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CLXV
Textos sobre Metafísica
Trabalho e Recompensa

Quando falamos que a vida é uma continuidade de existências, que os poderes realmente não simplesmente os conquistamos mas os preparamos para encarná-los e tantas coisas que aqui são ditas, não dizemos por uma mera repetição daquilo que lemos, daquilo que ouvimos, daquilo que nos disseram.

Hoje vamos contar uma história, alguns fatos que ajudarão o leitor a entender um pouco melhor o mundo e o que há por detrás dele, suas leis e normas, suas recompensas, também sobre responsabilidades que acabamos adquirindo.


Este que vos escreve nasceu de uma mãe que teve dificuldades em ter filhos, já havia perdido outra criança ainda no ventre, algo que ajudou a preparar este lar de maneira a ter-se maior atenção a esta criança. Certamente muitas pessoas não lidam bem com sua prole e por vezes a natureza precisa preparar o terreno da vida para que aprendam o que é necessário. Claro que isto é o resultado da vida desta mulher em outras existências, e por isto na atual sofreu desta maneira...

Não tenho muitas recordações da extrema infância, há coisas que foram muito marcantes como a primeira vez que menti. Era realmente muito novo, e lembro que em uma prateleira do mercado havia Bandeides que vinham com algo como um pequeno caderno e disse a minha mãe que necessitávamos comprar Bandeides pois não tínhamos mais em casa. Obviamente não tinha ideia de se tínhamos ou não em casa, e apenas estava interessado no item que acompanhava o mesmo. Aquilo que fiz doeu em mim profundamente, ainda sinto em minha face o calor que surgiu de meu interior e a vergonha que me tomou naqueles momentos. Certamente em minha existência nunca fui sequer propenso a mentira, e certamente era uma virtude que já tinha encarnado e sempre doeu muito falar coisas que não eram verdades e esta foi a primeira vez que ocorreu.

Em minha infância já muito novo, ainda que sem contato com qualquer leitura ou diálogo que despertasse de maneira externa este tipo de reflexão, era muito reflexivo acerca de todas as cosias. Questionava minha mãe acerca do porque de eu ter nascido ali, com eles, naquele lugar, e muitas coisas que claro ninguém entendia ou mesmo sabia explicar.
Sempre fui muito franco, desde uma idade muito nova acerca de que a existência como meus Pais, como a humanidade vivia não tinha sentido. Afirmava que a escola era completamente inútil pois a morte levava nossas memórias e aquilo tudo que as pessoas estudavam se perdia inutilmente.
Sempre soube que a vida era mais do que as pessoas diziam, que era mais do que como as pessoas viviam, infelizmente não encontrava um sopro de verdade em ninguém, em nada, e vivia sozinho uma busca de aprender da vida, a realidade.

Isto tudo que relato certamente aconteceu próximo aos sete anos de idade, alguns fatos até aqui mais que isto, alguns fatos antes disto.
Por esta idade comecei a aprender a controlar os sonhos, aprendi naturalmente a andar entre as dimensões. Desenvolvi uma habilidade de saber quando estava sonhando e mesmo de destruir os sonhos que me eram desagradáveis. Fiz muitos desdobramentos conscientes quando era pequeno, aprendi que poderia mudar de dimensão simplesmente utilizando a convergência de dois planos. Ou seja, pelas beiradas onde se encontra a parede e o chão era possível abrir um vão por onde ascendia ou descendia a dimensões superiores ou inferiores. Obviamente isto serviu como uma muleta para uma criança que ainda não sabia mudar os estados de consciência.

