CLXV
Textos sobre Metafísica
Os Caminhos de Deus

Todos os dias, diversas pessoas a sua maneira cultuam o Divino, realizam suas orações, fazem suas ritualísticas, e certamente diferem drasticamente uma das outras em sua forma, também em seu entendimento da Divindade.

É Natural que hajam diferentes formatos de Culto ao Divino, porque existem diferentes tipos de pessoas. Nem todas as pessoas tem a mesma origem, nem todas as Almas se interessariam pelo Divino se houvesse apenas um caminho, uma forma a seguir.
Temos de entender que isto não é uma questão simplesmente de conceito, de pensamento, é algo que está ligado ao sangue, também à Psique.


Muitas pessoas acabam não progredindo Espiritualmente, no sentido de adentrar realmente aos Mistérios e Despertar nas Regiões Internas da Natureza, porque sua prática por vezes não corresponde àquilo que realmente este está ligado internamente e por isto falha em ter avanços reais e concretos em uma Obra Espiritual.

É Certo que muito podemos aprender de toda a Sabedoria existente, e que os Diferentes Caminhos para Deus nos ensinam a sua maneira muitas práticas e técnicas que de uma forma ou de outra aproveitamos se somos sábios.
O Que queremos dizer é que o natural na senda Espiritual é que desvendemos e nos integremos com este caminho que nos pertence, com este Raio Primordial Espiritual que nos conduz até a Divindade.

Este que aqui escreve pertence ao Raio Maçônico, algo que como já dissemos é uma ligação interna, pois em fatos nunca participou de nenhuma instituição do Gênero ao longo desta existência, no campo físico, tridimensional.
Este processo de Desvelamento do Raio, aconteceu, como já citamos em outros momentos, ao longo dos processos de Sexta Iniciação de Mistérios Menores, quando pude reviver ao longo das mais distintas existências uma recapitulação das Iniciações já vividas e dos processos junto à Maçonaria Espiritual.


Muito de nossos interesses, da forma como conseguimos observar e mesmo executar certas coisas, no campo Espiritual, está relacionado ao nosso Raio Esotérico.

Há coisas que ocorrem nos mundos internos que por vezes causam grande surpresa.
Algumas poucas noites atrás estando nas Regiões Internas da Natureza, me vi em uma Reunião com uma classe distinta de Criaturas, criaturas estas que se denominavam "Mamas". Assim se referiam a cada um dos presentes, "Mama", e seu nome Espiritual, ou por vezes apenas "Mama", direcionando sua atenção a quem queriam falar.
Nestes momentos de Consciência Interior, o que me espantou é que eu era também chamado de "Mama", o que confesso não sabia o que significava, pelo menos não como pessoa.

É Difícil explicar as nuances de como é o mundo do Espírito, mesmo o mundo Anímico para quem não tem Experiências Conscientes, mas há uma discrepância entre as distintas partes que nos conformam e muitas vezes em um nível estamos Conscientes e Ativos, e sob outro aspecto somos apenas participantes da situação.
Algumas vezes podemos ver pelos Olhos do Íntimo, integrados com ele, por vezes também a Alma está desperta, mas aquilo que somos fisicamente, nossa Personalidade e mesmo boa parte daquilo que somos como pensamentos e sentimentos cotidianos, não nos acompanha, por assim dizer, nestas regiões por onde vamos.
Isto significa que quando vemos algo Espiritualmente ou Animicamente, ainda que sejamos nós que fazemos, no fundo não somos, por isto que é tão necessário diferenciar o que é o Íntimo, o que seja a Consciência, o que seja a Alma e mesmo o quaternário inferior.

Nem precisamos ir tão longe, basta recordar as distintas partes autônomas do Ser, que tendo cada uma sua função e características próprias, quando da manifestação de cada uma das partes pode em determinado momento Saber e Fazer o que é necessário, mas quando é substituída por outra, muda sua forma e seu entendimento, mesmo sua percepção sobre certos eventos.

Depois desta experiência aonde era chamado de Mama, e que me referia aos demais presentes como Mama, igualmente, fui pesquisar o significado da palavra que não me era estranho mas que não sabia o que significava, senão que me recordava o termo "Mãe". "Mama" significa Mãe, assim como Pacha-mama significa "Mãe Terra".
Minha percepção final, foi que estes chamavam-se uns aos outros desta maneira, da mesma forma que nos referimos aos Instrutores da Humanidade de Mestres. Como era uma Reunião com membros do Raio Maia, usavam sua terminologia própria, respeitando sua maneira e seu rito.


Nesta noite que passou, encontrei nos mundos internos um livro bastante interessante, este recordo bem a parte final do título que tinha em letras capitulares escrito DEUS. Seu titulo inicial era uma referência a dois Raios Esotéricos, dando a entender que estes, assim como outros caminhos, conduziam ao mesmo fim, DEUS.

O Interior do livro tratava exatamente disto, falava de diferentes Religiões, mesmo sub-religiões que se formaram e que eram funcionais em algum momento da História para conduzir algumas pessoas até a Divindade.
Este livro tratava principalmente de Aceitação, de Harmonia entre os diferentes Raios, entre os diferentes tipos de Culto, de pessoas, e do momento que cada um vive.

É Claro que cada um de nós tem uma visão mais ou menos clara do que é certo, do que é justo, do que é necessário, mas inevitavelmente temos de compreender que existe muito mais no mundo e que não necessariamente é algo errado, senão que simplesmente é diferente, é uma outra forma de ver, até mesmo de realizar exatamente o mesmo que estamos fazendo.

