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CLXV
Textos sobre Metafísica
Interpretação de Sonhos

Todas estas experiências que temos nos momentos de repouso do corpo físico, bem sabemos tem um íntimo significado próprio o qual seja simbólico, seja literal, nos traz informações muito precisas sobre nós mesmos, sobre os demais, a humanidade, e mesmo regiões mais acima e abaixo disto.

Quase tudo que vemos nos mundos internos, durante o sono, são simbolismos, alegorias. Uma mágica energia desdobrada de regiões espirituais que tomando contato com nossos sentidos internos, provoca estes simbolismos em meio a nossas vivências internas.

Para compreender profundamente estas experiências, necessitamos entender o que são as Analogias, as Correspondências e a própria Numerologia, já que nisto se fundamenta a linguagem que usa o espírito em meio a estas visões e percepções que nos gera como um diálogo muito fluído mas por vezes incompreensível, indecifrável, para a pessoa humana.

A Interpretação dos sonhos se fundamenta em quatro aspectos:
- Analogias Filosóficas;
- Analogias dos Contrários;
- Correspondências;
- Numerologia (ou Kabala).

Quando dizemos Analogia, estamos nos referindo a semelhança existente entre dois aspectos distintos. Em geral elementos que tem proporção similar.
Não podemos falar de Analogia, sem fazer uma referência ao que são os Arquétipos, visto que, são representações distintas de princípios idênticos, em outras palavras, Arquétipos em geral são representações diferentes que encontramos de um mesmo princípio, isto é, variadas formas.
Claro que há Arquétipos Espirituais, que no caso são os moldes originais de onde se desdobram os Arquétipos inferiores, são os princípios básicos da criação, estes de tipo Espiritual.

Analogias Filosóficas:
As Analogias Filosóficas são as ligações entre as distintas formas que podemos expressar o mesmo sentido esotérico, religioso de algo.
Muitas alegorias Divinas são no fundo a representação de diferentes maneiras, mas de um mesmo princípio, e isto é algo que devemos compreender para poder estudar e analisar estas experiências internas que temos.
Afinal muitos nomes, muitos símbolos, são no fundo o mesmo, ainda que tenham sido utilizados em diferentes épocas, por diferentes culturas.
Bem sabemos que Pai, Filho e Espírito Santo, são o mesmo Osíris, Horus, Ísis, do antigo Egito, para dar um exemplo.

Analogias dos Contrários:
A Harmonia é sempre o resultado da analogia dos contrários.
Se observarmos o que é um homem e uma mulher, encontramos nesta semelhança dos opostos um perfeito encaixe e uma plena integração destas partes.
Claro que quando falamos nos sonhos, nestas experiências internas simbólicas projetadas desde o espírito, é por esta analogia dos contrários que logramos captar a correspondência daquilo que não é igual, nem mesmo semelhante, pelo contrário por vezes é oposto e ainda assim é a ligação necessária para entendermos a relação entre algo invisível e algo visível, algo divino e algo humano, ou mesmo algo complementar.
A Analogia dos Contrários utilizamos principalmente para entender a relação entre o que foi simbolizado e o significado geral, em outras palavras, o contexto mais profundo do que estamos visualizando. Geralmente esta é a ferramenta para ler nas entrelinhas dos símbolos.

Correspondências:
Correspondência é talvez o mais simples de ser entendido, e certamente a base mais exata para compreendermos nossos sonhos, nossas vivências internas simbólicas.
Este termo relata algo que é correspondente ou correlativo, ainda assim nas experiências internas, nos sonhos, isto se torna um pouco mais amplo e mais distante do uso comum deste termo já que a linguagem espiritual apesar de falar de uma maneira e estar isto correspondendo a algo, não tem a mesma aparência, nem é idêntica, não tem por consequência os mesmos valores ou características gerais, ainda assim é algo identificável, compreensível.
É bem fácil explicar isto de correspondências, já que basta pegar qualquer coisa humana e traduzir isto dentro de um contexto interno como emocional, mental, conscientivo, ou mesmo de aspectos da vida.
Uma pessoa que internamente vê-se de maneira simbólica atravessando uma ponte, está na verdade tendo a visão de uma transformação, de uma transição, algo muito importante na vida desta pessoa. Claro que todo o entorno, todo o contexto do sonho, o estado desta ponte, o local onde estava, para onde vai, com quem vai, e assim por diante, é sempre determinante para entendermos os detalhes disto.
Da mesma maneira, um lago, por correspondência podemos entender como referência a Energia Sexual, aonde sua pureza, a vida que ali habita, e demais detalhes são sempre complementos do sentido do que está nos sendo dito pela parte interna.
Uma Mosca igualmente bem sabemos está ligada a putrefação, à morte, por consequência a Doenças. Assim uma Mosca pode indicar doenças seja para si mesmo, seja para outra pessoa, dependendo do contexto do que estamos vendo internamente. Uma Mosca Branca, seria interpretada como uma Doença benéfica ou algo que vem com um propósito maior, por assim dizer. Uma mosca igualmente poderia estar relacionada a outras correspondências similares a sua natureza como larvas, ou mesmo defeitos psicológicos.

