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CLXV
Textos sobre Metafísica
Limite Circunstancial de Tempo Remoto

Há por vezes na vida, alguns momentos que nos deparamos com circunstâncias que no fundo são uma repetição de algo que já ocorreu, de eventos os quais estão acontecendo fora do próprio tempo, como uma linha que cruza espirais da vida, e naqueles pontos matemáticos, desencadeiam certos eventos ligados entre si.

A Maior parte dos importantes eventos que nos deparamos, estes aonde temos que eleger um caminho, momentos aonde decidimos de maneira drástica nosso destino, são no fundo momentos limitados a uma certa janela de tempo, aonde forças de fora do tempo atuam para propiciar estas mudanças, gerar estas novas possibilidades e caminhos.

Por isto que muitas pessoas sentem um grande anelo em realizar algo, mas pela falta de determinação, de segurança, perdem o ânimo e perdem o sentido em fazer tal coisa. Claro que nos referimos a coisas grandiosas, coisas belas e verdadeiramente divinas. Profundas transformações íntimas as quais determinam a natureza tanto interna como externa do indivíduo e daqueles que o cercam.

Estes Limites Circunstanciais, que são estas janelas que nos remetem a forças estas que cruzam o tempo, ocorrem tanto a nível individual como a nível de humanidade. Estes momentos verdadeiramente únicos aonde a natureza pode ser alterada de maneira altiva e satisfatória, ocorre tanto para a unidade pessoa, como para a unidade sociedade. É Óbvio que são processos distintos, e é certo que são processos muito maravilhosos se verdadeiramente aproveitados.


Temos vivido por esta época, um destes momentos transformativos, aonde é possível cruzar certas regiões, desenvolver certos entendimentos, encarnar certos princípios, como certamente é perceptível às pessoas que fazem algum trabalho Espiritual, interno.


Esta noite passada nas regiões internas da natureza, observava um Mestre executando para certo indivíduo um Ritual...
Em resumo, o indivíduo estava negando ao Cristo, e abdicando de certos objetos tidos como sagrados, para que pudesse receber aquela iniciação.
Confesso que minha primeira impressão foi negativa, me recordei dos Rituais Satânicos aonde as pessoas destruíam objetos religiosos com o fim de lançarem-se ao caminho negro e compactuarem com forças tenebrosas.

O Mestre oficiava com muito rigor, era muito sério e tinha um semblante bastante profundo e contemplativo.
O Adepto submetido a tal ritual, observou por alguns momentos os objetos sagrados, via-se que buscava um sinal, procurava um sentido, antes de desintegrar tais relíquias que simbolizavam ao Cristo.

Em fim, passado o susto inicial do Ritual, e os conceitos preestabelecidos na mente, busquei estar aberto ao novo, e compreender o real sentido daquele evento que em seu transfundo nada mais era do que algo Divino e transformativo.
Tragamos este ritual para nosso dia a dia, para nossa vida cotidiana, para o sentido das Instituições Esotéricas, das já divorciadas dos princípios divinos e daquelas que de alguma forma ainda representam este elo.
É óbvio que qualquer pessoa que chegue a porta da verdade, qualquer um que se predisponha à trilhar realmente o caminho espiritual, necessita deixar para trás seus ídolos, destruir seus conceitos, os dogmas, e de fato, por si mesmo, e de verdade, encontrar e encarnar ao Cristo, por si mesmo, dentro de si mesmo, aqui, agora.

Era isto que este Ritual representava, ainda que não fosse um Ritual de Iniciação, representava o abandono dos dogmas, dos conceitos, das formas, para que se pudesse encontrar profundamente a verdade, por si mesmo, para si mesmo.

Quantas pessoas vivem uma vida sem sentido, rezam ao Cristo, adoram aos símbolos e alegorias do Cristo, carregam consigo ou adornam suas casas com objetos e símbolos sagrados, e no fundo nada tem de ligação com o Cristo, absolutamente nada fazem para ele, ou em nome dele...
A Própria palavra Cristo, é hoje utilizada, mas em outros tempos esta força teve outro nome, teve outras formas de ser explicada, outros métodos para ser encarnada...

Este Ritual simbolizava isto, a morte do velho, o nascimento do novo. O Abandono daquilo que já passou, em benefício daquilo que ainda está por nascer. A Vida se alimenta de vida, e se queremos estar abertos para o novo, temos de esquecer o velho.

Ninguém poderia entender a vida, realmente apreender da vida, se está cheio de conceitos, se vive repleto de entendimentos pré-formados acerca de tudo e de todos.
O Próprio Cristo, é algo desconhecido para todos, somente pela observação prática desta força, do encarne gradual disto que no fundo não tem nome, é que realmente compreendemos e nos tornamos isto.

Mas para que isto ocorra, necessitamos realmente ser capazes de vivenciar tais processos, que para as pessoas em geral é impossível, dado aos conceitos mal formados que tem de tudo.

29/08/17