Nem todos tem o impulso, ou mesmo receberam um chamado espiritual, que dirá encontraram o caminho que realmente lhes corresponde. Ainda assim sabemos que há dificuldades em quaisquer que seja o caminho que corresponde a um trilhar, e isto faz com que claro cometa erros e tenha seus equívocos em sua jornada.
Mesmo hoje, falando em termos gerais, temos de aceitar que o que existe no mundo como multiplicidade, é algo indispensável, necessário, exatamente para atender a estas Particularidades e mesmo para o momento que vive cada pessoa.

Não vamos aqui citar nomes de Religiões citadas nesta Obra escrita por este Mestre da Loja Branca, mas certamente se observamos o culto atual de alguma destas religiões, ficam muito distantes e perdidas em relação ao seu significado e profundidades originais, ainda assim cumprem com algum propósito, já que de outra maneira estas pessoas provavelmente não teriam afinidade com coisa alguma, devido a suas particularidades íntimas.

Claro que com isto não estamos indicando a quaisquer pessoas que sendo sua profunda origem quaisquer um destes Raios que busque estas formas mortas no mundo, apenas dizemos que algumas pessoas que acabam caindo nestas armadilhas do mundo, acabam em tais ensinamentos encontrando um raio de luz. Algo que se o leitor até aqui chegou, certamente tem a capacidade de chegar por si mesmo, buscando nas regiões internas da natureza.


Ainda falando sobre Consciência nos Mundos Internos, e sobre esta distância daquilo que hoje somos (estamos) no mundo e o que somos internamente, gostaria de contar outro caso ocorrido nos mundos internos também neste meio tempo entre as demais experiências.
Havia ido visitar a Alma de um Amigo, e este estava na casa de sua Mãe, adentrei em um Cômodo severamente afetado por forças de Magia Negra, aonde internamente se cristalizavam em formas terríveis tais energias.
Em determinado momento fui questionado por esta Senhora, sobre certo assunto e tivemos um profundo diálogo espiritual, como é comum ocorrer quando se torna possível, quando a pessoa se abre para o espírito e um diálogo assim se faz propício. Até aí são ocorrências normais, e uma introdução ao que queremos relatar.

O Que me surpreendeu é que ao terminar o diálogo e me afastar desta senhora, a Alma de sua filha diligentemente se aproximou e me agradeceu por dialogar e interceder por sua mãe, e que estas ajudas, estes diálogos haviam tido ao longo do tempo um profundo resultado em seu interior, tendo lhe ajudado a transformar-se em algo distinto, apesar de seu caminho e sua escolhas.

Esta Alma em questão, desta dama, naqueles momentos estava Consciente, não apenas do que ocorrera naquele momento, mas de tudo que já havia ocorrido, bem como foi capaz de julgar conscientemente os fatos e as mudanças profundas de sua Mãe.
Claro que esta mudança é o resultado do esforço do próprio indivíduo coordenado pelo Espírito, e o que mais é feito são apenas ajustes e impulsos para esta integração, mas ainda assim tem seu valor.

Em fim, o que queremos explicar é que apesar da Alma da Dama, a filha, estar consciente naqueles momentos, dificilmente ao voltar ao Corpo a Personalidade Humana terá a memória ou mesmo o entendimento do ocorrido, exatamente por não ter como pessoa se integrado com o que realmente é.


Muitas pessoas acreditam que não tem Consciência nos Mundos Internos, apesar de suas práticas e esforços, mas em realidade por vezes o que ocorre são estas experiências aonde o que manifestamos é tão distante daquilo que somos (estamos) no físico que há um choque quando tais memórias penetram em nossa vida diária, porque não se encaixam em nossa natureza atual.
É aonde entra a recomendação dos Mestres, quando falhamos nestes aspectos, de buscar eliminar nossos defeitos, de buscar a devida pureza e valores que são estes os quais Espiritualmente nos integram com nossa Divindade, também com a Divindade Universal.

Ainda assim, entendam que não precisamos recordar o que fisicamente somos, que temos um corpo físico em tal ou qual lugar, para estar Conscientes nos mundos internos. Por vezes recordar do corpo somente faz com que sejamos atraídos ao mesmo e que acordemos.
Logo que aprendi o Desdobramento, ou mesmo que passei por meio do Discernimento a Despertar nos Mundos Internos a simples memória de meu Corpo me atraía irremediavelmente de volta ao mesmo, impossibilitando por muitas vezes uma exploração, um estudo interno da natureza.

Temos de entender que há diferentes tipos de Consciência nestas regiões e diferentes níveis, também formas. Não podemos ficar presos em conceitos e teorias, quando como já dissemos cada um se adapta a algo distinto, dependendo de sua própria natureza íntima.

Imagine se no auge de uma visão espiritual, aonde nos é entregue um profundo ensinamento, ficamos recordando de outras coisas, como que não estamos no físico, ou tantas coisas que a mente poderia argumentar.
O Melhor neste caso, neste exemplo seria integrar-se com o que está ocorrendo internamente, para que se aproveitasse plenamente tal feito Espiritual.

Tudo tem seu momento, tem sua forma.


Afirmamos mais uma vez que muitas práticas que fazem os estudantes das artes esotéricas tem resultado, apenas que não da maneira como conceituam deveria ocorrer. Por vezes por questões como já dissemos de suas particularidades, de seu Raio Esotérico, etc.

Ainda que não haja no mundo uma guiatura para nossa particularidade, certamente se nos liberamos de nossos conceitos, de nossas falsas expectativas, acabamos recebendo esta guiatura espiritual, como é o natural mesmo para aqueles que fisicamente encontram o que buscam.

10/10/2018