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CLXV
Textos sobre Metafísica
Coisas Comuns e Coisas Extraordinárias

O Comum é aquilo que tocamos, que vemos, que interagimos todos os dias e que existe em uma forma bruta material, cristalizado de uma maneira que nossos sentidos mais comuns e ordinários conseguem perceber e interagir.
Obviamente há muito no mundo que não vemos, que não sentimos, e que apesar de ser material, é mais sutil, mais interno, mais elevado, menos denso, do que a matéria que estamos acostumados a interagir. Também certamente há mais além da matéria outras forças mais sutis os quais em última instância chamamos de Espírito.

Certamente, mesmo com tudo que já foi dito até hoje, seja das coisas Comuns ou daquilo que para nós é Extraordinário, há ainda infinitas possibilidades a serem descobertas, compreendidas e vivenciadas.
Aquilo que chama-se Magia, que no fundo é uma ciência aplicada ao que é um pouco além do natural, do conhecido, é o resultado do manejo e da interação com certas forças internas da natureza.

O Mundo como conhecemos é um patamar que se sabiamente utilizado, pode nos conduzir a um Mundo que desconhecemos. As coisas comuns são uma preparação, um teste, para que possamos manejar o que é extraordinário.
A Maioria das pessoas acaba não desenvolvendo-se no extraordinário, não sendo capaz de perceber e interagir com o mais além do comumente visível, devido a suas más escolhas e de suas más ações ao longo de sua vida.

Obviamente falamos do domínio desta natureza superior, mais além da natureza comum das coisas, da esfera dos Anjos e dos Arcanjos, dos Santos e dos sábios Mestres, da morada do espírito dos elementos da natureza, e da Alma dos Planetas e dos Sóis.


É óbvio que Toda capacidade tem um preço, afinal somos moldados por aquilo que percebemos, e o também moldamos aquilo com que interagimos.
Assim que a verdade é que muitas pessoas não tem condição de lidar com estas percepções extraordinárias, simplesmente porque já não tem suficiente capacidade para lidar com as ordinárias.
Realmente muitas pessoas cobiçam o Extraordinário, mas sequer são capazes de lidar com o mais simples do ordinário, do comum, daquilo que faz parte de sua vida cotidiana. E este é o motivo pelo qual jamais chegarão a manejar, mesmo ver, ou perceber claramente o que seja mais sutil.

É claro que todas as pessoas são mais ou menos sensitivas para as coisas internas, isto podemos naturalmente comprovar em nosso dia a dia. É claro que como a pessoa não tem uma comprovação daquilo, não tem Consciência de que seja assim, mas muito do que sente-se, do que percebe-se, é interno e não físico. Isto é o resultado por vezes de um estado de consciência alterado, ou mesmo de um risco tão grande que se aproxima, que a pessoa acaba despertando-se em parte para este mal e agindo instintivamente para defender-se.

Muitas pessoas são capazes de sentir presenças divinas ou diabólicas, ainda que não seja claro a natureza, ou mesmo qualquer outra percepção disto. E nos referimos obviamente, ao que há mais além do sutil véu que molda nossa realidade.


Existem muitas formas de travessia, no que diz respeito de remover este véu que limita o ordinário e o extraordinário. É claro que a necessidade, antes de mais nada é essencial para esta travessia, isto em outras palavras poderíamos dizer que é uma vontade constante, perene, inquebrantável, acerca desta jornada. São muitos os terrores que temos de enfrentar, antes de encontrar a verdadeira luz. As Trevas, por mais que sejam Trevas, são um outro tipo de luz, visível para os Tenebrosos, assim que entre esta jornada das Trevas até a Luz, passamos por outras trevas, mais escuras e mais difíceis de se lidar, que a própria escuridão inicial.

Assim que temos de afirmar que o caminho mais natural, mais seguro para o Extraordinário é temos chegado até o limite do Ordinário, no sentido de termos exercido perfeitamente, dominado totalmente as coisas humanas e conhecidas. Falamos no sentido do manejo e da interação que temos com todas as coisas, sob um olhar Divino, perfeito.
No diálogo nomeado "O Ritual", falávamos acerca da Devoção, da Oração, do próprio Ritual, como ferramenta de manejo e de interação com estas forças Divinas. E como dissemos, é uma maneira de unir ainda que por alguns momentos o comumente Material, com o extraordinariamente material, ou mesmo imaterial, dependendo da instância que estamos interagindo, utilizando.

E é claro que tudo isto vai perdendo a necessidade, o sentido, no momento que nos fusionamos com estas forças, e que passamos para o outro lado, para esta Luz Divina, aonde diretamente interagimos e regemos a origem e o resultado das coisas.

07/08/2017