CLXV
Textos sobre Metafísica
Antipatia Instintiva

Antipático é algo que não nos é simpático, que não nos atrai. Que ao contrário da simpatia, nos é desagradável, incompatível.

Existem diferentes tipos de antipatia, muitos sinais de antipatia são mecânicos gerados por nossos defeitos psicológicos, medos, divergências... estes temos de analisar, compreender e por consequência eliminar, para que não atrapalhem nosso juízo e nossa percepção da realidade.

Normalmente uma pessoa que seja iracunda, ela tem antipatia por outras pessoas que assim sejam, pois cria-se uma disputa e um vê no outro seu próprio mal, o outro lhe serve de espelho e por isto não gosta do que vê. Assim é a pessoa ciumenta, fofoqueira, preguiçosa, tende a ser antipática com pessoas que sofram do mesmo mal.

Mas a antipatia que queremos falar, não é esta, mas é um outro tipo de antipatia, que é um sentido espiritual que nos mostra o perigo, um instinto que nos permite conhecer a natureza de algo, de alguém, de algum lugar e nos informa que o mal espreita.

A Antipatia algumas vezes se mostra como uma magia, porque avalia de forma incompreensível para nossos sentidos cotidianos, o perigo que nos rodeia.
O Homem tem naturalmente, aquele mesmo impulso, aquele mesmo instinto não só físico mas espiritual, que tem os animais.
Os Animais são constantemente advertidos por este instinto que lhes diz se uma criatura é inofensiva, se é perigosa, e que rumo de ação tem de tomar para nossa sobrevivência.

O Certo é que o homem acostumou-se a ignorar este instinto, não somente para com as coisas físicas, mas para com as que ocorrem nos mundos internos.
O Instinto está latente em cada um de nós, ainda que adormecido por não fazermos uso e darmos atenção a seus sábios conselhos.
Um homem envenenado por tantos agrotóxicos modernos, se soubesse escutar seu instinto, saberia encontrar a solução para amenizar os danos a seu corpo e fazer escolhas mais sábias tanto de alimentação, como em qualquer outro assunto do dia a dia.
Qualquer pessoa poderia discernir e decidir sobre qualquer assunto que não tivesse conhecimento prático, se soubesse seguir este instinto espiritual que lhe guia.
Existe um instinto humano que preza a vida biológica, e existe um instinto espiritual que preza a vida espiritual.

Há momentos que inexplicavelmente causam a uma pessoa, calafrios, terror, espanto, sem que nada haja que justifique tal efeito.
Este é pois o instinto espiritual ou mesmo humano, indicando a presença de um perigo maior, imperceptível, talvez inumano, senão físico, interno...

Quantas vezes o sangue gela, os pelos do corpo erguem-se e a pessoa ignora por completo o que esteja a acontecer.


O Certo é que quando cessa o aviso, a pessoa retorna a suas atividades como se nada tivesse acontecido, e ignora totalmente tudo que aconteceu.
Muitas pessoas sentem algum tipo de temor durante a noite, e mesmo que por um ano, mesmo que por toda a vida nunca tiveram receio em andar pela casa a noite, pode que um dia, venha esta sensação que "há algo", "alguma coisa está na casa". Como ignorar isto?

Claro que as pessoas acabam tendo medo, e não atuam dentro do que o instinto determine. E muitas pessoas tem esta percepção de que "há algo errado", de que "há alguma coisa na casa", ou que algum lugar tem algo de negativo. Isto é este instinto que relatamos.


Certamente isto que percebemos não nos é visível, não é perceptível com nossos sentidos físicos, mas captamos sua presença, sua natureza contrária a nossa, e o perigo que corremos. Estes anúncios são a presença de algo contrário a nossa natureza humana, espiritual, e não os vemos pela incapacidade de exercer nossos sentidos internos conscientemente.

14/01/13