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CLXV
Textos sobre Metafísica
Conjurações e Usos

Antes de mais nada, temos de recordar, que Conjurações, são orações de mando, onde demandamos que certas forças sejam repelidas ou reorganizadas quando fora de sua natureza.

Existem muitas conjurações, que são usadas para distintos fins, sendo que as mais conhecidas são a Conjuração dos Quatro Elementos, e a Conjuração dos Sete Gênios.
Obviamente, estas orações não são iguais, não atuam sobre as mesmas forças, e não tem os mesmos resultados.

É claro absurdo imaginar que sirvam para um mesmo fim, ainda que claro possam ser usadas para questões muito similares quando não sabemos com que forças estamos lidando.


O Poder de toda oração, certamente não está apenas nas palavras, e sim também na intenção, na força que se está impondo e na capacidade do operador bem como na capacidade da potência que estamos conjurando.
É Muito comum que ao conjurarmos uma força de maior potência que nós, as conjurações nãos tenham o devido resultado, bem como ao utilizarmos uma conjuração que serve para certos fins, em outros que não lhes correspondem.


A Conjuração dos Quatro Elementos, é o ordenamento da reorganização dos elementos, para que voltem-se para suas funções primárias e entrem novamente em equilíbrio. Basta para entender isto recordar do trecho: "Que a água volte a água, que o fogo arda, que o ar circule, que a terra caia sobre a terra".
Isto indica que seu uso é para quando os elementos estão em desequilíbrio ou fora de sua natureza.

A Conjuração dos Sete Gênios, é uma oração de mando para repelir Entidades, aonde invocamos as Potencias da Luz, para batalhar contra as Potências das Trevas.

Assim que dependendo da situação, é ilógico apelarmos para uma, sendo que a outra é a recomendada.
Sabemos claro que nem todos tem a necessidade de entender isto, mas o Teúrgo, qualquer Adepto, necessita compreender totalmente estes princípios, visto que o sucesso ou o fracasso de uma operação, depende muitas vezes de uma resolução rápida e energética, principalmente quando atuando nos mundos internos.


A Conjuração dos Quatro, atua sobre um elemento, enquanto a Conjuração dos Sete atua sob quem causou a alteração do elemento.
Assim que se queremos impedir um dano que já está em andamento, e a Entidade não está atuante em causar o dano, obviamente vamos usar a Conjuração dos Quatro, pois precisamos desfazer o mal que está sendo causado e repelir as forças que foram comandadas para causar o dano.
Neste caso torna-se sem sentido e sem resultado prático a Conjuração dos Sete, pois neste caso a entidade não está presente, precisamos apenas de forma urgente reverter os efeitos negativos da ação já realizada, a qual em geral usa o meio que são os elementos da natureza para produzir estes males.
Reorganizando os elementos e os devolvendo a sua natureza passiva e original, termina-se pois o eflúvio negativo que havia se estabelecido.

Já diferente é, quando nos encontramos com uma Potência Tenebrosa que prepara-se para atacar, ou que esteja atacando alguém ativamente.
Obviamente, muitas forças internas que vemos, no fundo são apenas elementares, fantasmas e coisas do gênero, o que no caso também se utiliza a Conjuração dos Quatro, pois não há uma Potência realmente ali atuando, senão que são forças da própria natureza.

Quando um Demônio, um Mestre Negro, ou algo do gênero ataca, então sim, é quando se utiliza a Conjuração dos Sete, isto claro quando esteja este presente causando o mal.


Nós muito comumente não temos a capacidade de Discernimento dos Espíritos, e inevitavelmente não sabemos "quem é quem", ou "o que é o que" nos mundos internos, o que dificulta o uso correto das Conjurações.
Por isto que geralmente se faz primeiro a Conjuração dos Quatro, então as dos Sete, pois se neutraliza um ataque, então defende-se.

Se o meio não é propício para a carga negativa que a Entidade está gerando, então sua força comumente torna-se nula.


Claro que há criaturas tenebrosas tão terríveis e tão abomináveis que sua simples presença deteriora e danifica tudo ao seu redor. Estes casos principalmente, é muito difícil não perceber a natureza destas criaturas.


Muitas destas operações Mágicas, seja física ou internamente, requerem uma grande integração com as Divindades, com o Cristo.
É óbvio que por diversas vezes nos deparamos com forças de potência maior que a nossa, e em geral nestes momentos podemos apelar exatamente para estes princípios que são os Regentes da Luz, tal qual vemos serem invocados nestas conjurações.

26/10/16