Houveram dois fatos em minha infância que certamente foram os mais marcantes, um que diz respeito a Clarividência, pois a noite quando a Luz que ilumina o mundo não estava presente, via sempre pessoas andando pela casa, via seus vultos principalmente em nossa sala, fazendo muitas coisas as quais espiava com distância, com muito medo, pois eram alheios as pessoas que conheciam e ainda assim adentravam em nosso lar.
Lembro a primeira vez que isto aconteceu, era madrugada, levantei-me no meio da noite e em nossa sala vi três vultos, dois estavam de pé e um terceiro estava deitado no chão como se estivesse fazendo o exercício que chamamos de apoio. Isto vi muito claramente, não tinha dúvida que no meio da noite haviam três pessoas em nossa casa e estava muito bem acordado quando vi isto, estava no físico. Corri para o quarto de meus pais e gritando disse que três pessoas haviam entrado em nossa casa, meu pai foi verificar enquanto fiquei abraçado em minha mãe que estava assustada com o corrido. Meu Pai disse que apenas encontrou um sapo no jardim de inverno que era um anexo da sala em questão e nada mais.
Conforme estas visões aumentavam cheguei a conclusão sobre isto dos Planos, lembro-me de tentar explicar a meus Pais acerca disto. Disse que assim como vivíamos ali, haviam outras versões do mundo que vivíamos e nestas outras versões, haviam outras pessoas ali naquele mesmo lugar e eu podia vê-las. Obviamente me referia as Dimensões, ainda que não fosse capaz de encontrar palavras mais adequadas para explicar a eles sobre isto.

Lembro-me que também por esta época iniciou a ocorrer um fato muito marcante e terrível que era que algumas coisas moviam-se de acordo com minha vontade, ainda que não fosse minha intenção movê-las. A Primeira vez que manifestou-se a telecinesia também foi por esta idade dos sete anos aproximadamente, lembro que em meu quarto havia um televisor que tinha um botão para ligar e desligar, e uma noite quando me imaginei levantando-me para desligar o televisor, ou seja, quando tive a intenção de desligá-lo, o televisor apagou. Certamente me escondi em baixo das cobertas sem entender o que havia ocorrido, o problema é que repeti o experimento em outra noite e novamente quando tive a intenção de desligá-lo ele desligou-se novamente.
Estes momentos talvez foram o maior pavor que já experimentei em minha vida, lembro que imaginava se era eu que causava aquilo ou se era alguma destas forças que via que naquele momento mesmo sem ver, que estava realizando aquilo. Claro que isto não se limitava ao televisor, pequenos objetos e mesmo uma vez um grande objeto sofreu de movimentos sem explicação. Lembro que uma vez brincando com um cão que tínhamos em casa, joguei um pequeno balde de areia para cima para o cão buscar, e depois do arco, ou seja quando o balde estava caindo, o balde subiu novamente para o ar e veio em minha direção como se uma força invisível o jogasse de volta, brincando comigo. Mais uma vez, apavorado, corri para dentro de casa e relatei aos meus pais tais eventos, sem claro conseguir ajuda ou fazer entendê-los sobre o ocorrido.

Não estamos escrevendo aqui um livro e temos de nos limitar aos fatos talvez mais interessantes ao leitor, e por este motivo digo que todas estas coisas e muitas outras me causavam um profundo sofrimento. Não apenas porque não concordava com o mundo como as pessoas eram e viviam, mas porque eu vivia uma realidade completamente diferente dos demais e não encontrava uma palavra de consolo ou um apoio para aquilo que estava passando.

Lembro-me que também por esta época um pouco mais velho, indo de carro para escola, forçosamente, disse à minha mãe que preferiria morrer a ter de estudar, já que aquilo era completamente inútil, o que era e como era ensinado na escola.
Isto claro desencadeou uma série de problemas familiares, e uma infinita jornada a psicólogos e psiquiatras que pouco ou nada ajudaram.

Lembro que sempre tive dificuldade de tomar água, por não gostar do gosto, e meus pais argumentavam de maneira decorada que a água era inodora, incolor e insípida. Argumentei fervorosamente que a água sim tinha gosto, cheiro e mesmo cor. Lembro que este fato por exemplo foi levado a uma psicóloga que acabou cedendo ao meu argumento e explicou que realmente a água como chega até nós tem muitas substâncias como o cloro, como impurezas e certamente tem algum sabor, tem cheiro, etc. Esta parte eu não tinha informações para argumentar, mas nunca me rendi as teorias, eu conhecia os fatos, e não permitia ser dobrado pelos conceitos dos demais.


