zzzzzzzz

 

CLXV
Textos sobre Metafísica
Pecado Mortal

"Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore." - 1 João 5:16

Nós certamente ao longo da vida nos acostumamos com muitas coisas que são delituosas, que são contrárias ao Espírito, a Deus, ou mesmo as leis naturais. Muito do que aprendemos de errado tem a ver com nossa cultura, com nosso aprendizado social, com o exemplo dos demais e o que é comum a sociedade.
A vida é a sustentação de uma forma, que no caso é a matéria orgânica a qual habitamos. A Morte no que diz respeito ao nosso corpo físico é o abandono deste veículo devido a em geral a impossibilidade de habitá-lo como uma enfermidade mortal, por exemplo. Mas o próprio corpo ele não deixa de existir, ele transforma-se, a vida aproveita sua matéria novamente, transforma-se sempre tudo em algo novo, nada surge do nada ou desaparece totalmente senão que é assimilado, é transformado, é unificado em uma nova forma.

Muito do entendimento que temos acerca da morte é algo absolutamente errôneo e totalmente impreciso. Cada vez que uma forma muda, ela morre, pois esta mudança a converte em algo novo e isto é uma morte e um nascimento, algo constante e necessário a tudo.
Existem delitos, que são pecados imperdoáveis, existem delitos que são pecados mortais, e existem pecados de menor importância.

Dentre os pecados que sabemos são imperdoáveis, inegociáveis, são os relativos ao Espírito Santo, ou seja, tudo que relacione-se com a vida, como a fornicação, o adultério, etc...

Há um certo tipo de pecados que conduz a Morte, e estes são os que denominamos Pecados Mortais.


Nossa saúde está intimamente ligada ao nível moral em que nos encontramos. A Grande maioria de nossas doenças, é apenas a cristalização de algo interno, de uma falha psíquica, moral.
Todo nosso esforço por algo vão, por algo sem sentido, sem propósito, esta paixão desviada, este impulso obstinado, cria uma corrente que arrasta a vida para uma transformação negativa, e isto conduz a morte do organismo o qual utilizamos inevitavelmente.

Os Pecados Mortais, são assim chamados, porque conduzem o indivíduo à morte, ao desencarne. Obviamente o desencarne neste caso é a menor de nossas preocupações, já que isto é algo que se enlaça na Alma e nos carrega para regiões submergidas.

Há homens que cometerem Pecados Mortais no relativo ao Ódio, a Luxúria, ao Orgulho... e isto lhes custou a existência.
Quando dizemos que alguém está "morrendo de ódio", em geral realmente está, porque a manifestação deste ódio lhe custa a vida, ou seja, a sustentação daquilo que ele é ou a elevação para aquilo que deveria ser... pois morre negativamente, transforma-se para baixo, em uma escala descendente.


Se há uma fórmula concreta para vivermos bem, é certamente o equilíbrio e a estabilidade moral.
Há personagens que ao longo da história sacrificaram suas vidas por algo maior, por um propósito ou mesmo um ordenamento da própria Divindade e isto já claro é algo distinto, contrário aos Pecados os quais nos referimos, muito obviamente. A vida como estabilidade é algo que podemos sustentar, podemos sacrificar negativamente ou positivamente. O Esforço por transformar-nos em algo novo ou o resultado de transformar-nos em algo novo, é sempre uma morte e um novo nascimento, algo inerente ao processo de existir. No entanto isto pode significar um ascenso ou um descenso seja no aspecto interno, seja no aspecto físico.

Há uma morte que é o resultado de excessos e de pecados, e há uma morte que é o resultado de supremos sacrifícios conscientes e padecimentos voluntários. Que nos diga isto os livros sagrados que relatam a vida dos Mártires em seu calvário.


A dor é algo sempre subestimado, no que diz respeito a vida. Toda transformação gera dor, porque toda transformação é morte e vida. O que enlaça a morte com a nova vida é a dor. Morremos com dor e certamente nos custa dor para nascermos. Enquanto haja dor, há luta, e há vida.

Fugir em geral da dor, é desistir da vida. Todo o processo que ameniza a dor artificialmente, nos aproxima de uma morte negativa.
A dor moral é um sinal da Consciência aspirando por uma revalorização, por uma transformação, por uma sublime liberação das amarras que lhe prendem a coisas mundanas e inferiores. E claro em sua forma negativa, é a aversão a luz do espírito e a busca pela obscuridade...
Mas é a dor que nos impulsiona a mudança é o sentido da própria mudança ocorrendo, e a dor é ainda o resultado da adaptação a mudança.

Fisicamente as dores que sentimos são um estímulo a própria cura, um chamado de atenção para a autocorreção orgânica. Quando um paciente é desacordado e tem sua Alma por consequência afastada forçosamente do corpo físico, tudo que ali se processa acaba sendo negativo pois não tem o principio atuante para o qual existe o veículo físico. Certamente se há algo que não suportamos ou não é conveniente fazer com o paciente desperto, lúcido, sem anestesias, certamente não é algo que deveria ser feito, do ponto de vista divino já que a dor é o alerta que nos diz o que é correto e o que não é. Se algo gera uma dor não suportável, é porque não deveríamos estar sendo submetido a tais procedimentos, ou seja, é um crime contra o organismo.


O Que sustenta os Pecados Mortais em geral nos dias atuais, é esta falsa segurança que temos de artificialmente prolongar a existência de maneira leviana. Ou seja, a pessoa comete todos os excessos e delitos mortais que sente o desejo, e logo viola o organismo e mesmo a Alma e o Espírito de maneira a sustentar-se vivo organicamente deixando totalmente de lado o que realmente importa, o que realmente faz sentido cultivar e sustentar, a Vida Espiritual.

18/01/16