CLXV
Textos sobre Metafísica
A Morte do Ego e o surgimento das Virtudes

Como bem sabemos as virtudes só surgem conforme desintegramos os elementos psicológicos contrários a expressão desta consciência, desta essência de nossa Alma, aprisionada em meio a estes elementos desumanos que levamos dentro.

Conforme compreendemos a razão que tem o Eu para existir e separamos o que é o impulso da consciência e o que é a confusão que faz o ego, pois estamos a um passo de liberar esta essência e encarná-la como viva expressão de uma fração de nossa Alma.
O Fogo sexual, cria e este mesmo fogo sexual é o que permite a eliminação de nossos defeitos. Por meio da castidade científica, e por meio de nossa compreensão e oração a esta Serpente Mágica (Mãe Devi Kundalini), se torna possível eliminar qualquer elemento psicológico indesejado.

Nos mundos internos todos nós levamos uma grande soma de tudo que fazemos em nosso dia a dia. Se fazemos todas estas ações adormecidos, resultado é que imensas legiões de percepções, imagens, situações egóicas se apoderam de nossos centros, de nossa psique e certamente de nossa Alma.

Todas as pessoas que iniciam este trabalho de dissolução do ego, acabam percebendo que estão lutando e não saem do lugar. Claro em parte é porque a consciência ainda não tem percepção de seu próprio desenvolvimento, não tem auto-consciência de seu trabalho e de seus resultados. Por outro lado é porque é como um barco afundando que tentamos tirar a água sem primeiro tapar o furo por onde entra toda esta água.

Quando o Iniciado, quando este aspirante deste trabalho se dá conta disto, pois vê a necessidade de tapar estes furos por onde ingressa em seu interior toda esta lacra de elementos que cedo ou tarde teremos que combater. Há tantas coisas simples na vida que no momento que estamos verdadeiramente lutando pelo despertar da consciência, se tornam grandes obstáculos da iluminação, pois fortalecem legiões que atuam no subconsciente.


No dia de ontem este que vos escreve se decidiu a trabalhar sobre uma quarta cabeça de legião que para nós foi quase intocada até o presente momento da existência. O Trabalho sempre deve ser organizado e muito preciso quanto ao que mais nos causa dano para prosseguir no caminho.
Muito certamente ao trabalhar contra uma das cabeças de legião (seus agregados, pois a cabeça se dá depois da Quinta Iniciação de Mistérios Maiores), vamos encontrar elementos afins em outra cabeça, e nós devemos perseguir esta linha de associações entre estas cabeças até para que não possam se sustentar uma das outras e que um agregado de ira não se relacione com o de luxúria ou que um de cobiça não atue juntamente com a gula, por exemplo.

Há muitos detalhes inclusive da personalidade que são obstáculos extremos para a expressão do Íntimo por meio de uma pessoa. Conforme vamos tomando consciência destes detalhes, é recomendado ir já polindo não apenas a psique mas a expressão humana e adquirindo esta a-temporalidade necessária a expressão do Ser.
Entendam que não recomendamos que façam mudanças que não compreendem o sentido de fazer. Estudem e observem atentamente tal ou qual característica e se realmente entendem como algo negativo a vida seja física ou espiritual de cada um, então façam este trabalho de eliminação e desintegração deste elemento.
Um trabalho sobre algo que entendamos seja necessário (que queremos continuar fazendo) ou que não nos sintamos capazes de eliminar pois poderia trazer grande frustração.

No nosso caso, passamos com algo parecido sobre um destes elementos ligados a personalidade, que trazíamos desde já os primeiros anos de vida. Não havíamos ainda tido a intrepidez e principalmente a compreensão necessária para nos desfazer destes laços que ainda nos ligavam com este Abismo relacionado a esta cabeça de legião específica.
Não queremos contar histórias mas nos parece justo relatar algumas coisas referente a continuidade do trabalho que se dá entre uma existência e outra.
Nascemos nesta existência já buscando o caminho. Desde os primeiros anos já nos questionávamos sobre mistérios como reencarnação e retorno, como se daria esta atração para que nascêssemos em uma família. Enfim, talvez coisas bastante naturais se não fossem alguns detalhes como relatos que fazia a outras crianças de que se dormíssemos todos, iríamos interagir juntos no mundo dos sonhos (Plano Astral). Ou afirmações bastante severas quanto ao sistema escolar aonde afirmava que de nada adiantavam aqueles estudos intelectuais se com a morte tudo aquilo seria esquecido. Claro que não conhecia esoterismo ou tinha contato com ensinamentos gnósticos. Isto só fui me deparar lá pelos 19 anos... com exatos 21 nos ingressei aos estudos gnósticos.

Bem, haveria muita coisa para relatar, desde fenômenos astrais que ocorreram, experiências que fazíamos nos mundos internos, fenômenos físicos como levitação de objetos, televisores que desligavam sob o desejo que eles desligassem. Enfim, visões e experiências que acabávamos na maioria das vezes guardando para nós e com esperança de encontrar novamente o caminho secreto.

Já pressentíamos os mistérios do sexo, e da Santa Alquimia, mesmo na infância. Tínhamos como uma idéia que na maioridade (aos 18 anos), nossa Mãe iria nos revelar um grande segredo neste sentido, mas claro que em vão esperamos receber estes mistérios de nossa mãe humana, pois desconhecia a Alquimia.


