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CLXV
Textos sobre Metafísica
Duplos e Antíteses

Hoje penetraremos um pouco mais profundamente nos mistérios e falaremos de uma questão um pouco mais obscura e talvez incompreensível para o leitor, ainda mais do que o costume.

Viemos exemplificando a dualidade e a criação como equilíbrio, que todas as forças tem sua dualidade, sua expressão dupla, e toda a natureza atua sabiamente desta forma.
Há um belo exemplo na criação que são as Árvores, elas começam como uma semente na Terra, e logo trabalham duplamente, uma fração que vem a formar o tronco e todas as criações divinas e superiores que buscam a altura e a Luz, e outra fração que submerge nas Trevas e busca a profundidade e os minerais e demais substâncias submergidas.
Em geral sabemos a extensão das raízes de uma árvore pela copa, observando a extensão de seus galhos e ramificações. Quanto mais alto chega uma árvore, em geral é o quanto mais profundo ela logrou penetrar igualmente na terra, exatamente para que tenha sustentação e igualmente possa em si mesclar as duas coisas, tanto o que recebe de cima como de baixo.

O Cristo tem sua contraparte, seu complemento, como Lúcifer, assim sabemos, Sabemos também que existe uma Alma Divina e uma Alma Humana, as quais de certa maneira representam também este mesmo desdobramento do que é divino e seu reflexo em regiões inferiores, sua contraparte.

Mas esotéricamente existe ainda mais, algo mais a ser compreendido e observado e para isto gostaria de ilustrar com um trecho da desvelação da Pistis Sophia, pelo V.M. Samael Aun Weor:
"O Poder que sai do Cristo é o desdobramento de Cristo.
O Desdobramento do Cristo dá o impulso erótico ao homem.
O Cristo Desdobrado ou, diríamos melhor, o Duplo Vivente do Cristo, é Lúcifer, o Criador de Luz.
Graças ao Criador de Luz, Pistis Sophia liberta-se.
No Duplo do Cristo encontram-se depositados os Poderes do Cristo.
No final do Mahâmanvantara, todas as «Partes» se integram no Cristo Íntimo e vem a Noite Profunda do Grande Pralaya.
Quanto ao Salvador Gémeo é indiscutível que «Ce-Acatl» é Gémeo de «Quetzalcoatl», o Cristo Mexicano.
«Ce-Acatl» incinera-se na fogueira, sacrifica-se por Quetzalcoatl.
«Ce-Acatl» é outra Parte do Ser de «Quetzalcoatl», reencarnada noutro Corpo.
Assim, o Adepto Cristificado, vive em diferentes tempos e lugares simultaneamente. Tem o seu Gémeo.
O progresso transaccional de todas as Partes Auto-Conscientes e Independentes do nosso próprio Ser, durante a Integração Final, verifica-se para dentro. Cada Parte funde-se noutra Parte.
"

Igualmente podemos citar um trecho da Obra, O Matrimônio Perfeito, do V.M. Samael Aun Weor sobre o mesmo tema:
"Na luz astral combatem-se mutuamente as colunas de anjos e demônios. Diante de cada anjo existe um demônio.
Todo ser humano tem seu duplo. Eis aí um dos mistérios das Almas gêmeas. Os Lamas dizem que DEVAHDET foi irmão e rival de Buddha. É o rei do inferno.
O duplo é semelhante em tudo a seu igual. Os duplos são análogos, têm as mesmas tendências, com as diferenças das analogias dos contrários. Diante de um astrólogo branco existe um astrólogo negro. Se um Mestre ensina Magia Sexual Branca, seu duplo ensinará Magia Sexual Negra. Os duplos são semelhantes em tudo, mas antitéticos.
A fisionomia e o corpo dos duplos são semelhantes porque são gêmeos. Este é um dos grandes mistérios do ocultismo. Cada Alma branca tem um duplo negro, uma Alma contrária que antagoniza e combate.
O amor e o contra-amor se combatem mutuamente. Anael é o Anjo do Amor. Lilith é seu duplo tenebroso. Lilith representa o contra-amor.
"

Nós geralmente ensinamos e explicamos o desdobramento do Íntimo como a Alma Divina, a Alma Humana e os quatro corpos de pecado, no entanto isto apenas explica o que somos, um Desdobramento do Íntimo.
No entanto se formos analisar toda a formação do que é o Íntimo, encontramos abaixo da Alma Divina, Duas Almas Humanas, uma Branca e uma Negra, o Bodhisatvva e sua Antítese, ou o Duplo no caso das pessoas que ainda não realizaram a Obra.

Assim que abaixo de cada Alma Humana, se manifestam quatro corpos, sendo eles Mental, Vital, Astral e Físico, esta é a forma correta de representar a real natureza do Íntimo e compreender a dualidade necessária para a criação.


