CLXV
Textos sobre Metafísica
Orientações de um Gurú

Há noites em que temos o resultado do trabalho de toda uma existência, esta foi uma destas noites para este que aqui escreve.

Esta noite pudemos visitar alguns lugares sagrados nas dimensões superiores da natureza e sermos atualizados nos trabalhos que a Loja Branca vem desempenhando nos diferentes países e como tudo está andando.

Uma certa dama nos levou a diferentes lugares, e nos atualizou no que está acontecendo neste momento, pelo mundo.


Após uma breve jornada por lugares realmente encantados, porque não temos palavras para descrever estes lugares sem profanar seu mistério, fomos levados a presença de nosso Gurú por esta dama.
Fazia algum tempo que não íamos aos pés de nosso Gurú, porque no caminho chegam processos aonde temos que aprender a caminhar por nossas próprias pernas e o Gurú já não se faz presente como no começo da Obra.

Trocamos algumas palavras e recebemos algumas orientações do Gurú, já havíamos nos despedido e estávamos saindo do recinto quando tomamos nosso anel na mão e retornamos entregando ao Gurú, pedindo uma orientação a mais sobre o Símbolo CLXV.

Já havia questionado o V.M. Samael nos mundos internos sobre o Símbolo, mas não tinha ainda tido o ímpeto, que me recorde neste momento, de fazer ao mesmo ao V.M. Lakhsmi.


Foi quando o Mestre saiu realmente do protocolo e falou abertamente de muitas coisas, dentre muitas coisas ele comentou desta importância de buscar os mistérios por nós mesmos e deixarmos de simplesmente repetir e repetir o que já foi dito, sem qualquer vivência ou compreensão.

Sobre o que ele explicou a mais sobre o símbolo, é algo que não pudemos trazer a memória mas certamente ficou gravado na consciência para vir a luz no momento oportuno.


Algo que me causou muito assombro foi que depois desta visita ao Mestre, ao estarmos nos preparando para entrar em outro templo, aguardando o momento oportuno, víamos as formas mentais das pessoas que estavam aguardando para entrar e era algo muito infeliz de se observar.
Formas mentais são realmente uma doença contagiosa, ficamos talvez horas esperando para entrar no templo e ninguém pode entrar porque todos acabaram contagiados por esta energia negativa de algumas das pessoas ali presentes.

Se alguém entrou não vi, o que vi foi que todos que estavam aguardando não puderam, porque se identificaram com as formas mentais dos demais e acabaram replicando aquilo nas suas psiques.
Por isto que na vida diária é tão importante adquirir esta individualidade sagrada, muitos daqueles eram pessoas que participavam de uma mesma instituição física e por esta amizade e este companheirismo, acabavam dividindo afinidades psicológicas que neste caso estavam se nivelando negativamente.

A Amizade a sinceridade é algo indispensável, mas temos que saber nos abster do que não nos convém e do que não compreendemos como justo para nossas vidas.


De tudo que ocorre na vida podemos tirar um aprendizado, não podemos fugir da realidade e viver sonhando, temos que encarar a realidade ainda que amarga, pelo menos por uma compreensão de que se não aprendemos o que temos que aprender destas vivências, é muito provável que tenhamos que repeti-las em um momento futuro... ainda que seja nas regiões abismais da natureza.

Paz Inverencial!

02/04/13