CLXV
Textos sobre Metafísica
A Excentricidade do Adeptado

Excentricidade é originalidade, é não ser comum, ser único, ser independente de modas e padrões.
O Iniciado é aquele que conhece os Mistérios, o Adepto é aquele que encarnou os Mistérios e o Mestre o que chegou a perfeição dos Mistérios.

Mistério é aquilo tudo que não está visível ou disponível a todos, no caso do caminho esotérico, nos referimos aos mistérios da Luz, do Cristo, do Ser, etc.


O Iniciado segue uma corrente, ele é um, mas aprende como muitos, age como muitos. Existe um fluxo de energia e o iniciado normalmente segue este fluxo, vive como todos vivem, age como todos agem, está aprendendo, está conhecendo o que estes que seguem esta corrente tem para lhe ensinar.

O Adeptado é o primeiro passo para a Maestria, o Adeptado é o rompimento com todas as cadeias, com todas as correntes, com todos os fluxos de energia comuns e correntes e uma luta consciente por fazer o que cada um tem que fazer, conhecer o que precisa conhecer, por si mesmo.
O Adepto sempre é visto como excêntrico, cheio de manias, porque foge dos padrões muitas vezes sociais ou cotidianos, exatamente porque tudo a ele é permitido mas nem tudo lhe convém.
Ele é abstêmio em frente aos boêmios, é casto em meio aos fornicários, nenhuma corrente positiva ou negativa interfere seu pensamento, seu sentimento ou seu passo no caminho que lhe cabe percorrer.

O Adeptado é um passo para a loucura ou para o conhecimento da verdadeira razão e a verdade que rege o mundo e o que está mais além dele.
Um passo para a loucura porque quem luta contra a corrente, quem vai contra qualquer idéia, quem foge dos padrões normais, é como quem luta contra a eletricidade, sai pois eletrocutado.

Não é raro vermos pessoas excêntricas, mas por questões de caprichos, de falhas morais, de loucura comum e corrente e isto não podemos confundir com o que estamos falando.


A Vida impõe a todos muitas coisas, e o Adepto necessita selecionar conscientemente o que lhe cabe o que não lhe cabe, conforme seja sua vontade e seu entendimento, que ja deve ser o mesmo que lhe indica o Espírito (o Cristo, o Ser, sua Consciência).


O Iniciado é a multidão, já um exemplo de Adeptado, podemos dizer que são cada um dos Apóstolos que teve o Cristo Jesus, para citar um bom exemplo.
Cada Apóstolo tinha sua particularidade, suas capacidades, seus dons, seus entendimentos e cada um tinha seu próprio método e forma de chegar até a verdade, que claro era o que guiava o Cristo Jesus em sua época, mas cada um fazia isto a sua maneira, com suas particularidades.

Para não citar um exemplo de cada, relembremos Felipe que desenvolveu-se com a habilidade de locomover-se conscientemente pelos mundos internos, esta foi uma de suas particularidades e uma das formas que expressou seu Adeptado.


Para o Adeptado, o iniciado deve desintegrar dentro de si, todo conceito e todo pré-conceito, todo temor, e resistir a toda corrente magnética que lhe imponha a sociedade e o mundo.
Isto não é um afastamento, é simplesmente um isolamento para que possamos como Adeptos, conscientemente fazer nossas escolhas e não sermos guiados pelas massas.
Hoje em dia a mentira é algo corriqueiro, o engano é algo que vemos a cada metro acontecendo. Agimos e reagimos de acordo com esta programação que tem a sociedade, somos máquinas e os iniciados talvez sejam máquinas melhores, mas precisamos deixar de sermos máquinas.

O Iniciado age, ele atua por um estudo e um entendimento do que tem que fazer, o Adepto age porque o Espírito lhe dirige e lhe guia a fazer algo.
No entanto o que precisamos para perceber o Espírito é exatamente esta individualidade sagrada, indispensável ao Adeptado.

Todos os Grandes Mestres, todo Mestre, lutou de forma terrível contra todas as correntes do Mundo e a grande maioria morreu nesta luta, e desta morte, lutando pelo espírito, conquistou a imortalidade espiritual.

Para citarmos o caso tão popular de Jesus, este Mestre simplesmente atuou contra tudo que havia na sua época, ele foi em cheio, em todas as feridas e tudo que estava errado e equivocado desde a base até o topo, fossem questões sociais ou em questões religiosas.
E Muito disto são questões que todas as pessoas conhecem, sabem os problemas e entendem qual seria a solução, mas não realizam, não atuam e isto se dá pela falta de individualidade, por seguirem a corrente normal e cotidiana.

Claro que Jesus não foi o primeiro Mestre que teve nossa atual humanidade, também não foi o último, mas sem dúvidas foi o Mestre mais exaltado e o mais importante que hoje conhecemos e podemos citar.

E Falando em excentricidade e em originalidade, Jesus em sua época foi um exemplo vivo de como a Maestria, como perfeição do Adeptado, é algo único e incomparável.

Não devemos imitar ninguém, nem na forma de falar, nem no que falar, precisamos nos integrarmos com Deus, com nosso Deus, conhecer e reconhecer sua expressão e seguir seus passos, pois é ele quem caminha.


Paz Inverencial!

14/04/13