Me recordo da primeira vez que senti as asas do Espírito se abrindo sobre mim, estava brincando sozinho na área externa de certo lugar e sob a luz do sol senti um arrepio que saia de minha coluna da altura da região do coração e se espalhava por todo o corpo principalmente a cabeça onde era mais sensível esta energia e as costas e barriga, ombros, braços que eram invadidos de maneira mais intensa por esta energia.
Esta foi a primeira vez que senti Deus, digo realmente sentir uma força que se assemelha ao que seja Deus realmente. Isto claro não foi apenas uma sensação mas uma alteração profunda no estado de consciência como se uma mão divina tivesse me tocado naqueles momentos. Com o tempo aprendi a naturalmente replicar aquele estado, algo que felizmente ainda consigo fazer até hoje em momentos que isto se faz necessário.

Aos doze anos de idade iniciou-se uma profunda depressão, resultado da incoerência do mundo para com aquilo que levava dentro. Eu buscava a verdade e ninguém a conhecia, eu buscava uma realidade que ninguém se mostrava estar em contato. Lembro-me que imaginava que as pessoas me escondiam tal verdade porque ainda não estava preparado e que aos dezoito anos de idade minha mãe me revelaria tal verdade, algo que claro esperei em vão, pois nada ela sabia sobre estas coisas, nem ninguém que eu conhecesse até então.

Claro que rezava muito, chorava muito, amargamente. Tinha dores de cabeça, crises terríveis de enxaqueca que mal conseguia ficar de pé, por longos períodos. Estava morrendo, pois o mundo como as pessoas iam e vinham, não era o que eu buscava. Rogava a Deus pela verdade, buscava a verdade a todo momento.
Lembro que na proximidade de meus 21 anos, fiz uma profunda oração, aonde dizia que queria encontrar a verdade, que queria beber do cálice da verdade ainda que ampliada minha dor, e foi quando encontrei os ensinamentos Gnósticos.

Certamente antes disto já havia buscado muitas coisas, já havia devorado muitas teorias mas sem que reconhecesse nelas qualquer verdade.
Como o leitor deve imaginar, minhas leituras me conduziram até a Maçonaria também, que foi o ensinamento o qual realmente reconheci como uma profunda verdade e isto claro muito mais tarde foi explicado por ser meu Raio Esotérico.
Não ingressei em nenhum outro conhecimento sem ser o Gnóstico, certamente teria me tornado Maçom se não tivesse encontrado a Gnosis a tempo. Pois até então fora o conhecimento mais próximo daquilo que levava dentro que reconhecia como verdade. Claro que infelizmente hoje sei bem que a Maçonaria vive apenas das glórias do passado e de um reflexo do que já foi um dia e do que ainda é internamente.

Haveria muito mais para contar da infância da adolescência mas melhor dar continuidade na história...
Nesta época ainda sofria de pressão alta, depressão, enxaquecas terríveis.
Lembro-me que ainda antes de passar pelo Ritual de Iniciação Gnóstico eu vivi algo que me foi muito intenso, que foi a Prova do Guardião do Umbral que já relatei em outra oportunidade.
A Primeira vez que fui submetido a prova, eu fugi, lembro-me que diante de tão terrível emanação corri até outra cidade sem parar, foi necessário ser submetido uma segunda vez a prova, para que tivesse a devida intrepidez de desafiar e vencer tão terrível espectro da noite. Meu primeiro guardião do umbral foi uma criatura com formato de gorila.

Sempre se explica as pessoas que não tem experiências internas, que não recordam pelo menos, que a Iniciação se passa de olhos vendados, afirmo que não foi o meu caso, sempre recordava de cada novo grau, de cada novo nível, boa parte das vivências eram muito naturais e era muito comum viver algo e só então encontrar explicação nos livros. Ou seja eu não tentava viver o que era ensinado eu apenas encontrava nos livros as explicações daquilo que já havia vivido. Era muito comum depois de uma noite buscar um livro e ao abri-lo encontrar exatamente a explicação àquilo que havia se passado durante a noite.