Ontem meditava sobre uma experiência do passado, na verdade foram duas experiências internas, já há mais de dois anos ou mais, muito similares a expressão de quando vivenciamos existências anteriores, devido a natureza de detalhes e a clara percepção das ocorrências. No entanto tinha outro nome, e vivia nos tempos atuais, em outra região na América do Norte. Esta experiência me deixou bastante perturbado, pois na época não entendia se era apenas algo simbólico ou talvez uma premonição de um futuro a ser vivenciada... no entanto era outra pessoa, vivendo outra vida, mas de idêntica semelhança a minha aparência e podia sentir o que ele sentia, ver o que ele via, vivi ainda que por alguns momentos sua vida.

A Busca pela explicação de quem este personagem era, ou do que significava estas vivências, me trouxeram exatamente a compreender a natureza dos Duplos e das Antíteses. Afinal nosso Íntimo, ele não tem apenas uma Alma vivendo no mundo, mas duas, seu Bodhisatvva e a Antítese, a contraparte.
Naturalmente todo avanço que fazemos para a Luz, este outro princípio faz para as Trevas, tal qual já pudemos verificar no exemplo da Árvore aonde seus galhos são proporcionais as raízes, algo obviamente necessário.

O Próprio mundo, a vida, seria impossível sem este equilíbrio e sem esta sustentação das duas forças contrárias. A Luz é sempre a limitação das Trevas e as Trevas é sempre o apoio da Luz. A Luz brota das Trevas e as Trevas não podem existir sem que haja a Luz.


Há sempre que se ter muito cuidado com as experiências internas, exatamente porque como já dissemos, por vezes o que vemos, não é o Íntimo, nem o Bodhisatvva e sim a antítese deste. Este é o motivo pelo qual muitos Mestres e muitos Bodhisatvvas foram caluniados, em base a vivências internas equivocadas dos Clarividentes.
Porque se o Mestre trabalha para a Luz, há outro que trabalha para as Trevas, uma mesma forma, um mesmo gênero de ações, mas um para cima e outro para baixo, um para dentro e outro para fora. E são em sua forma idênticos, sua forma de manifestação em geral igualmente é idêntica, tal qual pode ser comparada a Irmãos Gêmeos, sendo que um voltou-se para a Luz e outro para as Trevas. Claro que estes equívocos de interpretação de confundir os Duplos com o Mestre, não são possíveis depois da Quinta Iniciação de Mistérios Maiores e é por isto que alguns poderes do iniciado, somente tornam-se realmente confiáveis muito a frente na iniciação.
Isto claro não significa que não possamos levar em conta as experiências internas, e sim que devemos ter muito bem desenvolvida a intuição para saber interpretar e compreender quando é um caso ou quando é outro.

Muitas pessoas reclamam de apesar de seus esforços, não conseguirem os Poderes Internos, seja o Desdobramento Astral, seja a Divina Clarividência ou mesmo uma Intuição aflorada, e podemos assegurar que muitos dons não são entregues as Almas, unicamente pela falta de capacidade de manuseá-los com sabedoria, de realmente terem a responsabilidade de por vezes guardar silêncio ou mesmo de estudar realmente os fatos antes de realizar falsas acusações e outros crimes graves.

Ontem quando meditava sobre aquela experiência que relatei linhas acima, e sobre toda esta questão dos Duplos e Antíteses, pude ver além do exemplo da Árvore, uma Balança.
Balança a qual o Íntimo é certamente o Pilar central que tudo sustenta e a Consciência é o Fiel da Balança o qual equilibra as duas linhas que no fundo são a continuação uma da outra e quando uma sobe a outra desce, e juntamente com ela seus corpos e suas realizações, As Duas Almas Humanas.

Certa vez um Mestre deu um ensinamento acerca das Cadeias Negras, que são práticas esotéricas que se mal realizadas, as petições acabam chegando a seu duplo, e não ao Mestre, devido a natureza das petições ou mesmo por conta do estado de ânimo daquelas pessoas.
Em outras palavras, as orações mesmo feitas aos Deuses, por vezes convertem-se em trabalho de Magia Negra, indiferente de a quem estejam direcionadas, pois cada Princípio Divino tem seu Duplo e se pedimos o mal, pois isto só pode ser executado por forças negativas, assim o duplo atende as petições e nos tornamos mancomunados com o mal.

Representamos por vezes a Obra como a Asensção dos Sephirotes, e certamente é interessante que chamemos estes Sephirotes de "Árvore da Vida", visto que certamente a Antítese descenderá por Kliplhos, na proporção que o Bodhisatvva ascenda pelos Sephirotes.
E é interessante que esta ascensão da Alma Branca e este descenso da Alma Negra, esteja exatamente ligado a Terra em seu sentido tridimensional, exatamente onde se divide no caso das Plantas sua dupla natureza.

"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
"
Apocalipse 3:15,16

Oh Tu!,que fostes eleito!

08/07/16