CLXV
Textos sobre Metafísica
Nossas escolhas e nosso destino

A Vida que hoje temos, a família a qual hoje pertencemos, é certamente um resultado de escolhas que fizemos no passado, de ações que nos associaram a tal ou qual situação que hoje vivemos.

Cada existência que temos é sempre uma repetição de eventos que já fizemos e temos uma incrível mecânica para repeti-los, vida após vida.
Claro que os fatos construtivos se repetem, também os fatos destrutivos se repetem. Os antigos amigos de um passado longínquo ressurgem em nossa atual vida e repetimos os mesmos eventos de passados tempos, claro que adaptados a época e somados o resultado daquelas ações do passado.

Há escolhas que temos de saber eleger de forma muito inteligente se é que não queremos ficar presos a situações desafortunadas por meio das eras.
O Sexo é uma destas escolhas. No sexo, na união sexual encontramos certamente o maior elo possível entre duas pessoas.
No esoterismo dizemos que o ódio liga as pessoas, porque esta maldade mútua os prende em laços kármicos. Dizemos também que o amor une, pois este laço de sinceridade, de amizade, de amor, faz estes dois seres estarem ligados por este divino atributo. Mas por fim podemos dizer que o sexo funde as pessoas, porque por ser o mais sublime e o mais divino que temos (a semente divina que é capaz de redimir o homem), a nossa própria raiz (porque nascemos do sexo), esta mistura de hidrogênios que ocorre a nivel atômico faz com que se criem laços muito mais fortes que o ódio ou mesmo o amor.

Nós sempre nascemos, retornamos ao mundo em meio a nossos descendentes, e isto é prova mais que suficiente para demonstrar que nossas escolhas sexuais influem de forma extremamente determinante em não apenas a nossa vida, mas futuras existências.
"Diga-me com quem andas e te direi quem és", é dito popularmente. Poderíamos facilmente adaptar de forma muito sábia para: "Diga-me com quem copulas e te direi quem serás". Porque uma má escolha de tipo "amoroso", sexual, pode determinar negativamente o meio que iremos retornar a terra e com isto dificultar ou impossibilitar totalmente qualquer avanço espiritual, e até mesmo material, humano (já que a fornicação e o vício traz consigo a miséria).

Mudanças profundas e significativas precisam ser feitas na forma como encaramos a vida, pois estes que vivem vislumbrando apenas o limiar da eternidade como sendo uma única existência, estarão sempre atados ao materialismo, ao prazer sensorial e condenados a levar uma vida infeliz e desonesta se observada em relação as Leis Divinas e Universais.


Quando aprendemos a observar a vida do ponto de vista do espírito, entender que cada ação, que cada evento traz uma consequência que ainda que de imediato não seja perceptível, ficará gravada e inevitavelmente alterará positiva ou negativamente nosso futuro... então sim, aprenderemos a ser mais conscientes e observar estas leis do espírito e alterar o rumo de nossa existência de forma a atender a um "plano maior" que é o que espera o Ser e a Consciência de cada pessoa realizar.


A Lei do destino é um agente muito perspicaz e certamente ninguém pode fugir de seus desígnios. Quem pensa que pode tirar algo de outra pessoa, que pode enganar, que pode trair, que pode ferir e isto não terá resultados sobre ele mesmo, se equivoca terrivelmente.
Estas leis humanas que regem o delito, nada tem a ver com o que espiritualmente é reservado a cada um que cometa estes delitos, isto é um acerto que é feito mais além da margem das leis e conceitos humanos.

A Maioria das pessoas constantemente retornam ao mundo para satisfazer seus prazeres, para repetir seus "deliciosos" dramas, e ao fim veem-se obrigados a retornar ao mundo para pagar e sentir sobre eles mesmos, o que fizeram a outros sentirem. Cada existência certamente é um aprendizado, alguns somente veem a compreender quando sofrem daquilo que fizeram a outros sofrerem.

O Problema maior nisto tudo é que como as pessoas em geral, como todos nós, temos consciência adormecida, inevitavelmente nos cremos "santos", "inocentes" e como no decorrer da atual existência não cometemos tal ou qual delito, nos parece injusto que nos tratem tão mal, que nos façam tantos crimes e impunemente isto tudo aconteça.


Temos de agir conscientemente, agora, hoje... para não transformar nosso amanhã em um futuro ontem ao inverso. Sofrendo daquilo que fizemos tantos sofrerem, colhendo tudo aquilo que sem piedade semeamos.

17/02/13