Tenho de dizer que muitos vícios que as pessoas tem nunca sequer cogitei adentrar. Desde muito novo já tinha um parecer muito claro sobre o Álcool, e devido as medicações que os psiquiatras tentaram dar durante a infância, ficou para mim muito claro que meus sentidos jamais poderiam ser afetados por substâncias que alterassem as percepções.
Lembro de provar um gole de álcool uma vez durante a adolescência e dar uma única tragada em um cigarro. Obviamente o gosto era desagradável e o resultado daquilo era por demais estúpido para que eu concordasse em fazê-lo pela simples questão de agradar os demais. Lembro que sempre imaginei que isto me traria problemas de adaptação social mas optei pelo Espiritual, por esta guiatura interna que era o que sentia ser o certo.


Logo depois do Ritual de Iniciação Gnóstico passei a ser instruído internamente pelo V.M. Samael, muitas vezes o busquei, muitas vezes fui buscado por ele internamente. Algo que claro também ocorreu com outros Mestres. Lembro-me uma vez em meu corpo Astral Interior quando ele me ensinava e identificar o que eram defeitos o que eram virtudes e como interagir com eles, no sentido de dialogar e entender a natureza deles.
Recordo de cada nova veste que se recebia internamente, de cada novo ritual e mesmo da primeira espada que recebi, também de algo como um broche para usar na veste dos mundos internos.
Sei que muitas vezes haviam irmãos do próprio Lumisial presentes mas infelizmente não se recordavam dos fatos, pois claro tentei conversar com eles sobre os fatos.

É certamente impossível relatar todos os fatos vividos, mas muita coisa ocorreu nesta época. Minha depressão cessou, minha pressão alta acabou, havia encontrado uma guiatura espiritual interna, lembro que decidi por esta época aos 21 anos de idade, cessar toda medicação que ainda tomava, principalmente para pressão alta, o que se confirmou como adequado pois me sentia e estava curado.


Nesta época lembro que uma vez em Astral consciente fui buscar uma missionária que vivia no Lumisial Gnóstico que frequentava, e acabei por adentrar no Astral interior dela, foi a primeira vez que entrei dentro dos sonhos de outra pessoa. Infelizmente a pessoa estava hipnotizada demais em sua identificação, e sonhava que passeava de carro com outras pessoas e sequer me via ou era capaz de me escutar ou me ver lá.
Isto foi algo que nunca mais repeti por vontade própria, pois se mostrou muito invasivo e claro inútil neste caso em especial. Ainda mais que relatei a esta pessoa em questão, tal vivência.

Em um ano e meio havia chego até a Quinta Iniciação de Mistérios Menores, foi quando depois disto internamente se abriu todo um passado para mim, quando comecei a reviver drasticamente as existências anteriores, todas elas. Cada noite depois desta iniciação quando mal me deitava na cama, já via as imagens de todas as existências que já tive, cada encontro com a Verdade, ou seja, via principalmente meu Ritual de Iniciação em cada época, e confesso que já estive muitas vezes na Maçonaria, sempre retornei a ela, ficou claro isto naquela época.
Foi quando passei a frequentar conscientemente meu Raio Esotérico. Internamente, durante o descanso do corpo muitas e muitas noites fui atraído a estes Tempos Maçônicos e foi aonde vi pela primeira vez um Quadro Vivo, aonde encontrei dentre muitos personagens um quadro do V.M. Samael, aonde havia sua imagem em movimento e um número de corações que simbolizava quantas vezes já havia realizado a Obra.
Posso afirmar que também havia lá um quadro meu, próximo ao corredor central do Templo, e lá pude ver quantas vezes meu Íntimo já tinha realizado a Obra.