Já viemos com algumas características interessantes, questões já bastante resolvidas de elementos que já foram trabalhados em outras existências. Praticamente não tivemos vícios (Maus hábitos repetitivos) nesta existência. Provamos exatamente uma vez o álcool e uma vez o tabaco.
Meu pai humano era alcoólatra e ambos fumavam (pai e mãe), como não compreendia a razão de tais ações resolvi experimentar o que lhes causava tanto interesse mas nos pareceu ilógico e sem qualquer propósito aquela ação.

Mesmo na escola convivíamos com amigos que usavam drogas, fumavam, bebiam. Convivíamos com o vício e mesmo com todas aquelas pressões que normalmente são feitas aos jovens, conseguíamos uma convivência sem nos deixar levar pelos conceitos e mal hábitos alheios.


Alguns claro chegarão a conclusão que estamos querendo nos vangloriar de algo, mas a verdade é que queremos expor a realidade de que tudo que fazemos em uma existência é verdadeiramente levado a próxima. Mesmo que alguém não possa, não consiga fazer a totalidade deste trabalho em uma existência, nada do que seja feito é perdido. Inclusive sabemos a realidade de muitas pessoas que avançam no sentido da aquisição destas virtudes mas reclamam da falta de iluminação, da falta de experiências astrais, etc... e isto é resultado muitas vezes de uma vida extremamente conturbada e mal administrada.. que infelizmente talvez custe a ausência de algumas destas habilidades até um retorno a uma nova matriz humana.

O Importante é seguir as normas e diretivas emanadas de vossa consciência e vosso Real Ser. Pois só ele sabe a direção e a velocidade que temos que trabalhar. Não é porque um corre no caminho que devemos correr... quantos correram e por não seguirem o impulso do ser em uma curva do caminho seguiram reto e se lançaram em precipícios de onde não há retorno? Bem, muitos. Outros andam a passo de tartaruga e são igualmente tragados pela terra.. somente o Ser sabe a velocidade, direção e o caminho que cada um deve percorrer.

Não faz a menor diferença que nos critiquem ou elogiem, porque isto são coisas realmente vãs e sem sentido pois não influenciam em nada estas realidades internas. Somos o que somos e se realmente sabemos aonde estamos em relação ao caminho, não existem palavras ditas que possam nos fazer avançar ou retroceder, senão nossas próprias ações frente a vida, por base do impulso de nosso Ser.


Esta noite tivemos uma grata experiência nos mundos internos, após termos trabalhado muito satisfatoriamente com o Mestre Harpócrates, já quase pela manhã fomos levados a certo cômodo que vivemos em nossa infância e lá nossa consciência projetou muito sabiamente uma série de personagens que atuavam de forma simbólica e bastante expressiva. Lá havia uma moça que certo momento transformou-se em um homem e depois uma velha senhora.
Bem, claro que sabíamos que estávamos em corpo astral e após observar uma série de detalhes inteligentemente expressos por meio de símbolos, como que despertamos em outra região e nos viemos andando por um caminho junto a uma jovem criatura.
Uma menina caminhava a nossa esquerda, tinha uns oito anos, cabelos negros, lábios pequenos, um olhar bastante penetrante e bastante alegre.
Certamente reconhecemos nossa consciência em meio as formas e lhe perguntamos se havíamos aprendido tudo que ela havia nos ensinado por meio daquela alegoria anterior.
Ela bastante feliz fez com a cabeça que não.

Bem, neste momento lhe perguntamos se ela nos ajudaria a perceber os detalhes que ainda faltaram e ela fez afirmativamente com a cabeça e logo passamos por uma outra enxurrada de experiências que nos permitiram adentrar mais ainda nos mistérios que ela havia nos exposto.


Boa parte do que vimos, do que pudemos perceber, eram imagens que haviam em nosso subconsciente, regiões bastante obscuras aonde guardamos todas estas percepções não trabalhadas e não digeridas conscientemente. Claro nos indicava como realizar para desintegrar estas criações inumanas.

Todo este contato e toda esta felicidade por parte da consciência, ali metamorfoseada naquela infantil forma, se dava pelo método de trabalho que estávamos aplicando e de firmes decisões que mais uma vez havíamos reforçado e avançado frente ao caminho.


Toda esta retrospecção, nada mais é do que uma baixada a nossas regiões infernais, a nossos próprios círculos dantescos, nosso purgatório interior, aonde devemos purificar-nos e liberar-nos de todas as amarras que ainda nos tem atados a este abismo.

Não seriam imagens fáceis de descrever, pois é imensa a dor de dar-se conta de tudo que ainda levamos dentro, apesar de tanto esforço e tanto trabalho em prol desta eliminação de defeitos e deste Despertar.
Saber vividamente que o que vemos em nossa mente (nossos centros e nossas ações) é tão somente uma primeira parte do trabalho, é pois algo terrível. Nossa Psique tem muitas curvas e muitos becos aonde se escondem coisas que jamais imaginávamos.


A Verdade é que todo aquele que não trabalha sobre si mesmo, cobra dos demais estas mudanças. É Realmente querer tirar a palha do olho alheio enquanto há uma viga em cada um de nossos olhos. Pois antes de querer sermos guias de cegos, sendo cegos, melhor nos propormos a trabalhar verdadeiramente sobre todas estas aberrações inumanas que levamos em nosso interior.

Paz Inverencial!

10/01/13