CLXV
Textos sobre Metafísica
A Meditação para eliminação de nossos Defeitos

Antes de pensarmos em usar a meditação para grandes prodígios como os que relatávamos em passado texto, temos que entender que para que tenhamos resultados nestes processos de obtenção de informação interna, necessitamos eliminar em nós a natureza inferior que não nos permite tal aprendizado.

O Ego, é uma das razões pelas quais uma pessoa não pode ver a realidade tal qual é, tanto física como interna, e sem dúvida é uma das grandes utilidades que temos para a meditação (assim como as Saídas Astrais), trabalhar na compreensão de nossos delitos e eliminação destes defeitos já compreendidos.

O Estado em que nos colocamos durante os processos de meditação, permitem a pessoa com que se fusione por alguns instantes com sua consciência que tenha, quiçás até mesmo com sua consciência búdica, dependendo do nível de trabalho que esteja realizando.

A Consciência por si só já é sabedoria e carrega em si tudo o que precisamos para corrigir o curso desta existência e de nossa Obra.
Revisar nossos atos durante a meditação é submeter-nos a nosso Juiz interno, é conhecer e reconhecer toda a maldade e toda a virtude que carregamos.
Este inventário é indispensável... conhecer-nos é inadiável, pois somente uma vez tendo consciência de nossa realidade, podemos fazer uma modificação plena de nossa natureza.

Durante estes estados de êxtase místico, podemos inquirir a nosso Deus interno, nosso Ser, nosso Glórian, a respeito de suas Vontades e de suas Leis, e com isto corrigir verdadeiramente cada detalhe imperfeito desta miserável existência que levamos.

Uma pessoa que tenha facilidade em Sair em Astral, pode fazer muitos avanços por esta técnica, outros que sejam mais hábeis em meditar, podem fazer o mesmo por meio da meditação.
O Êxtase da Meditação, que é adormecer e desligar-se do corpo físico enquanto permanece nestes elevados níveis de consciência, é pois o método de viajar conscientemente por regiões superiores, tal qual ocorre em um Desdobramento Astral.

Claro que antes de conseguir concretamente resultados como do Êxtase, necessitamos fazer uso destas técnicas para o estudo e para a desintegração dos elementos inumanos que levamos em nossa psique.
Durante o processo de meditação, já depois do relaxamento do corpo físico, de um processo de integração conosco mesmo, seja por orações, seja por uma inspiração de algo que sejamos capazes de sentir internamente, estamos prontos para por a atenção em algo e descobrir a realidade de tal fato, objeto, questão.

O Exercício retrospectivo deve ser feito neste estado, rever nossas ações em plena posse e integração com nossa consciência é conhecer-nos completamente. De forma inversa revemos todas nossas ações do dia, e com isto podemos dar um tempo justo para cada momento e avaliar nossos erros, compreender como atuam, porque atuam, suas razões, suas justificativas e uma vez compreendidos pedir a Bendita Mãe Kundalini que os reduza a poeira cósmica.
Isto repetimos para tantos elementos quanto encontremos em uma existência, ou em um ano, um mês, um dia, seja o quanto estejamos dispostos a rever e estudar em uma destas retrospecções.

Claro que durante o dia temos que fazer o esforço por buscar encontrar aquele mesmo estado que somos capazes de chegar durante a meditação. Reproduzir este mesmo estado em nosso dia a dia permite com que uma pessoa chegue ao estado que chamamos Turya, que é a consciência iluminada. Claro que para tal, é necessário estar em uma altura bastante avançada na iniciação, ter corpos solares, enfim, muita coisa é necessária para o grau de Turya, mas de qualquer forma, experimentamos certamente o que nos é possível deste estado, para o nível iniciático e de consciência que nos encontramos. O Que certamente se obterá com este esforço em um primeiro momento é o estado de Sunyata.

