zzzzzzzz

 

CLXV
Textos sobre Metafísica
O Princípio da Vida

A Vida é algo que como já tantas vezes afirmamos, contém em si grandes mistérios, e certamente muito pouco somos capazes de compreender acerca disto devido a nossas limitações e nossa falta de Consciência.

Na noite anterior buscava nos mundos internos compreender um pouco mais da própria vida e de desvendar algum de seus tantos infinitos mistérios. Desde o espaço infinito, busquei visitar a Terra em sua fração banhada pelo sol, logo transcorri o espaço e observei sua fração tomada pela obscuridade, pela noite. Me afastei da Terra em direção ao espaço profundo, desde o lado sombrio em que estava, até que a Terra já não fosse obstáculo para observar o Sol em seu esplendor, e então afastei-me até que o Sol de nosso Sistema não conseguisse mais me acompanhar com sua Luz e buscava intuir o porque de certos princípios da vida manifesta.

Algo que fica muito claro observando a Gravitação dos Planetas no relativo ao Sol e a própria gravitação dos Sistemas Solares, é que a vida se sustenta do equilíbrio do princípio da Atração e da Repulsa. A Ausência de uma destas duas forças sempre gerará a morte e o caos. A Ordem, a vida, dependem sempre do equilíbrio das forças magnéticas de atração e de repulsa.

Entender a vida em suas escalas mais elevadas, nos permite trazer isto para uma instância mais próxima de nosso dia a dia, afinal a vida que manifesta-se nos Sistemas Solares, mesmo mais além, ou dentro deles, é a mesma, somente que muda sua magnitude.
No Espaço, o que torna possível a sustentação dos Sistemas Solares, é exatamente a força atrativa e repulsiva do Sol. Se o Astro Rei, apenas atraísse infinitamente os demais astros, estes se chocariam e seria o fim da vida, igualmente se somente imperasse uma força repulsiva do sol, os astros se perderiam no espaço, sem luz, sem calor, sem rumo. A Vida para um Sistema Solar, se baseia exatamente no equilíbrio das forças de atração e de repulsão do Sol, o mesmo que sustenta a gravitação das Luas entorno dos Planetas e os próprios Sistemas Solares em uma Galáxia e assim por diante.

Não estamos dizendo que não haja nada nestas regiões de vazio e de Trevas, apenas que não são a Vida manifesta como conhecemos e como podemos compreender.

Na fração humana, este princípio da vida, este equilíbrio dual das forças atrativas e repulsivas, certamente nos recorda o Centro Sexual, afinal é este que desempenha o papel único de Atração e de Repulsão, o mesmo que possibilita a vida na Terra e mais além dela.
É pois no Sexo que reside, no Animal Intelectual, a força da vida e o equilíbrio que permite com que se transforme verdadeiramente em Homem e mais além disto.

Se a força sexual se manifestasse apenas como infinita atração, o sexo seria manifesta fornicação e desperdício das energias criadoras, um caos e uma construção no mínimo tenebrosa, impossível a vida de tornar-se concreta em nosso interior.
Da mesma forma, se somente se manifestasse a repulsão, o que haveria seria uma castidade mórbida, uma clara incapacidade de gestar a vida, uma infecundidade e igualmente morte, fim.

Quando a atração sexual, ou seja, o próprio ato sexual, é combinado com a repulsa sexual no ápice da atividade sexual, o resultado é sempre o mesmo que vemos fora da Terra, esta vida posta em um movimento perfeito e a criação de nosso próprio universo interior. Quando aliamos a atividade sexual com a castidade científica, o resultado é a vida e tudo que ela nos proporciona, não apenas em seu aspecto físico mas espiritual, é realmente o principio da espiritualidade transcendente.

Isto deste equilíbrio, claro é algo que no relativo ao principio mais básico da vida, está ligado diretamente a capacidade criadora, seja Solar, seja Terrestre, seja Humana... mas ainda assim é um indicativo para todas as capacidades humanas de que tudo requer equilíbrio, como bem sabemos. Ou seja, movimento adequado e repouso oportuno, e assim por diante como é a natureza de cada um dos centros da Máquina Humana.


Nesta mesma noite, após estes estudos aqui relatados, tive uma experiência simbólica aonde via um Cavaleiro em seu cavalo negro, e muitos outros cavalos, estes sem cavaleiros mas seguindo o primeiro, cavalgando vigorosamente em direção ao poente, em meio a uma terrível escuridão, e uma voz pronunciava aquelas palavras litúrgicas sagradas: "Não espereis nada do Oriente, senão do Poente; ainda que as criaturas não saibam de nenhuma coisa esperada".

Somente é possível penetrar nas Trevas, aquele que tenha sido capaz de em seu interior fabricar sua própria luz, ou em outras palavras, integrar-se com estes princípios solares que existem dentro de si mesmo. O que na prática é a sustentação deste equilíbrio da Atração e da Repulsa em todos os níveis possíveis, já que seja na vida cotidiana, seja no caminho esotérico, isto representa algo que deve ser aprendido e adaptado a nossa vida prática.
Um Sistema Solar só existe, e não há trevas naquela região do espaço, porque há um Sol que sabe dosar a manifestação destes dois princípios e sustentar a vida, e em algum momento ele teve de fazer esta jornada até as Trevas e então lá manifestar sua Luz.

Nossa Obra não necessariamente, se formos analisar profundamente, é buscar a Luz, no sentido externo, senão que fabricá-la dentro de nós mesmos e converter-nos neste luzeiro o qual se faz manifesto nas Trevas e não na Luz. Ele se torna Luz e por isto faz parte e é uma fração da Grande Luz, no entanto ele não percorre sua jornada ao Oriente, senão ao Poente, porque ilumina as Trevas. Aonde há Luz, ou de onde vem a Luz, não carece de mais Luz.

"A verdadeira substância de Sophia, temos de procurá-la no Caos.
É no Caos que se encontra a glória de Sophia.
Lux In Tenebris Lucet
A Luz brilha nas Trevas.
" - Pistis Sophia Desvelada, V.M. Samael Aun Weor.

04/07/16