CLXV
Textos sobre Metafísica
O Caminho Iniciático

Há muitos detalhes no caminho iniciático que se não são bem estudados, no sentido de que nos preparemos para estes eventos, acabamos ficando estancados nestes processos.

Quando uma pessoa se propõe a trilhar o caminho, quando ela confronta ela mesma, suas ações, suas características, enfim tudo que é e se observa, se auto-observa com o objetivo de corrigir-se, é quando se ativa este processo que chamamos de Iniciação.

No Decorrer das eras, houveram ritos, processos aonde quando os profanos eram admitidos nestas instituições (de regeneração interna), então realizava-se este "Ritual de Iniciação" e isto nada mais é do que a parte física e simbólica do início desta luta contra si mesmo em resgate em um primeiro momento de nossa Alma.

A Alma Humana é o Terceiro Principio do Homem (Íntimo, Alma Espiritual, Alma Humana).
A Nível de trindades, a Alma Humana corresponde a Lúcifer, o Terceiro Logos, o Fogo Primordial, o Espírito Santo.

Tanto é assim que quando da saída do Éden se diz que Lúcifer não sabia que cairia junto com o Homem, porque em nós este Terceiro Primordial que é a Alma Humana; este princípio realmente não sabia que quando o homem caísse, ele iría junto nesta jornada submersa, que se mancharia com sua maldade, até porque a Alma Divina e o Íntimo não cairam.

Por isto que o primeiro que fazemos é salvar ao nosso salvador. Porque é a Alma que precisa ser salva, em síntese é o que realmente somos, o principio inferior desta tríade.

Então que o processo de Primeira Iniciação de Mistérios Menores, corresponde exatamente a encarar fisicamente no sentido de avaliar a vida que levamos e nos propormos a uma vida nova.
Porque internamente isto é enfrentar ao Guardião do Umbral, que é nossa própria Alma, revestida de toda a feiúra que colocamos nela. A Uma pessoa podemos dizer que o Guardião do Umbral é outro, que é outra força senão ela mesma, mas aquilo que vemos é um espelho do que somos naquele momento.
Nós somos escravos de uma Alma Negra (em termos), uma Alma subjugada por erros do passado e que viemos cometendo até aquele momento do arrependimento.

Então que enfrentar ao Guardião do Umbral é dar um basta e integrar-nos com princípios ainda maiores do que a Alma Humana, exatamente para purificá-la.

Bem, por isto as próximas Quatro Iniciações de Mistérios Menores se relacionam com os Elementos.
Porque toda esta feiúra que tem nossa Alma se relaciona com estes quatro elementos. Cada uma destas provas vem a testar se o candidato realmente está disposto a purificar-se dentre ao que exige cada um destes elementos.

Porque não quer dizer que nestas provas a pessoa vá eliminar o defeito relacionado à aqueles elementos, até porque raras vezes a pessoa sabe como fazer isto (por falta de maturidade esotérica).
O Que lhe é provado é se esta pessoa que resolveu enfrentar-se a sí mesmo, está DISPOSTA a trilhar o Caminho Secreto até seu Pai.

Claro que o primeiro que precisa é purificar sua Alma, então faz por meio dos quatro elementos.
Na Quinta Iniciação de Mistérios Menores a Alma está já distinta, ainda claro carrega a feiúra que a caracteriza, mas já se propôs a trilhar o caminho e demonstrou que realmente é um Aspirante de sua perfeição íntima.

Então recebe (a pessoa) esta possibilidade de integrar-se com a porcentagem de Alma que tenha livre do Eu. Aqui é quando realmente começa o trabalho e a pessoa começa a ter a real condição de auto-observar-se, tem o ímpeto e a força que lhe confere aquela Alma Humana (O fogo).

Por isto que se diz que o Karma se conquista o direito na Quinta Iniciação de Mistérios Menores. Porque antes disto se é um desalmado... Alma antes disto se tem, mas não possui, porque não a tem encarnada (não se encarna a Alma na quinta de menores, mas uma pequena fração dela, que já temos livre, é o que permite este trabalho sobre nós mesmos), não está presente.
Porque são processos naturais de reintegração. Se encarna a Alma Humana e posteriormente se desperta a Alma Espiritual. São duas consciências mas muito distintas. Da Mescla destas duas Almas forjamos o Íntimo.
Claro que muito do que aqui falamos é relativo, porque depende de se é um Iniciado novo, ou se é um iniciado que já fez alguma vez a Obra, etc.. então falamos em termos gerais para não haver confusão.

Claro que hoje em dia os iniciados que estão trilhando o caminho, certamente é porque já tem este Íntimo formado então inclusive é o porque não se fala da Sexta e da Sétima Iniciação de Mistérios Menores.

Eu mesmo não sei dizer se realmente existem "provas" de Sexta e de Sétima, já que na minha experiência foram recapitulações relacionadas a processos de outras existências da Alma Humana e recapitulações relacionadas aos processos que já viveu o Ser.
Sempre falamos que é delicado isto, porque acaba-se confundindo o que é um e o que é outro, já que se revive simbolicamente o que ambos viveram.

