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CLXV
Textos sobre Metafísica
Intervenção Divina

A Vida tem muitas coisas incompreendidas pela grande absoluta parte da humanidade. Nem tudo é o que parece, e por este motivo muitas vezes as pessoas chegam a conclusões equivocadas e levam uma vida muito distante daquilo que deveriam.

A Divindade por vezes opera de maneira Misteriosa, até mesmo poderíamos dizer obscura para o Intelecto humano, para poder prover o que é necessário para uma mudança, para um conserto.
Muito daquilo que imaginamos acerca de Deus e da forma como opera, são fantasias criadas ao longo da existência humanidade que se sustentam no pensamento das pessoas como um dogma inquebrantável, lamentavelmente.

Certamente o Leitor já deve ter visto em seus sonhos coisas terríveis, ter estado em situações aonde algum perigo iminente lhe leva a fazer profundas reflexões acerca de sua vida, de suas decisões. Bem, hoje vamos relatar uma destas situações de um ponto de vista inusitado, algo que certamente chocará ao leitor.

Estava este que vos escreve consciente nas regiões internas da natureza (nos referimos ao que as pessoas vulgarmente chamam de sonhos), dando alguma necessária ajuda verbal, acerca de orientações, a um individuo que em seu trabalho estava cometendo erros que poderiam prejudicar drasticamente sua vida. Logo após algumas admoestações a este indivíduo me senti impelido a me transportar internamente para outra região muito distante...

Chegando lá, sabia que estava em solo sagrado, haviam neste local alguns indivíduos e cumpri com certa função que não vem ao caso neste momento, e mais uma vez me senti impelido a me deslocar internamente para outra região em especial.

Foi quando ocorreu o fato inusitado de uma Intervenção Divina em um formato que até então não havia trazido recordações de ter desempenhado...
Chegando a um certo local, uma edificação, vi um adulto e uma criança o qual sabia que deveria os assustar terrivelmente (por uma percepção divina), logo vi seus medos mais profundos e assumi a forma de uma criatura que se assemelha ao que popularmente conhecemos como "A Morte", meu tamanho dobrou três vezes em largura, duas em altura, assumi uma forma esquelética e fiz surgir uma longa capa negra com um especial brilho púrpura. Ergui meus braços em direção as pobres criaturas apavoradas e as persegui até o último andar aonde havia sido modificada internamente para não ter portas ou saída ao fim.
Uma pessoa me acompanhava e lhe explicava mentalmente que não seriam prejudicadas as pessoas, senão que estava se fazendo aquilo para seu próprio bem.
A Criança foi retirada através da parede e levada para a frente da edificação aonde aguardou lá até eu terminar de Admoestar severamente, terrivelmente, ao Adulto. Já em forma humana me desloquei até a criança e lhe disse para ser uma boa pessoa. A Criança concordou com sua cabeça, sem fala, e aliviada pela situação terrível ter terminado.
Assim houveram sucessivas intervenções similares, aonde uma simples conversa ou orientação não seria suficiente, somente estas Almas escutariam o Terror, a dor.

Logo me vi atravessando uma importante avenida movimentada, havia ali no meio da avenida, em um canteiro central entre as duas mãos, um rapaz sentado no chão com algumas coisas em volta... Percebia dele claramente seus sentimentos e pensamentos, e em uma palavra resumi suas intenções e determinei seu impulso: Suicida. Rapidamente internamente foi calculado, por assim dizer, a melhor forma de ajudá-lo, e me vi desenhando em minha própria roupa com o dedo um "X", um segundo "X", logo duas linhas uma por cima e outra abaixo do X. Com muita agilidade enrolei um fio ao redor do pescoço do indivíduo e me desloquei para o outro lado da avenida, logo foi dado a perceber ao indivíduo que em seu pescoço havia um cordão enroscado, este ao perceber o fato, e ver que um caminhão se deslocava em direção do fio que causaria um ferimento supostamente fatal, por acreditar que estava na realidade tridimensional, se desesperou e tentou horrorizado a remover tal terrível armadilha. Claro que seus esforços foram inúteis e este foi arrancado de onde estava e jogado muito longe de onde estava. Eu claro permaneci imóvel, segurando o outro lado do fio, já que estava consciente e sabia que o caminhão não me causaria nenhum dano, nem poderia me retirar do lugar, a não ser que acreditasse que fosse possível. Quando fui ver o indivíduo no lugar aonde havia caído, ele já havia acordado, não estava mais nas regiões internas da natureza (não estava mais dormindo, popularmente falando).