Uma coisa que sempre tive dificuldade em trazer ao físico eram as palavras do Ritual. Exatamente entendo para que não fossem estes Rituais dos mundos internos replicados no mundo físico e utilizado de maneiras nefastas ou negativas. Um dia depois do ritual, em um Templo Maçônico fui até o altar e li os rituais, então voltei voluntariamente ao físico com o objetivo de guardar em minha memória tão preciosas palavras.
A Verdade é que realmente a humanidade não estaria preparada por sua cultura para tão elevados Ritos.
Hoje em dia parte do que há, é certamente um caminho para que um dia estes rituais possam ser executados no físico. Infelizmente não temos a devida compreensão das coisas para escutar, afirmar e vivenciar tais divinas palavras.

Antes disto, recordo que passei a quarta e a quinta iniciações de mistérios menores ao mesmo tempo as provações. Foi muito duro o que me foi exigido espiritualmente, mas felizmente tomei as decisões de acordo com o Espírito.

A Sexta e a Sétima Iniciação de Mistérios Menores são talvez as mais reveladoras do Ciclo Probatório. Pois é na Sexta Iniciação que nos conectamos com nossa Alma Humana e nosso passado, e na Sétima com nosso Íntimo, de certa maneira especial.

Lembro que estava fisicamente em um Monastério Gnóstico quando recebi a Sétima Iniciação de Mistérios Menores. Naquele Templo, nos mundos internos, em certa noite, houve um Ritual de entrega do nome do Íntimo. Certamente não era a primeira vez que encontrava o caminho espiritual e não deve surpreender o leitor que tenha recebido o nome tão cedo.
Lembro que duas pessoas haviam recebido o nome interno naquela noite, a outra pessoa em questão já era Bispo, Institucionalmente, na época, e posteriormente fui verificar internamente que também era do Raio Esotérico Maçônico.
Não trouxe ao físico o nome, apenas o tamanho da palavra e a primeira letra gravada em minha memória. Lembro-me que quando acordei tive o terrível impulso de olhar minha mão direita e pela primeira vez na existência me deparei com que nesta mão havia lá claramente gravada aquela letra, daquele nome sagrado.

Confesso que fiz um acordo consciente com o Íntimo pela altura da Quinta Iniciação de Mistérios Menores, eu pedi que ele me entregasse a sabedoria Divina em troca de qualquer sabedoria Humana que eu pudesse vir a conquistar. Foi quando abandonei a faculdade faltando apenas dois semestres para concluí-la e foi o motivo pelo qual foram muito rápidas as iniciações posteriores.

A Oitava Iniciação de Mistérios Menores foi o processo mais terrível que já vivi até hoje, talvez também o de maior recompensa. Nesta época fui enviado para cumprir uma difícil missão em outra cidade, pela instituição que participava na época. Quase sem comida, sem atividades de lazer, vivendo praticamente como um monge, me dedicava a totalidade de meu tempo para o Espírito.
Vivia muito só, foi quando me adentrei mais profundamente na prática da meditação.
Nesta época meu sofrimento se tornou muito grande, e haviam severas decisões a serem tomadas no sentido Espiritual.

Foi nesta época que encontrei o Símbolo CLXV, durante um Samadhi, e logo depois recebi a missão internamente de desenvolver estes trabalho que até hoje ocorrem.

Sei que pode ser difícil para alguns dos leitores aceitarem estas coisas... talvez algumas delas, talvez todas elas. Mas para mim isto era minha realidade. Lembro que lá na época da Quinta Iniciação de Mistérios Menores eu fui recebido no templo e chamado de Chela, nunca havia ouvido ou lido sobre esta palavra. Nesta época estavam nos ensinando sobre os Rituais e o Sacerdócio. Na verdade era um Curso de Sacerdotes que estava sendo dado diretamente pelos Mestres, nos templos internos. Tempos depois que fui encontrar em um livro o que aquilo significava...

