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CLXV
Textos sobre Metafísica
Pendências Esotéricas

Todo o mundo é baseado em equilíbrio, o desequilíbrio do que é criado e do que é destruído, do que sobe e do que desce, é o que gera os Deuses e também os Demônios.
Nós subimos na escala da vida, nossa Alma passou pelos reinos da Natureza, desde o Minério, o Vegetal, o Animal e o Humano, e esta mesma natureza invertida consome esta vida após o fim das 108 existências que temos direito no reino humano.
Assim é a natureza, a mesma força que nos conduz ao Reino Humano, é a que busca nos levar dele, em determinado momento, escada a baixo, do outro lado da roda pela qual subimos.

Assim que a destruição precoce, ou a busca pela fusão com a natureza negativa, é um desequilíbrio natural. Também o transcender a natureza humana, elevar-se ao estado Angélico, Arcangélico e assim por diante, é um desequilíbrio daquilo que são Leis comuns da natureza.
A Natureza sempre opõe-se e cobra seu preço por tais violações de seus interesses.

A Lei vez ou outra chama ao Adepto para prestar contas, pagar dívidas que lhe são devidas, mesmo quando o Iniciado tenha já transcendido tal situação e resolvido tais pendências.

Claro que o conceito que temos do que é justo, certamente é algo muito distinto do que em realidade nos rege, seja no sentido natural, seja no mais íntimo de nós mesmos.


A Vida que levamos, o conceito do que é "natural", mesmo no sentido mais básico e simples da vida, já é um crime contra a natureza, seja no aspecto natural, e mais ainda no Divino.
Certamente dentro dos conceitos que hoje temos, do entendimento que tem hoje nossa humanidade acerca do que é natural, do que é justo, muito do que nos é cobrado é injusto, é equivocado.
É Certo que como pessoas, precisamos revisar estes conceitos que nos foram transmitidos por terceiros, e mesmo aquilo que criamos, pois sem a concreta observação e avaliação do que realmente nos corresponde ou não, vamos criando cada vez mais pendências que acabam por nos afastar de nosso destino e intensificar os pesos e dores que carregamos.

Falávamos anteriormente de Estados, e como estes interferem em como agimos e reagimos, de como estas ações também moldam aquilo que no fundo somos.
Quando temos manifestações negativas, quando nossos Estados são negativos e o que assimilamos do meio é negativo, e o que provemos ao meio, por consequência é negativo, o resultado é uma violação da Lei, e por vezes somos cobrados por antigos resultados, mesmo quando estes já não existem mais em seu interior.

Como dizíamos no princípio, a própria transcendência daquilo que somos, este escape contra os interesses básicos da natureza tem um preço. É aonde se manifestam as profundas transformações do indivíduo e é aonde as próprias virtudes entram em conflito, tendo o indivíduo de realmente alterar profundamente o que é, por meio do que se manifesta com as decisões que tem de tomar.

Há diversas etapas do caminho, aonde o Iniciado tem de resolver pendências com a Lei, para poder seguir em frente, em sua jornada. Pagar o devido pedágio pelo percurso já transcorrido, e estar livre para seguir em frente sem amarras.

As pessoas realmente não tem idéia das pendências que possuem, dos compromissos que tem, e dos pesos que carregam.
Há muito que somente sabemos quando chega a hora do acerto de contas, quando faz-se necessário iniciar uma próxima jornada e então a Lei faz seu chamado de acerto de contas, nem nome da natureza já transcendida.

30/07/17