CLXV
Textos sobre Metafísica
A Solidão Espiritual e a Luz do Ser

A Alma se agita diante destes segredos inefáveis do caminho. A Grande Obra e os processos que cada Ser tem de passar, são mistérios augustos os quais não tem como compreender o profano e nem mesmo o iniciado que não tenha vivido tais processos e triunfado.

É Incrível perceber que muitas vezes por mais que digamos, nada dizemos, pois não nos compreendem aqueles que não devem compreender.


"(8) Sobe da terra para o Céu e desce novamente à Terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores." - Tábua de Esmeralda, Hermes Trismegisto.

A Vida consiste de diferentes momentos, que no teatro poderíamos dizer diferentes "Atos", diferentes momentos com situações distintas umas das outras, cada momento com sua particularidade única. Na Obra passamos por momentos muito marcantes os quais caracterizam o triunfo ou o fracasso do iniciado.

Encontrar o caminho não é tarefa impossível, mais impossível nos parece o que se segue... o que advem em certo momento oportuno.
Todo iniciado em seu aprendizado tem seu Mestre, tem uma doutrina a qual o sustenta, o guia, o prepara. Luzes, maravilhosas luzes que iluminam o caminho deste neófito que busca a verdade, ainda que esteja muito, muito distante desta verdade com a qual somente sonha.

Assim como surge o Mestre e surge esta maravilhosa doutrina que nos dá o impulso para com o Espírito e um exemplo prático de que é possível realizar tais feitos... também chega aquele momento aonde precisamos Despertar a Consciência, realmente deixar de viver sobre a sombra de luzes emprestadas e encarnar de verdade nosso Sol Espiritual, aprender a guiar-nos por esta Estrela íntima, beber de nossa própria fonte e erguer nossa lâmpada bem alto para guiar-nos e para guiar àqueles que nos acompanham.
O Certo é que todo Iniciado antes de tornar-se Adepto, deve perder-se no caminho. Este perder-se não é abandonar a Obra, é realizar esta Obra por seu próprio impulso, não por uma doutrina que o oriente, nem por um Mestre que lhe guie... é aprender a caminhar por suas próprias pernas, tratar de fabricar a luz por si mesmo. Atuar não pelo preceito, pelo dogma, mas pela absoluta compreensão e pelo impulso que internamente tem em fazê-lo.

Afinal quem são os Mestres de nossos Mestres? Um Mestre já não tem Mestre, pode se dizer... pelo menos não do seu nível. O que queremos dizer é que para nossos Mestres, há a esperança de que deixemos de ser seus discípulos e encontremos a verdade dentro de nós mesmos, claro que esta só é possível surgir em um momento oportuno e depois de muitas provações e processos de terrível pavorosidade.

O Mundo está cheio de crentes, mas com muito poucos que seguem a verdade. Exatamente porque creem e por mais que seja uma verdade, se não a experimentaram, nada sabem, nada são...

Encontrar-se a si mesmo, perder-se a si mesmo, e por fim voltar a encontrar-se faz parte do caminho.
Raros são so que reencontram-se com seus Mestres, raros são os que retornam a ver alguma luz, após terem sido deixados na escuridão de sua solidão para que aprendam a iluminar-se.
Esta é a última porta, o último umbral que temos de cruzar antes de ver a luz, a única e verdadeira luz que há de nos guiar pelos séculos dos séculos.


Solitários de hoje, vós, os afastados, sereis um povo algum dia. Vós que vos haveis entrescolhido a vós mesmos, formareis um dia um povo eleito do qual nascerá o Super-homem” - Friedrich Nietzsche

Mas tudo a seu tempo...

13/01/14