (Projeções nossas sob a Luz Astral).
No entanto como temos este costume de ao longo do dia avaliar a região que nos encontramos, ou seja, se é realmente físico ou não, acabamos dando-nos conta da região que nos encontrávamos.
O motivo de haver descoberto que não estava no físico, foi como de costume algo que não se encaixava nas leis de continuidade. Havia saído de um local com certo objeto e logo o objeto havia se transformado em outro, posteriormente ainda em um novo objeto e então desaparecido.

Interrompi o processo do sonho pois sabia que não estava no físico, no entanto não estava com a capacidade de alterar os estados de consciência e estava preso naquela região que havia me desdobrado, que apesar de não ser negativa, não me era útil pois era limitada.
Como não havia o que fazer no Astral naquela região, tive claro o ímpeto de regressar ao Corpo Físico para repetir a tentativa do Desdobramento, assim poderia já me desdobrar diretamente a sub-região necessária a prática que em questão queria realizar, já que não me sentia capaz de alterar meu estado de ânimo já nos mundos internos (mudar de sub-região).

Para minha surpresa não sentia o Corpo Físico, e completamente diferente de todos os outros Desdobramentos ou mesmo estados de Lucidez Interna (quando damo-nos conta que estamos sonhando e interrompemos o processo do sonho), não me sentia ligado a nada na região tridimensional.
Não digo que fiquei assustado pois internamente não temos a mesma manifestação que tem a nossa personalidade, mas confesso que fiquei surpreso.
Me voltei a pessoa que ao meu lado me acompanhava e comuniquei a minha conclusão: “Desencarnei, não tenho mais corpo físico”.
Busquei internamente a figura da Mãe, e lhe comuniquei: “Não estou no físico e não consigo retornar, não tenho mais corpo físico.”
E assim claro houveram muitas vivências mas infelizmente em um estado letárgico já que não conseguia, apesar de consciente, integrar-me com as partes superiores do Ser e ser arrebatado às regiões da Luz, da Sabedoria.

Claro que não havia desencarnado, pois aqui estamos para escrever isto (ou será que o leitor não está no mundo tridimensional neste momento?).
Em fim, a conclusão que cheguei, é que o físico estava muito debilitado e por isto estava quase imperceptível e incomunicável.
É compreensível que as enfermidades podem gerar no corpo físico uma quase morte, e o retorno ao físico pode ficar difícil por conta destes problemas orgânicos ou mesmo nos corpos internos.

Claro que desdobrar-nos em astral, todos desdobramos, não há perigo algum nisto pois todas as pessoas o fazem, seja conscientemente seja inconsciente. Os sonhos se processam na mesma região aonde podemos ter estas vivências e ver a realidade interna tal como é.

Nós todos temos máximas e mínimas nas funções geral de nosso organismo e o físico há épocas que responde bem, e há épocas que responde mal. Assim os demais corpos e mesmo as demais funções e capacidades, há momentos que operam em uma máxima capacidade e há momentos que operam em uma mínima capacidade e foi isto que inevitavelmente experimentei... uma baixa capacidade momentânea que causou esta estranha mas interessante experiência.

Certamente se houvesse desencarnado, em algum momento havia esta máxima ou esta manifestação normal dos organismos internos em geral e escaparia daquela momentânea letargia para com a Alma.

Há tantas coisas que temos de aprender a fazer no físico para que possamos aprender a repetir isto nas regiões internas da natureza e infelizmente nem todos tem esta compreensão.
Saber manejar os estados anímicos, saber produzir estados alterados de consciência voluntariamente é indispensável para no dia a dia atuarmos com a devida manifestação de Consciência e nas regiões internas da natureza isto igualmente se faz indispensável.

Há pessoas que tem consciência nos mundos internos, e até recordam-se de pedir para irem aos Templos da Loja Branca, ou mesmo invocam algum Mestre, só que quase sempre não tem um retorno. E isto é porque o astral não são palavras, são sentimentos, e precisamos realmente sentir aquilo que estamos falando, fazendo.
Saber integrar-se com esta força que anelamos dialogar ou com esta região que queremos nos transportar, é indispensável.

24/07/15