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CLXV
Textos sobre Metafísica
[CLXV] A Existência Humana

Quando falamos de símbolos, certamente muitos elementos vem no imaginário das pessoas, cada um com seu valor, cada um com seu propósito, cada um com sua função e sua funcionalidade.

Hoje mais uma vez vamos falar acerca do Símbolo CLXV (16890) e de seu complemento MDCLXV (7156892034).
O Símbolo CLXV, que foi o Mistério que fundamentalmente deu origem a estes trabalhos que aqui realizamos, constitui-se de uma força Criadora Central que é o "8", deste se desdobra dois opostos, acima deste o "1", abaixo deste o "0".
O Um representado por uma linha vertical, o oito como um símbolo do infinito (uma linha curva sem fim), e um zero como um círculo, são os únicos números que continuam sendo os mesmos números mesmo invertidos. Assim temos uma força Afirmativa em cima, uma força Neutra ao meio e uma força Negativa abaixo (180).
Disto surge outras duas forças que são a progressão do Zero para o Um, o "6", e do Um para o Zero, o "9". O Seis fica a esquerda da figura vista de frente, e o Nove a direita visto de frente.

Este conjunto forma o Símbolo CLXV.
Além disto temos os números Sete, Cinco, Dois, Três e Quatro que se dispõe em um segundo plano formando o Símbolo MDCLXV. Acima do Um, há o "7", a esquerda do Seis, há o "5", há direita do Nove, há o "2", e abaixo do Zero, há o "3" e o "4" lado a lado, respectivamente.

É Interessante mostrar que há uma severa harmonia em todo o Símbolo, seja na demonstração dos Contrários como o 1 e o 0, Símbolos seja do Sol e da Lua, do Dia e da Noite, do Homem e da Mulher, da Vida e da Morte, da Luz e das Trevas, e tantas coisas mais inumeradas visíveis e invisíveis que conformam o mundo que vemos e aquele que não vemos.
Assim temos o 6 e o 9, como perfeita alternância e relação entre as duas forças primarias e um eixo central que é o 8, ou infinito.
No segundo plano vemos que há um 7 acima do Um, e também ao lado do Seis e do Nove, o 5 e o 2, que também formam um 7, se somados. Igualmente abaixo do Zero temos o 3 e o 4, que mais uma vez somados são 7, símbolo das forças de sustentação universais.

Algo que também mostra perfeita harmonia é o fato de que os números 6 e 5, que ficam juntos no símbolo completo, e também o 9 e o 2 somam ambos 11.

Certamente isto tudo é muito mais do que um acaso interessante, ainda mais por não ser fruto de algo humano que penetrou o campo Divino, e sim de algo Divino que cristalizou-se já pronto no campo Humano.
O Que queremos afirmar é que isto não foi forjado, isto não foi criado pela mente de uma pessoa, senão que foi visto, e encontrado tal qual foi descrito, em seu formato original, em sua plena manifestação espiritual, em regiões internas da natureza.

Explicado isto, reafirmamos que tal símbolo é a Chave Primordial da Criação, e o elo entre todas as coisas existentes, podendo sempre servir de medida para qualquer assunto, também como base para qualquer compreensão necessária, sobre o que quer que seja.
Já afirmamos em outras oportunidades que mesmo outros símbolos acabam tendo origem neste mesmo símbolo em questão. Seja a própria Cruz, o Pentagrama, o Esquadro e Compasso Maçônicos, o Yin-Yang, o próprio temido Símbolo do Baphomet, dentre tantos outros inumeráveis através da história.

Sendo assim, toda a vida, todas as coisas, sejam Divinas, Humanas ou mesmo Abismais podem ser compreendidas com esta Chave Universal, já que é dela que emana o fundamento de todo o existente.

Um Exemplo muito claro que podemos dar disto são os Mistérios referentes a Existência Humana. Poderíamos usar este mesmo Mistério para falar da Criação dos Mundos, para falar da Gravitação Universal, realmente de qualquer coisa que fosse nosso objetivo compreender nestes momentos, mas hoje falaremos da Existência, no estágio Humano.
A Existência (8) por si só, tem duas polaridades, duas naturezas opostos que são a Vida (1) e a Morte (0), A Vida é um tipo de existência Positiva, a Morte é um tipo de existência Negativo.
Nada realmente deixa de existir, há o que vive e há o que não vive, ainda assim a própria morte é um outro tipo de vida.

Toda Existência (8) é caracterizada por estes dois extremos, Vida (1), e Morte (0), como é natural, e bem sabemos, é necessário uma Força que conduza o Estado Negativo ao Positivo e o Positivo ao Negativo. O Que liga a Morte (0) e a Vida (1), é o Nascimento (6), o que conduz da Vida (1) a Morte (0), é o Desencarne (9). Ou em outras palavras, o Nascimento (6) é o Encarne de uma Alma que estava Morta, e o Desencarne (9), é a saída de uma Alma de um Corpo Físico, para que cesse a vida.