Mas isto é simples, imaginem uma mão que sente-se maior que o corpo. A Mão faz parte do Corpo, mas serve a ele e o Corpo pode viver sem a mão mas a mão não pode viver sem o corpo.
Isto somos nós, uma fração do Ser, uma parte dele e por isto atuamos, se assim estamos preparados, como um parte do todo, mas não somos o todo e isto tem que ficar claro para que não se cultive adorações a algo que não é digno, como somos nós, como humanos.

Tanto que, como já explicamos em outros textos, é o Ser quem recebe as Iniciações, a pessoa humana passa pelas provas(Alma Humana e Quaternário Inferior [Mental, Astral, Vital e Físico).

Hoje ainda comentávamos com um irmão a respeito disto da Oitava Iniciação de Mistérios Menores... na Quinta ganhamos a força, o impulso, mas na Oitava o juízo, a razão.

E Vemos que não é o inverso, primeiro nos dão o poder e depois a sabedoria. Exatamente para ver como vai se portar este iniciado neste período, porque suas capacidades conscientivas, por mais que estejam despertas, são como comparar a luz de uma vela com a Luz do Sol, do que ocorre em processos posteriores.

Tanto que os que passam na Oitava Iniciação de Mistérios Menores, são os que a Loja Branca realmente levam em consideração como um prospecto de REAL Iniciado.
A Oitava de Menores é o mais duro (que já se viveu até aquele momento), mas é o mais gratificante, porque se recebe muita força e muitas capacidades, principalmente de ver o caminho com mais clareza.
Isto é o que afeta a muitos, a falta de entendimento do que realmente é o caminho e de como trilhar, isto se tem mais forte na oitava de menores.

No nosso caso, foi durante este processo que pudemos encontrar o Símbolo CLXV.

Mas ainda complementando isto da Sexta e da Sétima Iniciação de Mistérios Menores, nas Iniciações Maiores a Sexta e a Sétima é exatamente o mesmo, uma recapitulação daqueles eventos, porque a Sexta e a Sétima Serpentes não caem uma vez levantadas.. e isto colabora com este entendimento que temos do processo de Iniciações Menores.

A Nona é a preparação do Templo para que chegue o oficiante, o Ser. Realmente se soubéssemos em fato os acontecimentos físicos e internos que nos esperam, antes de resolver trilhar a iniciação, talvez realmente não nos sentiríamos com a suficiente intrepidez para enfrentar o caminho.

Mas felizmente como no caminho não nos dão peso que não sejamos capazes de carregar, é uma jornada gratificante, porque são por estes processos que ocorrem o desenvolvimento interno desta Alma e de suas partes autônomas.

Neste processo da Nona de Menores passamos por uma purificação aonde se sofre o escarnário (menosprezo) e a ingratidão como preparação deste Templo que se necessita para encarnar o Bodhisatwa (O Bodhisita na 5a de Menores).
Estes termos e a explicação detalhada das provas dos elementos, encontramos nos livros dos Mestres e em outros textos que já constam na página CLXV.

Esta jornada nas Iniciações Menores, tem por objetivo igualmente preparar os Apóstolos para o Drama Crístico. Não que todo este processo das Nove Iniciações Menores, não sejam o próprio drama do Cristo de certo ponto de vista, realmente é, tanto que há todo aquele momento de ingratidão, menosprezo, solidão e abandono tal qual vive o Cristo em suas Iniciações maiores; mas como dissemos são dramas distintos e que claro não deixam de ser o mesmo em uma escala menor.

Porque antes que o Pai, possa nas iniciações maiores viver o drama crístico dentro da pessoa, ele precisa que se façam presente aquelas doze partes autônomas dele, aqueles doze princípios, virtudes, habilidades divinas que são indispensáveis para este drama esotérico de redenção.

Apóstolo normalmente dizemos que é um emissário, um representante de alguém ou de alguma causa.
Claro que antes de ser representante ou emissário ele deve ser um seguidor desta causa ou de alguém.

No nosso caso, dizemos que somos Apóstolos do Cristo, porque seguimos seus ensinamentos e predicamos (ensinamos) sua palavra, sua mensagem, seus ensinamentos.

Então ser apóstolo é viver o que se ensina e ensinar o que se vive.
Há muitos que se dizem apóstolos, emissários do Cristo (Logos Solar), de Buda, de Jesus, de Samael, etc.. mas se vamos ver ensinam o que não praticam ou praticam e não ensinam aos demais.

Só que antes de sermos apóstolos do Cristo, em fatos, necessitamos desenvolver doze apóstolos dentro de nós, e estes doze apóstolos são os que vão permitir com que o Cristo viva o seu drama, o seu martírio por meio de nossa vida.
Porque antes destes doze estarem junto ao Cristo, ele não pode viver seu drama e com isto nós não estamos sendo Apóstolos.

Porque estes Doze, dentro de nós, são os que vão nos dar as características de Apóstolos em uma vida pública.

Pedro que é o primeiro nos confere a virtude da castidade. Bartolomeu que é o décimo segundo nos confere a mística, a inspiração.
Assim se analisamos cada um deles como parte autônoma do Ser, são sem dúvida a exigência que temos para que possamos seguir ao Cristo e ser este próprio Cristo nesta via-crúcis.

Cristo e os Apóstolos:
http://www.clxv.org/textos/clxv/texto.religiao.06.htm

22/09/12