Foi por esta época que também acabei fazendo um jejum de Nove dias apenas com água, em um Templo de Mistérios Maiores. Até então apenas o Vigário e um Missionário Internacional haviam concluído o jejum. Lembro-me que disse a este irmão, este missionário que sairia daquele Templo depois de nove dias ou morto, pois não havia outra opção, era minha vontade concluir aquele processo.
Descendi lá com dois objetivos, um de tomar uma decisão de que rumos seguir em minha vida, e também para poder dialogar com meu Daimon interior. Depois disto soube que outras pessoas conseguiram concluir o Jejum no Templo, algo que não estava acontecendo até então.

Ao longo da Nona Iniciação de Mistérios Menores minha maior provação foi um ordenamento recebido pela Loja Branca, diretamente de um Venerável Mestre, que contrariava o gosto do Vigário no mundo físico e mesmo da normalidade institucional. Obviamente isto rendeu dores, também rendeu muitos ganhos espirituais...
Nesta época quando estes processos se iniciaram eu já imaginava que resultariam com minha expulsão.
Mas foi quando me dei conta de que era meu chamado a Luz... Sempre se diz que a Igreja é a Mãe do Cristo, a questão é que até então vivi nas Trevas, com uma Luz emprestada, e estava tendo de escolher em viver sob um julgo e ordens de pessoas adormecidas ou seguir a Luz que dentro e fora de mim me guiava.
Meu consolo é que sentia ser um processo natural, apesar de doloroso. Ou seja, depois dos Nove Meses Espirituais, era chamado à Luz, foi meu Parto e em vez de viver dentro da Mãe Igreja, viveria a seu lado.

Se formos observar a vida dos Mestres, da maior parte deles, este é um processo natural e comum a todos eles. O Próprio Mestre Samael iniciou sua jornada no Rosacrucismo, muitos dos Mestres que se tem atualmente acabaram rompendo ou sendo removidos de suas instituições originais ou claro viveram este processo e outra forma, já que nem sempre é igual.

Nem todas as pessoas tem de passar estas iniciações da forma que aqui relatamos, muitos passam nos mundos internos as provas, sem que a contraparte física seja tão severa. Infelizmente não é a primeira vez que trilhamos o caminho e nos coube viver desta maneira, pois apesar de ser o mesmo, não é.

Para mim era muito estranho ver os Mestres Internamente, receber seus ensinamentos, na época institucional, e somente muito tempo depois ver estes ensinamentos chegarem pelos meios institucionais. Claro que haviam muitos erros por parte dos dirigentes e muitos ordenamentos que internamente eram dados nunca eram executados ou cumpridos. Com o tempo fui entendendo que mais uma vez estava na mesma realidade que vivia com meus Pais, aonde eu vivia uma coisa mas eles viviam outra realidade.

Lembro-me que tive uma conversa franca com um dirigente, contei algumas histórias de minha existência e este se abriu dizendo que nada daquilo tinha vivido, que não tinha quaisquer experiências, etc. Foi quando ficou muito clara a realidade dos dirigentes todos, e em geral de todas as pessoas que apesar de buscarem o caminho, não o viviam.

O que aqui relatamos já são histórias muito antigas que relatamos com o objetivo de apenas dar a conhecer uma fração de vida, também de afirmar a mesmo os que ainda andam vendados no caminho que isto não dura para sempre. Que chegará o dia que retornarão ao mundo e sentirão a continuidade de suas existências que receberão mais uma vez o que foi perdido e que serão premiados por seus esforços e constantes sacrifícios nesta jornada ao Espírito.

Tempo depois, chega o Receptor do Pequeno Sabaoth, o Digno, o do Meio. Ele traz consigo uma taça cheia de Idéias, Sabedoria e Sobriedade, entregando-a à referida Alma. E eles vertem-na num corpo que não pode adormecer, nem esquecer, devido à taça da Sobriedade que lhe foi entregue. Contudo, constantemente se angustiará o seu coração, perguntando-se a si própria pelos Mistérios da Luz, até que os encontre através da Virgem da Luz e herde a Luz pana sempre.” - Pistis Sophia

19/06/2018