Assim temos o Ciclo Existencial (8) de Vida (1) e Morte (0), interligados pelo Nascimento (6) e o Desencarne (9).
Esta é a roda que gira 108 vezes para cada ciclo humano, interessante demonstrar que mesmo aí neste número encontramos os princípios Um, Oito e Zero.

É Claro que a Existência não é apenas um ciclo de Nascimentos e Desencarnes, existem outras possibilidades mais além deste próprio ciclo que acabam sendo explicadas e encaixadas com a observação do Símbolo Completo (MDCLXV).
Na Vida (1), temos a possibilidade de trilhar algo mais além do que a mera existência Humana, que é ascender esta escada Mística que conduz da Matéria ao Espírito, do Humano ao Divino. Este Caminho Espiritual (representado pelo 7 acima do Um), é o escape dos ciclos evolutivos e involutivos que nos impõe a vida. O Próprio Sentido da Vida é explicado por este Sete, o qual é a Grane Obra (7), é o Caminho Espiritual o qual podemos realiza-lo se assim nos convida o Espírito Divino e se realmente assim nos propomos, se verdadeiramente nos dispusemos.

Já Dissemos que o Nascimento é simbolizado pelo 6, e a Morte simbolizada pelo 9.
O Seis é na verdade a Vinda de uma Alma para a Terra, no entanto há um segundo processo o qual é representado pelo 5, ao lado esquerdo deste Seis, que é o Advento Espiritual, quando o Íntimo toma posse, integra-se, encarna-se por meio da Alma, em um Corpo Humano. É um Segundo Nascimento tal Advento.
Claro que há muito mais na vida que estes simples fatos, mesmo mais além do Íntimo encarna-se há trabalhos que este realiza, e outras forças que devem ser encarnadas, e aí que encontramos o mistério do 11, do 15, e do 11, somas do 5 e 6, do 8 e 7, e do 9 e 2, mas não adentraremos por este caminho, pelo menos não neste momento.

É Dito e bem sabido por muitos que há mortos que estão vivos, e há vivos que estão mortos. Não há frase melhor para explicar a fração 2 ao lado do 9. O Nove simboliza o processo transitório entre a Vida e a Morte quando a Alma deixa o corpo e este cessa suas funções vitais. Neste exemplo relacionado a existência o 2, representa a formação do Quaternário. Quando ainda Vivo, alguém morre, e segue a viver.
Isto significa que ainda que sua Alma praticamente por inteiro seja arrojada de seu corpo, uma pequena fração de si mesmo continua a existir e este não passa pelo 9 (a Morte), ainda assim morre.
Similar ao que ocorre nisto do Segundo Nascimento, afinal já se está vivo, mas ainda assim uma segunda força superior passa a manifestar-se por meio daquele primeiro que veio preparar-se.

Após o Desencarne (9), quando encaramos a Morte (0), existe três caminhos possíveis, Nascer Novamente (6), ir ao Paraíso (3), ir ao Abismo (4).
Após a morte passamos por um Julgamento de nossas ações, o qual seu profundo significado também poderíamos explicar com o próprio Símbolo CLXV, como já foi feito oportunamente em outro momento. Este Julgamento tem três possíveis resultados, A Balança a Favor (3), a Balança Neutra (6), a Balança Contra (4).
Isto claro é o resultado final do que foi nossa vida, e do que realizamos ao longo da mesma. Se ao fim o resultado foi negativo, vamos ao Abismo, Abismo este que tanto pode se referir a Castigos temporários como a própria involução.
Se o resultado final foi positivo, tem-se a possibilidade da Alma ser conduzida temporariamente ou definitivamente ao Paraíso, seja pelo resultado parcial da Grande Obra (Trabalho Espiritual) ou mesmo pelo seu merecimento ainda que temporário de penetrar em tais regiões e obter seu merecido descanso e a adequada instrução e alimento espiritual.

Falando da Morte (0), não podemos nos esquecer deste terceiro Sete submergido (3+4), o qual certamente está relacionado àquele terrível e temível processo aonde o Cristo passa por aquela provação final antes de sua Ressurreição e tem de vencer a própria Morte e liberar-se do próprio Céu e do Abismo para ascender livre a regiões Invisíveis e Incompreendidas, ainda mais Divinas e Superiores.

Assim, vemos que há uma chave para cada fechadura e há uma chave que é o molde para todas as chaves.
Este é o Símbolo de toda a palavra que Ele pronunciara, e a chave para entender o mistério de toda a Gnosis Universal.

27/09/2018