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CLXV
Textos sobre Metafísica
O Ultimato

O Mundo físico no qual vivemos, é em parte um desdobramento de seções superiores deste mesmo mundo. Muito daquilo que vemos fisicamente, é simplesmente a cristalização de certas forças, de certas normas, de certos valores espirituais.

Isto significa que tanto física como espiritualmente, muitas coisas são similares, ainda que ocorram em diferentes regiões, e por vezes um é o resultado do outro. Quer dizer, o físico é o resultado do Espiritual, ou "menos material" (uma matéria de tipo superior e invisível aos sentidos humanos mas de mais fácil percepção), e também o Espiritual é o resultado de certas ações ou processos físicos.
A Energia pode se converter em Matéria e a Matéria pode ser convertida em energia.

Existem certos processos Físicos que quando de um impasse, quando de um assunto sem resolução, sem saída, exige-se o que se chama de "O Ultimato", que é a única e final declaração de uma solução. Isto é, uma última proposta, uma última exigência, antes de se declarar que todas as formas possíveis de solução amenas foram tentadas.
Em outras palavras, é um último esforço diante de um impasse terrível, antes de uma declaração de rompimento, de Guerra.
O Ultimato é realmente o último recurso, quando todo o diálogo e toda possibilidade ordinária já foi executada.

Isto claro vemos ocorrer por vezes entre nações, quando um Estado se vê ameaçado irremediavelmente de alguma maneira. Nós já vimos na história recente Países quererem reivindicar outras regiões como parte de sua nação, e muitos diálogos, mesmo guerrilhas lutando por terras, por ideais, etc.

Nem sempre se termina uma disputa em um Ultimato, porque encontramos soluções mais amenas, do que uma última declaração sem retorno que conduz a uma solução que pode ser completamente desfavorável a um lado ou mesmo a ambos.

Claro que um exemplo de Ultimato é como aquela saudosa frase conhecida da Independência do Brasil: "Independência ou Morte!". É certamente um exemplo do extremo de uma proposta irredutível e final quanto a um assunto que não tem solução verbal, ou de meias ações.
Neste caso da Independência do Brasil, fica claro que se predispunham a pagar com seu próprio sangue, sua vida, ou de seus inimigos, se não houvesse atendida sua demanda final.

Sempre as nações, os povos, avaliam o peso de um problema e o custo que se paga para resolver este problema. Isto porque muitas vezes uma solução por vezes tem um custo muito maior do que o próprio problema. Ainda assim, pode se tentar dialogar a respeito e vendo que não tem solução, aceitar o problema em vez de invocar o ultimato.

Bem, Espiritualmente, existe igualmente "O Ultimato", e pode ser aplicado por uma força Espiritual, ou pode ser evocado diante do Espírito como último recurso na solução de um problema irremediável o qual tentou-se todas as formas possíveis.

O Ultimato no sentido Espiritual é uma declaração de intenções, e de resultados, caso certas exigências não sejam atendidas. Por vezes o Espírito dá a Humanidade, a um Povo, ou associação de pessoas (famílias, empresas, etc), mesmo a um indivíduo uma Declaração Final, acerca de certa questão que necessita ser resolvida, ou que gerariam consequências irremediáveis e irreversíveis.
Este Ultimato é um último recurso que usa o Espírito para resolver em definitivo uma questão, muito similar a independência que anteriormente relatamos. O Espírito por exemplo poderia cobrar certa questão insolúvel com a morte de um indivíduo, poderia gerar situações terríveis na vida de um povo, assim igualmente poderia gerar catástrofes tanto naturais como epidemiológicas e assim por diante.
Se recordarmos de Moisés e suas Dez Pragas, mesmo das Sete Pragas do Apocalipse, no fundo isto é exatamente a execução de um Ultimato não resolvido.

Civilizações inteiras desapareceram depois de um Ultimato, grandes catástrofes sempre acompanharam Ultimatos Espirituais. Claro que as pessoas sempre justificarão que não tem meios para saber destes ultimatos, que não conhecem a vontade da Divindade, e que não reconhecem, como nunca reconheceram, seus interlocutores.
A Vontade Divina, sabemos por manifestação de nossa própria Consciência, integrada com a Consciência Universal, bem como por meio dos Profetas que falam da Vontade Divina.

Muitos alertas que fazem as pobres pessoas no relativo a problemas sociais, relativo a situações de eminente desastre, são ultimatos sendo manifestados por meio de um indivíduo que se sensibiliza com tal ou qual questão.

Mas o que queremos aqui hoje evocar, o que queremos aqui hoje declarar, o que queremos aqui hoje realmente tratar, é um tipo diferente de Ultimato. Nosso objetivo final contudo isto que dissemos é afirmar que o Indivíduo pode, dentro de certos contextos Evocar o Ultimato, sobre certas situações, diante do próprio Espírito.
Ou seja, que pode pedir um posicionamento final, sobre tal ou qual situação, pode alcançar um Juízo sobre si mesmo, e sobre aquilo que anela.
Nós todos somos julgados quando de nossa morte, é o que define nosso destino, é o que determina, em parte, quando, como, onde, iremos retornar a este tortuoso mundo em que hoje vivemos. Este Ultimato, quando evocado, gera um Julgamento muito similar a este que ocorre quando de nossa morte, pois é pesado nosso valor, nossas boas e más ações, nosso peso para o mundo, nosso peso diante do Espírito, e a consequência tanto daquilo que estamos pedindo, quanto daquilo que faremos, caso não tenhamos nossa solicitação atendida, bem como quais são os termos da divindade para que isto ocorra.

