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CLXV
Textos sobre Metafísica
O Infinito

O Infinito, aquilo que não tem fim, dizemos.
Na verdade o infinito não é relativo aos extremos e sim ao núcleo.
Recordemos que o signo do infinito está inserido sabiamente no centro de qualquer massa planetária.

No entanto um planeta ainda que limitado por seus extremos, abarca dentro de si uma infinidade, uma incontável quantidade de criaturas elementos e energias os quais jamais seríamos capazes de contabilizar.
Se o infinito não tivesse fim, não seria possível contabilizar infinitos, já que nas matemáticas transinfinitas a soma de dois infinitos é um infinito, resultante das somas dos dois primeiros. É como a água, se somamos água com água, teremos água, ainda que em maior quantidade.

O Infinito está no centro, e não na extremidade, pois é o símbolo da Semente, é o símbolo e a alegoria da potência da vida, capaz de criar e destruír, conforme o uso que façamos deste principio.
Algumas vezes o símbolo do Infinito é posto sobre a cabeça de alguns personagens, em algumas imagens esotéricas, simbolizando a realização da potência sexual por meio da Transmutação, em outras palavras, a elevação da energia sexual até o Cálice do Cérebro.
Quando o Infinito é conduzido desde o centro (a região central da força gravitacional) até sua extremidade (no caso do ser humano, a cabeça, o ponto mais distante do corpo em relação ao centro gravitacional terrestre), dá-se a realização do potencial desta forma e sua iluminação. Pois indica que este principio da vida, realizou-se, cumpriu com seu propósito existêncial.

O Átomo diversas vezes é dito por Mestres (Seres com a consciência desperta), que tem o formato do Santo Oito, o símbolo do infinito, e no entanto os Cientistas ao observarem por meio do Microscópio vem apenas aquela conhecida forma circular.
Mas a própria vida, se observarmos do ponto de vista meramente físico, chegaremos a conclusão que é um círculo, afinal como bem sabemos a morte e a vida estão intimamente ligados e com a morte advém uma nova existência. Afinal o corpo nada mais é que um revestimento o qual toma a Alma e logo depois de liberar-se de um corpo, comumente toma outro e repete as cenas de sua existência.

Se observamos a vida que termina, e mesmo a vida do ponto de vista não só físico mas espiritual, veremos que existem dois círculos um físico e outro interno que caminham juntos e correspondem a estas duas instâncias da existência, a física e a interna, afinal assim como levamos uma vida física, temos uma vida anímica que continua se processando internamente e é a que molda nossa vida física.
Nós não vemos os Karmas com nossos sentidos físicos e nem os encontramos no mundo tridimensional, no entanto neste círculo superior encontramos o Destino sendo tecido por meio da necessidade de nossa Redenção e mesmo o pagamento de nossas velhas dívidas e isto é o que gera no círculo inferior as distintas vivências que temos no mundo.
Claro que não é somente o Karma (em seu aspecto superior) o que molda nossa vida, mas em geral, comumente, a própria questão da Lei de Talião aonde causamos mal a alguém e este alguém nos busca cegamente para fazer-nos pagar por nosso erro, como uma vingança que serve para o equilíbrio das coisas mal resolvidas. Mas o problema é que o mal alimenta o mal e normalmente ficamos enredados em disputas e confusões sem sentido ao longo das existências por conta disto. Também há a própria Lei de Acidentes que vez ou outra cria circunstâncias inesperadas e imprevisíveis.

Assim que a vida se processando nestas duas esferas (física e anímica/espiritual [referindo-se a parte interna]), formam o símbolo do infinito, tal qual ocorre certamente com o átomo e somente vemos e estudamos a parte física do mesmo.
A Própria vida é infinita em possibilidades, pois dentro do homem há esta semente solar, este infinito capaz de estrapolar os limites das possibilidades humanas e por consequência transcender o estado que hoje vivemos.
O Próprio sentido de estarmos vivos é trabalhar sobre nossa natureza mais íntima e realizar em nós mesmos este Infinito.

O Ponto central de nossa Obra se dá quando o ciclo ou círculo, da vida está em seu extremo mais baixo (a maturidade) e por consequência a círculo da espiritualidade está em seu ponto mais alto e é quando há a possibilidade por meio deste alinhamento de realizarmos os grandes prodígios dos Mistérios da Natureza (A Cristalização de nossa Obra).

Há muitos processos iniciáticos, os quais estão intimamente ligados a processos do organismo que nos movemos fisicamente, pois depende de uma maturidade psicológica e mesmo de capacidades organicas para cristalizar o que deve cristalizar-se.

É neste processo aonde estão alinhados este Espírito (1) e este Homem (0), a força positiva, ativa, e a força negativa e passiva, que é aonde podemos trabalhar sériamente e verdadeiramente sobre nossas paixões (69). E é aonde desencadeia-se o processo da Estrela de Belém, de nosso Apocalipse Interior, ou como queiramos nos referir a estes processos de Íntima transformação e redenção interna.

Quando o círculo da vida (o inferior) retorna ao seu ponto mais superior, encontrando o ponto da vida mais uma vez, também fundindo-se com a parte espiritual, então vem a morte, o desencarne, ou Gólgota, e é aonde ocorrem os processos de Julgamento e aqueles processos que correspondem a Décima Quarta para Décima Quinta estação, que são a Morte a Ressurreição do Cristo, já liberado do Abismo.

08/08/15