CLXV
Textos sobre Metafísica
Ventos Espirituais

Pouco se conhece acerca das forças que regem o mundo por detrás do véu que cobre a verdadeira Luz Espiritual. Por isto que é sempre muito difícil falar de coisas mais além do véu, sem revirar o mundo de dentro para fora e por este em um completo colapso, gerar uma terrível hecatombe.

É Muito difícil penetrar além do véu, além desta terrível película que separa e ao mesmo tempo liga a realidade que conhecemos com a realidade que está por detrás de tudo... Difícil não apenas por seu processo em sí, mas pela terrível realidade que se enfrenta conforme se avança e tem-se os olhos abertos de verdade.


Pelo ano de 2004, na época que recebemos a Missão Espiritual do Mistério CLXV, após uma atividade da Loja Branca nos mundos internos, um Venerável Mestre muito exaltado nos deu oportunidade de fazer três perguntas de qualquer tipo, que seriam respondidas inevitavelmente. Recordo que perguntei acerca da Humanidade, no relativo a se conseguiria salvar-se de seu inevitável fim, no sentido espiritual. O Mestre respondeu negativamente a este questionamento. A Outra pergunta foi objetivamente sobre um irmão, se ele se salvaria do abismo. A Terceira não me foi dado o direito de trazer a recordação ao físico.


É Interessante comentar que costumeiramente estes prêmios, estes pagamentos espirituais são relacionados ao Três.
No último 27 de Outubro, Natal Gnóstico, na manhã da costumeira Missa nos mundos internos, tive mais uma vez algo similar ao primeiro evento relatado.
O Mesmo Exaltado Mestre pediu para dialogar comigo e me disse que gostaria de ler minha mão.
Bem sabemos que nas mãos estão escritos os eventos de nossa vida atual, nosso passado e nosso futuro.
Ainda comentei com o Mestre que esperava que ele lesse minha mão direita e falasse dos Processos Espirituais mas este pediu a Esquerda, para revelar coisas acerca da vida.

Óbviamente não há sentido relatar aqui o que foi dito, já que se trata da vida de cada um. Mas interessante foi que pude ver linhas na mão aonde fisicamente não existem e entender plenamente o que o Mestre explicava.

Na noite anterior a do 27, na verdade já há alguns dias antes, sentia com asombro a mudança dos ventos espirituais e suas consequentes influências.
Um dos três aspectos comentados pelo Mestre foi de encontro ao que já sentia aproximar-se, um ciclo de eventos o qual naturalmente são recriados pela Natureza.

É Sempre difícil falar disto, porque tudo é múltiplo, falamos de coisas pessoais, mas a pessoa não é mais que o desdobramento de algo maior, algo que dependendo da função e do momento, ao mover-se move grandes quantidades de energia, de massa. Muito do que afeta um único indivíduo, move por vezes grandes massas.

Também temos de entender que há eventos externos, que há eventos internos, e isto por muitas vezes se alinha, se potencializa como algo ainda maior, mais potente.


Muitos eventos tem vida, realmente tem independência. Muitos dos dramas e das tragédias que vivem as pessoas, sejam em sua vida pessoal ou em sua vida em sociedade, são resultados de uma força viva que de tempos em tempos retorna, revive, repete seu processo em um povo, ou em um indivíduo.

A Humanidade tem seus ciclos, os indivíduos tem seus ciclos, e há eventos que por vezes atuam muito fortemente e independentemente da vontade, do esforço, do próprio interesse das pessoas. Ele surge, faz sugir a si mesmo, se auto-impulsiona, manifesta-se e simplesmente cristaliza-se e vive o que tem de viver (o processo em si).


A Questão é que se estamos integrados com o Espírito, se conseguimos viver, ou ao menos ver do outro lado deste Véu, conseguimos estar previnidos, preparados, para tais eventos, tais circunstâncias.

Estejam previnidos.

05/11/2018