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CLXV
Textos sobre Metafísica
O Impulso da Vida

Quando olhamos as multidões, o Planeta, mesmo os animais, os vegetais, os minerais, encontramos como base de toda a criação um impulso muito característico que conduz sempre a criação e a manutenção da espécie.
Este impulso da vida, este impulso sexual, é o qual reúne os complementos necessários para que haja a criação, na esfera que seja.
Ainda que para nós possa parecer estranho imaginar isto a nível de um Planeta como um todo, ou mesmo a nível vegetal, mineral, por ser algo distante de como nos animais e no reino humano ocorre, é sempre este mesmo magnetismo, este mesmo impulso, o que faz estas criações.

Certamente devido a nossa psicologia deturpada pelos conceitos sociais contemporâneos, é muito difícil observar esta natureza sem nos deixar levar por fantasias e erros os quais certamente não fazem parte deste aspecto em específico, são apenas derivações negativas deste principio original.
O Impulso Sexual, vem sempre como impulso à criação, seja ela física, seja ela espiritual.
Falamos claro de algo muito puro, muito singelo, muito além dos instintos, pensamentos ou sentimentos que os indivíduos tem um pelo outro, mas algo realmente ainda mais profundo e íntimo. O que claro acaba tendo seus desdobramentos nestes outros níveis, já que este impulso acaba se cristalizando como instintos, sentimentos, pensamentos, etc.
É óbvio que em nós, devido a nossa má psicologia, nossos erros, nossos defeitos, estes impulsos naturais, e este chamado à Criação, se converte de fato em um convite ao crime, ao delito, ao erro.

O Impulso sexual é sempre relativo a criação, nós sabiamente podemos utilizar este para a regeneração, ou seja, o Segundo Nascimento, para a criação de uma estrutura superior a qual é necessária para integrar-nos com a divindade.
Assim que a normalidade sexual é sempre relativa a natureza básica da criação, da procriação, da continuidade da espécie.
A Suprassexualidade é a sábia utilização deste princípio sexual, para a criação destes Corpos Solares, e a Cristificação dos mesmos, bem como a utilização desta energia da criação, para destruir estas imperfeições psicológicas as quais são a origem de nossos erros cotidianos.
Existe ainda a infrassexualidade, que é o resultado da deturpação do impulso sexual, mediante a utilização do mesmo para saciar aspectos negativos de nossa psicologia.

Em geral, a humanidade como um todo, encontra-se na infrassexualidade, a qual é algo bastante amplo, já que é dividida em diferentes esferas.
Hoje a humanidade entende que para a gestação de um filho, é necessária a perda da energia sexual, o orgasmo, e ejaculação, e isto não é a realidade, já que se não houvesse a ejaculação, naturalmente o espermatozoide mais apto, mais preparado, e dentro de uma guiatura divina, poderia chegar ao seu destino, sem a necessidade da fornicação, que é exatamente a perda desta energia.
Como o leitor já deve saber, se já teve contato com o Gnosticismo, apenas um espermatozoide e um óvulo são necessários para a gestação da vida, sendo que o restante é desperdiçado no orgasmo. É exatamente este desperdiço da força vital, a qual chamamos de fornicação.
A Energia Sexual não serve apenas para criar, mas mesmo a regeneração das funções físicas, em parte estão ligadas a energia sexual. O Bom funcionamento de todo o organismo está diretamente ligado a sexualidade e o mal uso destas energias, certamente gera a decrepitude e a incapacidade generalizada do organismo.

Mais abaixo, ainda na infrassexualidade, encontramos uma série de perversões psicológicas as quais deturpam o sentido do ato sexual, e fazem com que se aproveite esta energia de maneira a subverter-se o impulso e alimentar um aspecto negativo de nossa psicologia.
Existem realmente uma infinidade de aspectos negativos os quais entram na infrassexualidade, exatamente porque não envolvem a dualidade necessária (homem-mulher) e os órgãos adequados (Falo-Útero).

O Próprio infinito é o resultado da união de quatro princípios, e Deus como criador também é a soma dos quatro aspectos da criação, basta recordar-nos do Yod-He-Vau-He.
Quando dizemos que o homem foi feito "Imagem e Semelhança de Deus", certamente não estamos falando da sua atual psicologia, de seus modos, de sua linguagem, que dirá de sua forma física em geral... e sim destes princípios que ele carrega e do potencial o qual está depositado em cada um.
O Único momento em que o homem realmente atua como um Deus, com poder para criar, é exatamente durante o ato sexual, quando devidamente realizado. Por isto que muitos esoteristas comparam o casal unido sexualmente com um Divino Hermafrodita.

Para chegar-se a suprassexualidade, inevitavelmente temos de antes de mais nada alterar profundamente nossa psicologia, eliminando de nosso interior estas características e estes atributos os quais pervertem a função sexual, com isto chega-se ao sexo normal, que é o ato sexual sem a fornicação.
Algumas pessoas, mesmo gnósticos, acreditam que o sexo normal seja o ato sexual com a perda da energia e certamente estão errados, o ato regular já é sem a fornicação, a suprassexualidade sim tem a adição da utilização desta energia para fins espirituais.
Então que para realmente podermos aproveitar esta energia e realizarmos a suprassexualidade, primeiros temos de sermos capazes de realizar o sexo normal, que é o ato sexual sem a perda da energia sexual, e sem as deturpações depravações que em geral estão as pessoas desta atual sociedade acostumadas.

23/08/2016