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CLXV
Textos sobre Metafísica
Mais além do Bem e do Mal

Sempre quando falamos do Cristo, quando falamos das Divindades, referimo-nos a estes, como forças mais além do Bem e do Mal e isto é algo que temos de compreender o porque.
Isto claro há diversas maneiras de explicar, e ambas certamente se complementam. Já falamos do Bem e do Mal no sentido do que convém e do que não convém, do que compreendemos como correto e do que compreendemos como errado, e hoje vamos tratar deste tema no sentido da Luz, dando continuidade ao que explicávamos no texto anterior, referente a Luz e as Trevas, o Branco e o Negro.

Muito do que há nas trevas é luz, luz que os olhos em geral não vêem, mas que não deixa de ser uma perfeita e sublime luz, que a humanidade não é capaz de ver ou perceber, compreender. Nas Trevas existem dois tipos de luz, como já dissemos, a ultra-obscuridade, e a infra-obscuridade. Que na verdade nós vemos como obscuridade mas que são outros tipos de luzes.
O Abismo tem sua luz própria, assim como as regiões celestes tem a sua, no entanto para a humanidade ambas as regiões são idênticas, são trevas, são um véu negro como a noite.

"Osíris é um Deus negro, diziam os Egípcios.
Os seres humanos não são capazes de resistir à Luz de Glória.
A Luz do Cristo deslumbra os moradores da Terra.
Osíris-Cristo é, por tal motivo, negro para os seres humanos.
Os esplendores do Cristo ofuscam os moradores da Terra.
Os esplendores do Cristo, em verdade, não são compreendidos pelas pessoas." - Pistis Sophia Desvelada, V.M. Samael Aun Weor

Podemos dizer que abaixo do "Bem", está o Mal, e que mais além do "Bem", está também o Mal. porque este "Bem" que comumente usamos, é o ponto de referência humano da situação, é a luz da consciência humana, que não é capaz de reconhecer a Luz Abismal, muito menos a Luz Divinal.

Tudo aquilo que foge do campo estreito de visão "humana", é considerado negativo, equivocado.. e no entanto é exatamente nestas aparentes "Trevas" que encontramos a mais absoluta verdade. Claro que nos referimos as Trevas do Augusto Silêncio, as Trevas de cima, regiões aonde nossa estreita visão não logra ver ou entender.

A Verdadeira Luz, esta luz que está mais acima da Luz Branca convencional (Luz física solar), a Luz do Espírito, é algo que atemoriza os homens, é algo que a humanidade não consegue suportar.
Somente mediante uma transformação Íntima, podemos aprender a refletir esta Luz Espiritual e por consequência brilhar autenticamente no sentido pleno e real da Verdadeira Luz Divina.


Quando nós fazemos a Obra pela primeira vez, não sabemos ao certo o que estamos fazendo, vamos tateando um caminho que realmente não existe, pois não o vemos, não compreendemos, nunca passamos por aquilo e por consequência tudo é novo e o simples fato de trilhá-lo já é um grande sacrifício que exige toda nossa atenção e toda nossa força.
Quando o iniciado repete a Obra, uma vez tendo autorrealizado-se, o sentido de sua Obra, já é diferente, e por ele já "perceber" o caminho, já ver um fio de luz em meio as trevas do espírito, ele perfecciona-se em outros sentidos, em outras maneiras.
Certamente alguém que já trilhou o caminho, ao percorrer novamente, terá uma atenção diferente para aqueles que caminham nesta jornada pela primeira vez.
Como já dissemos e reforçamos, nossa primeira jornada, inevitavelmente é mais voltada a entender o processo, em vivê-lo, já que é um caminho que vai construindo-se conforme caminhamos. Mas ao repetir o trabalho, como temos uma facilidade que é a visão do caminho, podemos auxiliar aos demais em suas jornadas, em ajudá-los a cumprir com seus destinos.
Por isto que ao falar dos Arcanos, no relativo a iniciação, vemos como uma sequência, não como uma repetição idêntica daquilo que vivemos, senão que uma vivência em outra amplitude, assim como são as próprias iniciações em si (Primeira de Maiores, Segunda de Maiores, etc..), cujos processos se repetem em níveis sempre mais amplos e mais elevados.

Nós na verdade muito pouco aprendemos realmente do caminho, em nossa primeira jornada. Imagine se uma pessoa sabendo o que sabe da vida, já em sua maturidade (idade adulta), pudesse repetir sua existência consciente do resultado de todas suas ações, o quão diferente tudo não seria.
Na Obra é mais ou menos o que ocorre, ao repetir estes processos, os passamos sempre em níveis mais amplos e mais complexos. A cada situação damos uma resposta mais efetiva e mais perfeita e isto é o esperado já que não faria sentido repetir os mesmos erros ou os mesmos acertos como da primeira vez.

Assim que há processos os quais vemos apenas uma pequena fração do potencial, devido ao momento que vivemos, e não entendemos, não logramos alcançar realmente compreender quando alguém realiza de maneira diferente ou tem resultados diferentes. Entenda que ainda estamos falando de Luz e de Trevas.

26/10/15