Não criar mais Karmas, não gerar mais Eus, é uma tarefa que somente uma pessoa que esteja a todo momento em posse de seus sentidos é capaz de fazer. Este esforço por não permitir a manifestação do Eu a nível físico é o primeiro que temos que fazer, compreender sua atuação é desencarnar ele a nível físico.
Estudar o que sente, o que deseja é eliminar o fantasma do Ego, estudar os pensamentos e as idéias produzidas por ele é eliminar a sua ultima sombra e por fim restam as sementes e as imagens de sua memória que a seu tempo são eliminadas (que são o mesmo).

Qualquer Eu já eliminado pode voltar a vida, a partir destas sementes e destas memórias. Recordar de nossas ações passadas relacionadas a um Ego, é transformar estas sementes em pensamentos e por consequência dar a primeira forma de manifestação do Ego. Logo o pensamento se torna um sentimento e quando menos percebemos já estamos cometendo novamente o mesmo erro.

Temos que compreender a formação do Ego, para não permitir com que estejam sendo gerados novos elementos e que igualmente quando eliminamos um agregado que outros não façam uso daquele espaço que o que eliminamos tinha em nossas vidas.

Nós deixamos de cometer delitos para que deste desencarne do Ego, as virtudes possam nascer e crescer dentro de nós, e não para que outros elementos negativos possam ocupar aquele lugar.
Há que exercer as virtudes que vamos liberando, pois da ociosidade da consciência, da falta de manifestação e de expressão, surge pois um grande risco de que caiam novamente na prisão do Ego.

Por isto que recomendamos tanto a Meditação, as Saídas Astrais, viver uma vida justa, com razões e com ações ditadas por nossa consciência, emanadas de nosso Ser e do Ser de nosso Ser (nosso Glórian).

Um Demônio poderia deixar de ser Demônio se entende sua realidade e se de verdade arrepende-se de sua situação. O Problema é o auto-engano, é a ilusão de que se trilha um caminho enquanto na verdade o que ocorre é algo muito diferente.

Nós realmente somos Demônios, qualquer pessoa que observe, do ponto de vista Espiritual suas ações, seus sentimentos, seus pensamentos, verá realmente como é.
Reconhecer nossos erros, estudá-los, compreendê-los a fundo e suplicar a força do Terceiro Logos em nós para que elimine, é pois nosso único caminho digno.

A Mãe Divina, o Kundalini, o Fogo Sexual, é o mesmo Terceiro Logos, dizer Lúcifer, dizer Kundalini, dizer Fogo Sexual, resulta dar muitos nomes a uma mesma coisa.
Se o fazemos muitas vezes, se o fizemos, é pela falta de maturidade esotérica que tem as pessoas.
As pessoas vêem o óbvio e assimilam de acordo com as teorias que já carregam, não são capazes de reconhecer a verdade e a realidade que presenciamos a todo momento.

Dizemos o que estamos dizendo, não com o objetivo de ferir a mentalidade de cada pessoa, mas para que seja capaz de observar que nossos conceitos são completamente distintos do que é a realidade, e que necessitamos nos voltar verdadeiramente a esta sabedoria interna, a verdadeira Gnosis, que se encontra depositada em toda esta essência que necessitamos liberar, despertar e transformar em Consciência.

"O Kundalini é o fogo do Espírito Santo. Trata-se de um fogo líquido de natureza puramente espiritual. O Kundalini é a serpente ígnea de nossos mágicos poderes, que se encontra encerrada numa bolsa membranosa localizada no osso do cóccix. Ela é alimentada pelos raios do sol e da lua. O fogo do Espírito Santo é o próprio Kundalini. A diferença entre o Kundalini e o Espírito Santo é apenas questão de nomes. No oriente chama-se a força sexual de Kundalini e no ocidente de Espírito Santo, mas é o mesmo fogo sexual encerrado na bolsa membranosa do cóccix.", Tratado de Medicina Oculta e Magia Prática - Samael Aun Weor.

30/10/12