Neste segundo caso, igualmente a mesma pessoa me acompanhava e certamente não compreendera muito o que aconteceu, além de que ficou assustada, até horrorizada com tais feitos internos.

Logo decidi voltar ao físico, acordar, para gravar tais memórias de maneira plena em minha memória física. Acabei inevitavelmente recordando de terrores os quais vivenciei internamente em minha infância e juventude em meus sonhos e me questionando quais destes haviam sido similares intervenções divinas.

É Certo que muitas pessoas são por demais instintivas, são por demais emocionais ou intelectivas e não são capazes por escutar a voz da razão, e de nada lhe adiantaria a Divindade lhe enviar um intercessor que viesse com palavras amenas as quais não seriam levadas em conta, ou sequer ouvidas.

Certamente o suicida experimentou internamente o sabor do que é a morte e teve de reavaliar o sentido de sua vida. É um exemplo muito claro de que no fundo este ansiava viver, apenas não estava avaliando corretamente sua situação em vida ou buscado as soluções adequadas para seus supostos problemas.
Neste caso em específico de nada adiantaria afirmar qualquer coisa a este, pois se colocaria em uma posição defensiva de sua opinião, do que são seus desejos e senão que somente se alimentaria o mal que nele se manifesta.

Sei que o que está sendo dito choca ao leitor, mas perceba que nestes momentos faz-se manifesto no indivíduo que cumpre tal tarefa, tal função, o dom necessário para avaliar e realizar o que se corresponde ser feito.


É Muito difícil de explicar a outro indivíduo como se processa isto tudo destas intervenções, porque são percepções que não são humanas que se manifestam naqueles momentos, não há realmente um pensamento como conhecemos, ou emoções, são percepções espirituais, são observações acerca dos possíveis destinos de cada intervenção, e assim por diante.
O Que podemos assegurar é que no fundo ninguém é realmente esquecido pela divindade, senão que por vezes não temos a resposta que gostaríamos, da forma como gostaríamos, porque não somos capazes de assimilar adequadamente tal formato de ajuda.


Quantas pessoas sentem o terrível anelo de poder falar com a Divindade, realmente cara a cara, por assim dizer. Isto são ocorrências extremamente raras e sensíveis que ocorrem sob circunstâncias realmente muito especiais e excepcionais.
No entanto de que adiantaria tal contato? De que serviria a Divindade argumentar com um indivíduo que não é capaz de escutar...
Porque esta é a realidade do mundo, a Divindade fala por todos os lados com catástrofes, tragédias, doenças, morte, e não é escutada. Isto para não falar de seus Profetas, de tantas palavras, de tanta ajuda física e interna que todos recebem irremediavelmente.

Temos realmente de aprender a observar nossas ações e suas consequências pois aí está a resposta que muitos procuram. Ou pelo menos uma primeira resposta.... Como já dissemos tantas vezes, as dores são sinais muito objetivos de que estamos fazendo algo que nos prejudica, assim que temos de avaliar a razão destas dores e o motivo pelo qual seguimos nos fazendo este mal.

Lhes garanto firmemente que se as pessoas tivessem a capacidade de realmente escutar e aproveitar conscientemente o que lhes é dito, a Divindade lhes falaria muito mais, teriam tantas luzes quanto poderiam suportar, a questão é que, em realidade, as pessoas preferem viver em trevas e não suportam a Luz.

Então por vezes a Divindade se transfigura em Trevas para poder arrastar seus filhos para a Luz!

23/09/2018