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CLXV
Textos sobre Metafísica
O Fio do Destino

Destino, esta é uma palavra muito usada mas certamente pouco entendida pela grande parte das pessoas.
Quando falamos de Destino, seja no sentido esotérico, espiritual, ou mesmo literal, obviamente estamos falando de um ponto matemático ao qual nos destinamos, ao qual rumamos.
Se tomamos um veículo qualquer, obviamente saímos com um destino que é para onde rumamos, e claro este destino pode ou não se concretizar dependendo de uma série de fatores, mesmo de vontades as quais podem desfalecer, mudar. Também claro imprevistos podem acontecer e circunstâncias podem certamente alterar aquilo que estávamos predestinados neste caso.

Esotéricamente o Destino igualmente é um ponto matemático para o qual Rumamos. Todos temos pequenos ou grandes destinos como fios que nos conduzem, nos puxam, nos guiam, para tais eventos. Em geral quando falamos de Destino, nos referimos a todos estes possíveis fins, a estes trajetos os quais estamos destinados a passar na vida e mesmo mais além dela.
Alguns Mestres falam do Destino como a conquista esotérica do Direito de chegar a se integrar com a Divindade, e asseguram que o Verdadeiro Destino que um conquista é isto, mas obviamente no sentido mais cru da palavra, Destino é aquilo que nos aguarda, aquilo para o que rumamos e mesmo o Abismo é o destino de alguns, assim como em vida podemos estar destinados a passar por certas circunstâncias, conhecer certas pessoas, viver certos processos, etc.

Observando internamente estas linhas do Destino com nossos sentidos ocultos, podemos ver que elas são um emaranhado de muitos fios menores, que de certa maneira consolidam um caminho e que podem revestir-se de maior firmeza ou mesmo desfalecerem aos poucos conforme estes fios pequenos que formam este grande fio, vão se arrebentando e gerando o fim daquele destino e novos possíveis caminhos.


Dias atrás observava exatamente isto, um destino que era sólido e estável, formado por um grande emaranhado de praticamente todos os fios do destino de um indivíduo romperem-se por conta de um evento que esta pessoa vivenciava e aqueles pequenos fios externos se abriram apontando para distintas direções em vez de somarem-se aqueles primeiros de onde antes alinhados e integrados estavam.
Isto significa que aquele Destino até então consolidado foi enfraquecido por um evento difícil o qual passou esta pessoa e isto fez com que as probabilidades de tal destino diminuíssem.
Claro que não é definitivo este rompimento de frações do Destino, tanto que posteriormente acompanhando novamente internamente esta situação desta pessoa, pude ver aqueles antes rompidos fios, se realinhando e alguns já consolidando-se novamente com a grande trama original do fio em questão.

Falo deste fio em específico pois é o fio fundamental do destino mais básico que rege esta pessoa. Ou seja, a que veio, a que estava destinada e por isto ao redor do que a vida deste indivíduo gira e a base que rege a existência desta criatura. Sem realizar este destino, a vida desta pessoa obviamente seria vazia e sem sentido, perderia o propósito básico do sentido existencial.


Todos nós indiferente de percebermos este tracejado que a vida nos reserva, nos impulsiona, nos conduz, conseguimos perceber alguns fluxos e refluxos de caminhos e de resultados que a vida tem a possibilidade de nos conduzir e certamente saber se o destino nos é ou não favorável, dentro daquilo que anelamos, e dentro daquilo que nos corresponderia originalmente viver.

03/02/17