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CLXV
Textos sobre Metafísica
Marcas de Exaltação ao Cristo

Hoje em dia muito do que vemos nas antigas catedrais como simbolismo de algo espiritual, tiveram de ser em algum momento visualizados internamente por algum destes personagens que acabaram por cristalizar isto no físico da maneira que eram capazes. Assim tivemos escritores que escreveram acerca do que viram, ainda que de maneira simbólica... outros fizeram pinturas, esculturas, poemas, até mesmo doutrinas foram baseadas em muitas destas vivências de alguns personagens históricos.

Os Clarividentes sempre pintaram a Aura dos Santos, e sempre demonstraram que a santidade em seu aspecto interno tem como resultado o brilho magnífico da aura destes iniciados. No entanto temos de nos questionar o que mais visivelmente se processa nos corpos internos destes iniciados, e quais marcas, quais atributos vão incorporando-se a estes distintos veículos ao longo de sua integração com Deus.

Particularmente tive uma vivência neste sentido duas noites atrás, referente a marcas que passam a fazer parte dos corpos internos.
Estando na sacada interna de um grande Templo, pude ver o diálogo intrigante de dois personagens.

Um Sacerdote que estava sentado ao lado deste outro perguntou ao mesmo, como ele havia obtido certas marcas que estavam perfeita e detalhadamente entalhadas como caracteres de fogo ao longo de seus braços que ficavam expostos em sua vestimenta de mangas curtas.
Faz-se necessário salientar que tais marcas eram nitidamente algo muito belo e cheio de poder, uma mescla entre fogo vivo e algo preenchido com o mais puro ouro espiritual. Pois eram ao mesmo tempo incandescentes e de aspecto escuro-douradas. Apesar de que cobriam apenas uma pequena parte daqueles braços, tinham um peso como de uma armadura, de uma proteção intransponível que certamente se estendia pelo restante do corpo velado por suas vestimentas.
As marcas eram duas linhas paralelas que se estendiam verticalmente contornando os braços longitudinalmente, e no centro haviam textos escritos em uma língua antiga.

Após a resposta deste, de como havia obtido as marcas (haviam se cristalizado de dimensões internas), o Sacerdote muito surpreso afirmou que o texto detalhadamente encravado em seu corpo era chamado de "Exaltação ao Cristo" e estava escrito em Aramaico.


É interessante saber que o resultado da Exaltação do Cristo em nossos corpos internos, é exatamente o resultado da humilhação, ou seja, do processo crístico-iniciático em si mesmo.
Sem os sofrimentos e as devidas tentações vencidas, bem como os devidos processos aonde passamos por estes terríveis conflitos sejam físicos ou internos, não seria possível integrar esta força universal a cada um destes veículos internos. Obviamente o encarne do Cristo, e por consequência da exaltação da força crística dentro de cada um de nossos veículos, somente é possível depois dos respectivos processos aonde temos que atravessar as barreiras do abismo e da morte, integrando-nos com a vida universal, que é o Cristo em seu supremo sacrifício pela vida.

"'Sucedeu então que quando vi o Mistério de todas essas Palavras na Veste que Me enviaram e que vesti, brilhei então excelsamente e ascendi às Alturas.'
...
' A Veste do Cristo resplandece gloriosamente. O Mistério que contém os Nomes Inefáveis resplandece na Veste do Cristo Íntimo.'
"
- Pistis Sophia

Não podemos pensar na "Veste" do Cristo como uma roupa, e sim um corpo. É a forma o qual sustenta, protege e envolve aquela força.
Dizemos que nosso corpo físico é uma veste o qual nossa Alma reveste-se e utiliza até que se desgaste e então migra para um novo corpo.
Temos de entender que mesmo os corpos internos são uma veste, uma roupa que utiliza as diferentes partes internas, o próprio Íntimo ou o mesmo Cristo quando encarnado.
As palavras escritas na veste, que revela a Pistis Sophia, não são nada mais do que estes entalhes feitos com fogo vivo no corpo interno dos Cristificados.

08/02/16