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CLXV
Textos sobre Metafísica
Retrosustentação

Como bem já sabemos, a pessoa não é apenas aquilo que vemos, ainda que mais além da Pessoa, hajam outras frações que compõe o indivíduo como um todo.
Na vida tudo se sustenta mutuamente, a Planta se alimenta da Terra mas também dá a Terra o que precisa, já que suas folhas, suas sementes, seus frutos, são por vezes consumidos por esta mesma terra e aquilo que a Planta retirou da Terra, acaba por devolver tanto física como internamente.
Mesmo a relação entre animais e plantas é perceptível, já que mesmo que o animal se alimente da planta, ao defecar, ou mesmo ao definhar após a morte, sua matéria física é reassimilada pela terra e vem a produzir as substâncias necessárias para mais uma vez possa se alimentar outra planta, e assim por diante.

As pessoas em sua vida cotidiana acabam também incorrendo nisto, seja no sentido psicológico, seja no sentido social da vida prática, aonde umas provém coisas a outras, ainda que involuntariamente.

O Que somos fisicamente é o resultado de uma natureza interna, mas também em parte o resultado do meio em que nos encontramos, é uma simbiose, do Espírito e da matéria circundante.

A Matéria existe como receptáculo à Alma Humana, e a Alma Humana existe como desdobramento da Alma Divina e do Íntimo.
Assim que a matéria física, é impulsionada pela Alma Humana, e esta pode ou não estar sendo impulsionada e guiada pela Alma Divina e pelo Ser, o Íntimo de cada um.

De qualquer maneira, a forma existe para a manifestação do princípio, e o princípio modifica-se de acordo com a manifestação na forma.
Basta recordar-nos que na Iniciação, neste processo de reintegração com Deus, as próprias iniciações são do Ser, e por consequência, são um retroalimento, provém uma retrosustentação do Espírito, esta jornada.
Quando esta corrente quebra-se, ou seja, quando a Alma Humana não provê esta sustentação reversa, este retorno as partes superiores, há o afastamento, e a morte em seu sentido espiritual, ainda que a matéria mantenha-se viva. O Íntimo assimila em si as frações da Alma Humana despertas e o restante segue a habitar o corpo, nascendo assim o que chamamos de Quaternário, que são os Quatro Corpos Inferiores, sustentados pela Legião que por vezes em sua maior parte já foi conduzida ao Abismo, no mesmo instante que o Ser resgatou as partes já liberadas.

Mas nosso diálogo hoje, não é sobre os quaternários, e sim sobre aqueles momentos aonde ainda há uma ligação com o Ser, e ainda assim, há a dificuldade em manifestá-lo, há a impossibilidade de prover este retroalimento e por consequência uma distanciação das partes internas.


Todo problema físico, gera como consequência uma situação interna, toda situação interna, gera como consequência uma casualidade física.
Assim que não apenas os problemas psicológicos nos afastam do Ser, mas mesmo problemas biológicos, já que estes impedem por conta da debilidade orgânica, a manifestação da Consciência e do Ser.
Uma pessoa doente, ela mais ou menos perde a capacidade de expressar o Ser, o Real, o Divino, devido a que as correntes são interrompidas pela má qualidade da condutividade espiritual na matéria.
Claro que nem todas as doenças físicas afetam a manifestação da consciência, ainda assim, costumam ser um obstáculo a ser transcendido.


Na Própria iniciação, conforme os corpos vão solarizando-se, ou estamos Cristificando um corpo, há processos aonde a doença vem como um resultado da situação que internamente está se vivendo. Até porque há processos aonde internamente o que ocorre é realmente a morte, e um novo nascimento e isto a nível físico se manifesta como terríveis estados de saúde, situações muito delicadas e que em geral não tem solução, senão a passagem deste processo interno.

Mesmo a liberação de certas frações da Alma, causam por vezes no organismo humano diversas situações adversas, pois o organismo passa a ter de responder de forma diferente a uma nova situação externa e esta adaptação as pressas gera um desgaste. E estamos falando de coisas que ocorrem naturalmente, não é algo que ocorre da noite para o dia, e ainda assim o organismo tem dificuldade em assimilar as mudanças as quais são muito duras para a pessoa como um todo.

Toda mudança requer esforço e adaptação, paciência, também boa vontade, já que há um grande desgaste em todo processo de transformação.
E se nos é custoso saber os processos que passamos para ser o que nos tornamos, quanto mais o que ainda nos falta passar para chegar até o que nos corresponde transformar-nos. Por isto que também mesmo na Iniciação, há processos mais brandos e outros mais severos, momentos de calmaria e outros de grandes tempestades... em geral precisamos não de um descanso, mas de situações mais amenas para que nos preparemos para as grandes adversidades, e não somente no campo pessoal, mas no campo da vida cotidiana, da sociedade, etc.

02/06/16