CLXV
Textos sobre Metafísica
A Alta Magia e o Ocultismo

Magia é a arte de manipular as forças primordiais e ocultas da natureza. Magia é ocultismo, porque não é algo visível ou totalmente explicado, já que requer a prática e a auto-revelação do próprio caminho.

Há dois tipos de Magos, os que servem ao Demônio e os que se servem dele. Entendamos como demônio o princípio Luciférico, a força criadora e motriz do mundo e dos sistemas. O Terceiro Logos, o impulso sexual, o Azoth, o mercúrio dos sábios, é pois a alavanca de arquimedes no que diz respeito a Magia.

Não estamos recomendando o caminho negro, senão que elucidando a realidade da Magia e os caminhos.
A Magia Negra consiste em uma pessoa se tornar submisso as forças do Mal, e a Hierarquia Negra, tanto interna como externa. Disto o Iniciado negro toma algum proveito e como retorno entrega-se totalmente após um tempo aonde teve seu benefício. São escravos do Demônio.

No caminho Branco, na Magia Branca temos pois algo muito, completamente distinto. Liberamos ao Prometeu Luciférico das influências nefastas de nossos defeitos e com esta purificação nos tornamos Reis e Rainhas de nossa natureza interior. Com o Domínio de nossos Amores e de nossos Rancores, já não somos mais manipulados pela natureza mecânica e os eventos da vida, assim nos fazemos Senhores e Amos do Demônio, pois não tem mais poder sobre nossa Alma ou nossa Vida.

Libertar-se do mal, é estar sobre ela, tal qual Maria, é representada com os pés sobre a serpente. Adorar a Serpente não é equivocado, o equivocado é submeter-se a ela em seu estado negativo e infernal.

A força sexual projetada dentro do Homem até o cérebro denominamos Kundalini, seu inverso denominamos Órgão Kundartiguador.
É Pois a mesma força, polarizada positiva ou negativamente.

Servir-se do fogo sexual, sabiamente manejado, é pois um direito de todo Mago Branco. Estar escravizado pelo fogo sexual projetado negativamente é pois o resultado do Caminho Negro.

O Bafometo ou Bafomé foi adorado pelos Templários como o supremo Mistério do Magnetismo Sexual em sua expressão positiva. O Bafometo é pois o Grande Arquiteto, é o Terceiro Logos, o Demiurgo em sua criação esplendorosa. Recordemos que tudo nasce da força sexual, seja dentro ou fora do homem.

O Espírito Santo, o Terceiro Logos, projetado negativamente na gama infravermelha do espectro, se transforma pois no Demônio, é a força destrutiva e contrária a Luz da Criação.

O Sexo cria e o sexo destrói. A Força sexual é a que constrói e a que destrói.

No Adeptado se entra no campo da Alta Magia, aonde o absoluto domínio e perfeição do impulso sexual e suas derivações, permite ao Adepto, fazer suas cristalizações de sua vontade, por meio da Teúrgia.

A Alta Magia do caminho branco denominamos Teúrgia. No caminho Negro é a Goécia.

No Sabá das feiticeiras e dos Magos negros, em suas orgias e bacanais, igualmente encontramos a figura do Bafometo. Exatamente porque os Adeptos tanto do caminho Branco como do Caminho Negro, reconhecem e sabem valer-se da força criadora universal do Demiurgo Celeste.

Certamente muitos Adeptos estranharão isto sendo dito e explicado assim abertamente. No entanto a verdade é que ao fim nada resta destes escritos a não ser o que cada um pode vivenciar e comprovar por si próprio.

Estamos pois no final de nossa raça, nada do que seja aqui dito, transpassará o seu tempo, pois somente carregaremos o que fizermos consciência e vivência nestes momentos.
Com grande pesar, nos damos realmente conta do quão poucos lograram penetrar nos Mistérios, quão poucos tiveram a audácia de ir mais além do véu do santuário.

Os Mistérios nunca são ditos em sua totalidade, pois o que se faz é mostrar o caminho, dar a pista, assinalar um possível entendimento para que o Iniciado se faça Adepto.

Ainda assim há que qualificar o Adeptado. A Maestria é a qualificação do Adeptado.

O Ocultismo real, o esoterismo autêntico não conduz a riquezas, não conduz a nada relacionado a glórias terrenais ou qualquer outro absurdo que possam supor as mentes delinqüentes.
Todos os grandes Mestres provaram grandes amarguras e dores; suas vidas coincidiram no fato de não serem reconhecidos pela Igreja nem pela humanidade, em seu tempo.

Não dizemos isto com o objetivo de desestimular a ninguém, senão de alertar o quão sério e o quão árduo é o caminho desta auto-criação íntima.
Recordemos ainda que o oposto sexual do membro masculino e do aparato feminino não vem a anular-se, pelo contrário, vem a formar a possibilidade da criação.

As forças Evolutivas e Involutivas abrem e fecham um circuito, de forma a que o que começou possa ter um fim.

07/11/12