Numerologia:
A Numerologia é a interpretação simbólica dos números, onde cada número expressa uma ideia, um símbolo, o qual por si só é uma verdadeira narrativa.
É muito comum que quando o indivíduo esteja inquieto sobre algo, e peça auxílio Divino, veja simbolicamente nos mundos internos uma resposta dada por meio de números, e este muito claramente tem um significado bastante objetivo como podemos encontrar no estudo do Tarot e da Kabala.
Comumente analisamos, estudamos 22 números (1~22), e o que seja maior que isto deve ter seus dígitos somados (Sendo 165 o número na experiência, somamos 1+6+5 = 12) até que seja menor ou igual a 22, possibilitando assim ser compreendido dentro desta análise simbólica dos números.
Não vamos hoje aqui listar isto pois não é o objetivo, mas citamos o exemplo do número 8, que significa Sofrimentos, Provas, também Dor. Igualmente podemos falar do número 9, que igualmente nos traz Sofrimentos, mas também Solidão, Guiatura Divina, dentre tantos outros mistérios que estão correlacionados a estes numerais.

O Espírito muito comumente, ou praticamente sempre, fala por meio destas representações simbólicas de ideias arquetípicas.
Nós devemos realmente aprender a usar estes símbolos da mesma maneira que aprendemos a usar os símbolos algébricos, afinal é muito claro e muito compreensível a linguagem uma vez que nos dedicamos a com consciência avaliar os símbolos e alegorias que o espírito nos apresenta por meio deste diálogo espiritual.

Claro que como tantas vezes já aqui dissemos, muitos dos sonhos que experimentamos, são meramente repetições de ocorrências do dia a dia, no entanto todos eles acabam se relacionando com algum dos Cinco Centros da Máquina Humana.
Assim teremos sonhos originados por influências do centro Intelectual, Instintivo, Emocional, Motor, Sexual.
Estes sonhos no fundo nos contam do estado destes centros, afinal qualquer desequilíbrio em nosso dia a dia, seja intelectual, seja emocional, seja sexual, inevitavelmente fará com que tenhamos estas experiências internas no relativo a isto.
Assim há medos, há desejos frustrados ou mesmo realizados, tristezas, dentre outros, que geram experiências durante o sono, de caráter emocional. O mesmo, exatamente o mesmo ocorre com os demais centros.

Ainda existe mais além disto como bem sabemos dois centros de tipo Superior, conhecidos como Emocional Superior e Intelectual Superior, sob os quais recaem a responsabilidade de receber estas experiências simbólicas que no começo de nosso diálogo falávamos.
Muito disto que nos fala o Espírito por meio destas experiências simbólicas utilizando estes Centros Superiores, tem por objetivo nos informar acerca do momento que vivemos, de cristalizar sob nós uma cura, de nos alertar de um perigo, mesmo de nos preparar para certos eventos que já estejam acontecendo ou mesmo se preparando para acontecer, dentre tantas outras infinitas possibilidades que existem.
Em geral a manifestação destas visões, destas vivências simbólicas, são o resultado de um trabalho sobre nós mesmos, de uma íntima recordação de si (não identificação) que ao longo de seu dia a dia foi capaz o indivíduo de realizar.

Mesmo as interações com os demais iniciados, com os irmãos que no passado já cumpriram suas missões, que já cristalizaram em si estes princípios Crísticos, muitas vezes ocorre exatamente por meio destas percepções simbólicas e não-literais como já aqui falamos.
Tudo que ocorre durante o sono deve ser motivo de nossa atenção, já que é por esta perfeição e equilíbrio destes centros, desta pureza que eles tenham, que conseguiremos manejar estes aspectos superiores e conscientes tão necessários a esta integração espiritual.
No entanto há algumas experiências que inevitavelmente fogem do nosso comum viver, e que nos levam a lugares, situações, contatos, os quais em nosso dia a dia não se encaixam com as vivências cotidianas quando despertos (em posse de nosso corpo físico, nosso dia a dia em geral), e são de maneira excepcional relevantes.


O Sono tem muitos estágios, e cada estágio é de certa maneira uma morte a qual passamos. O Próprio sono, como ato de dormir, é certamente uma pequena morte, e nestas primeiras horas de sono é aonde as vivências de nosso dia a dia e as impressões gravadas nos centros de nosso organismo se fazem mais vívidas e mais fortes. Ao longo da noite nos distanciamos naturalmente disto e podemos ir penetrando em regiões mais celestes e mais simbólicas.

Para o Esoterista, é possível já que pelo asseio mental, emocional, instintivo, etc.. que tenha, também pelas práticas de relaxamento e de meditação, seja capaz de imediato a penetrar em regiões mais celestes e assim vivenciar a realidade interior ou mesmo trazer simbolicamente certas informações necessárias à sua vida, ou à vida dos demais. Ainda assim, certos graus e certas profundidades somente se tornam possíveis conforme vamos nos desligando mais e mais da parte física, como é comum nos processos do sono.

06/12/16