Por exemplo, aqui sempre afirmamos que não tem um Desdobramento Astral, quem não queira, não faz uma consulta a um Mestre da Loja Branca, cara a cara, quem realmente não se predispõe. Porque as pessoas são completamente volúveis em seus estados psicológicos e emocionais, bem como em geral não tentam por elas mesmas resolver as coisas.
Vejam que se todos nós tivéssemos um Cristo vivo, ou em outras palavras, uma Criatura a qual pudéssemos consultar acerca de todos os problemas que temos, e todos os problemas do mundo, e todos aceitássemos e seguíssemos seu julgamento, nunca aprenderíamos absolutamente nada, nunca faríamos absolutamente nada.
Assim que é natural que haja este distanciamento, este silêncio, estas trevas, para o indivíduo, para as associações em geral, povos, humanidade como um todo. Há claro períodos que a luz se levanta e ilumina por um momento as nações e povos, ou mesmo alguns indivíduos, e logo se retira dando a cada um o livre arbítrio para exercer aquilo que é, e tornar-se aquilo que está disposto a ser.

Evocar conscientemente este Ultimato, é realmente colocar o peso da verdade e solucionar em definitivo qualquer solução, sem solução.
Muitas pessoas tem doenças, muitas pessoas tem problemas, e por vezes a solução destes problemas é clara, mas a pessoa prefere o mal do problema, da doença, a resolver o problema. Claro que por vezes o próprio problema tornou-se o próprio pagamento pelo mal cometido... Ainda assim, é possível, sob certos argumentos iniciar um ultimato, no relativo a isto.

A Questão é porque, para que...

Os Criadores da Aurora, quando da perda da esperança em uma humanidade, quando já se fez o que se poderia fazer, declaram o fim diante de um ultimato, diante de uma sentença final de seus crimes, os quais são em última síntese aquilo que algumas religiões declaram como Apocalipse Cristão, ou mesmo o Ragnarok Nórdico. A Grande Inundação citada na mitologia Grega, incitada por Zeus, nos recorda exatamente aquela mesma inundação do Apocalipse Cristão que marca os sucessivos Ultimatos em diferentes esferas.
Um Ultimato dado a um Povo cuja negativa eram as Dez Pragas, e a Grande Inundação como resultado de uma negativa diante de um Ultimato Global, por assim se dizer.

Claro que muito disto não é literal, mas são fins e recomeços, são novos processos que são gerados por estes Ultimatos.

Imaginem um indivíduo que realmente lutou arduamente acerca de qualquer situação e ao longo da vida não teve certo resultado. Se este realmente anseia, se este realmente se dispõe, se tem sua vontade perfeitamente direcionada a isto, se anseia por este algo, tanto quanto seu organismo instintivamente anseia por ar. Tem-se de certa maneira uma prévia do que é as vésperas um Ultimato.

O Ultimato por requisição, digamos assim, ele realmente tem certas exigências para ser realizado, e em geral tem certas cobranças que serão dadas como sentença que terão de inevitavelmente serem cumpridas.

Vejam que mesmo aquele conhecido processo de "Independência ou Morte!", teve mais além deste fato, discussões, e mesmo exigências por parte do Império Português, no relativo a como se faria a retirada das tropas, a transição para este novo governo, e mesmo como ficariam as relações entre as duas então nações.
Ou seja, o ultimato igualmente gera certos "termos", digamos assim, que se não são cumpridos, que se não chegam-se a um consenso, fazem com que a declaração inicial seja executada entre as partes.

No sentido espiritual, temos de entender, quando um indivíduo evoca o Ultimato, há, por assim dizer, graves exigências por parte do espírito em compensação pela realização do que lhe é ansiado.
Se relembramos a história de Zanoni, se recordamos o que é relatado pelos Mestres Modernos, no relativo a aquele processo de sua morte, foi exatamente o sacrifício de sua vida, o pagamento pela Revolução Francesa.
Isto é, neste caso, este entregava-se ao cadafalso, como um estopim espiritual para uma revolução ansiada e necessária.

Nós temos de ter muito em vista aquilo que sentimos, aquilo que palpita em nossa Consciência, porque é exatamente por aí, que reconhecemos dentro de nós mesmos, quando haja algum tipo de Ultimato, e os termos de tal ultimato. Claro que de acordo com o grau de desenvolvimento espiritual e de capacidades espirituais que tenha cada indivíduo ou nação, haverá diferentes meios de conhecer e reconhecer tais processos acontecendo.

O Ultimato...

12-09-2018