zzzzzzzz

 

CLXV
Textos sobre Psicologia
A Morte do EU

Muito foi falado no decorrer destes anos pelos nossos amados Mestres, no entanto vemos que é muito difícil aos iniciados morrer. Morrer não é mudar, morrer é morrer. Morrer é deixar de existir, desintegrar; mudar é ocultar, é modificar, só nos serve a Morte para nossos defeitos.

No inicio do trabalho psicológico, a consciência ainda pouco liberta e desperta tem muita dificuldade em estar atuando e trabalhando. De primeiro momento dos três fatores, precisamos morrer. Sem a morte não conseguiríamos nunca sermos Castos (Castidade Cientifica - Alquimia), sem a morte, não teríamos consciência para decidir como nos sacrificarmos pela humanidade, muito menos o amor e a vontade para fazê-lo.

Temos que ter em conta que lá no começo do trabalho como é difícil a desintegração absoluta do EU, devemos começar a trabalhar com aspectos da personalidade. Precisamos modificar detalhes que nos poderiam ser muito prejudiciais, como é o Álcool. Um Alcoólatra mesmo que tenha capacidade para eliminar algum defeito, ao se utilizar erroneamente destes licores, acabará por criar novos Eus, o mesmo vale a para Médiuns que expressam por meio de seus veículos físico e interno, entidades de outros planos.
Por pior, por mais terrível que tenha sido uma pessoa (ou que acredite que tenha sido), não nos é mostrada apenas a Espada, mas a Balança, a balança é o que nos permite pagarmos por nossos erros eliminando de nosso interior aquele Defeito que causou o delito, assim nos purificando desta culpa.

Precisamos escolher, um EU, um defeito... o observar, o tempo que for necessário, entender quando ele atua, como nos engana, com que outros defeitos se relaciona, precisamos recordar suas manifestações, compreender a fundo suas realizações.
Ao compreendermos o EU, precisamos nos arrepender de ter permitido sua expressão, sua vida e pedir o sincero Perdão a Divina Mãe (Devi Kundalini) por nossos erros (cometidos por este EU).
Se não há arrependimento sincero, é porque ainda não compreendemos o EU. Entendam que muitas vezes é outro EU que quer a morte do primeiro que estamos estudando. O Estudo do EU tem que ser feito pela consciência e não apenas intelectualmente por outro agregado (EU). Um eu Preguiçoso poderia pedir a morte de um eu de Ira, exatamente por gostar de não ser incomodado.

Entendo que no início seja difícil assimilar estas informações, mas a seu tempo o iniciado é capaz de criar e se manter neste estado de consciência. É esta consciência que projeta sua luz em tal ou qual defeito, o compreende. Pela vontade e pela ajuda da Divina Mãe o eliminamos.

Para eliminar o eu absolutamente e sem perigo de criarmos ele novamente, precisamos eliminar as Cintas Teleognoras, são as Impressões do EU que na mente se cristalizam como recordações. O Processo de eliminação das cintas, se dá exatamente da mesma forma como do EU, só que precisamos recordar suas manifestações no passado, assim compreendendo a fundo se faz possível a eliminação das cintas, por meio da Divina Mãe.

Nós temos defeitos que nem sequer suspeitamos que são defeitos, temos defeitos que nunca se manifestaram, temos defeitos que talvez nem estejam mais conosco, e que se não realizamos um trabalho para o eliminar, pode ter sido já preciptado ao Abismo (com a essência junto).

No inicio do trabalho é muito normal que os iniciados se utilizando daquela vontade e força que o ensinamento gnóstico lhe dá, consiga amarrar o Eu, pois o iniciado compreende o mal que o Eu lhe faz (parcialmente), e mediante a vontade desencarna o eu (não deixa ele se expressar fisicamente). Não há de tirar o mérito de quem faça isto, pois no principio é muito difícil ter a compreensão adequada do trabalho, e assim conseguimos avançar contra defeitos que talvez não tenhamos condições de eliminar. O Problema de amarrar um Eu (desencarnar apenas fisicamente), é que corremos o risco de que em um momento que não estejamos montando guarda (conscientes), o eu volte a se manifestar e ele será certamente maior e mais forte que antes.

Temos que tomar cuidado no estudo do Eu para que não nos identifiquemos com ele, nosso objetivo é exatamente nos integrarmos com aquela consciência dentro do Eu (pois o Eu é a antítese daquela essência/virtude), assim podendo separar exatamente o que é o Eu e o que é a Consciência aprisionada. Não matamos o Eu exatamente porque sem compreender o que é o defeito, mataríamos a essência dentro do Eu.

Nosso trabalho é eliminar UM Eu por vez, mas isto não quer dizer que não vamos observando todos os eus que vão se manifestando, o importante é que com o passar do tempo vamos assimilando aquele estado de "Vigias como em tempo de guerra" como dizia o Mestre Samael. Este estado não é nada mais nada menos que a consciência estar de posse de todas nossas ações, pensamentos e sentimentos. Entendam que não é uma postura intelectual, é algo muito natural.

O Eu não se alimenta somente de suas ações, mas daqueles que estão associados a ele.

Na Obra sempre há momentos difíceis em que é natural que haja quedas perante alguns Eus, nossa única meta é não nos darmos por vencidos. Jamais, JAMAIS baixar a cabeça, senão que sermos humildes em nossos erros e seguirmos firmes em nosso processo de dissolução do Eu.

Conforme vamos progredindo e vamos fazendo mais e mais consciência, precisamos exercer esta consciência, o exercício da consciência é a expressão da virtude.

Devemos ter cuidado em não nos isolar demasiado, pois precisamos da convivência para poder encontrar e até observar o NOSSO Eu em ação (jamais julgar aos demais). Igualmente não podemos andar em matilhas, saibam que as matilhas, os cardumes... não são nada mais do que Almas divididas naqueles animais, evoluindo ou involuindo. Precisamos ter uma individualidade absoluta, me refiro a que não façamos coisas porque outros fazem.

A Consciência é revolucionária, aos mais adiantados dizemos que precisamos conter nossa luz em alguns momentos para não afastar as pessoas, no entanto sem jamais nos deixar levar por leis de nivelação.

Sabemos que o segundo passo do Trabalho, o segundo fator é a Alquimia, é segundo, pois precisamos ir eliminando os defeitos relacionados a Luxúria. A Alquimia, a Transmutação sexual não é apenas a conexão sexual sem a queda, é muito mais que isto.

Se não purificamos nossas águas sexuais, estaremos transformando em vapores, elementos muito densos e impróprios para a alquimia. Se não temos controle de nossos sentidos no nosso dia a dia, inevitavelmente ficaremos saturados de uma energia densa que projetada a energia sexual, nos fará cair sexualmente durante o Arcano.
Enquanto o iniciado não é capaz de eliminar seus Eus Luxuriosos mais básicos, continuará a ter poluções noturnas causadas por Eus (há outras quedas por fontes externas).

O Sacrifício pela humanidade é algo que poucos fizeram de forma adequada. Infelizmente muitos gnósticos se dedicam a ensinar o quinto evangelho, fazem grandes esforços físicos no sentido de levar uma vida difícil para poder ensinar.. no entanto se esquecem de VIVER a fundo o ensinamento, de eliminar estes defeitos e despertar a consciência. A Luz que há de iluminar um povo não são as letras escritas no papel, mas a Letra viva da consciência daquele que encarnou sua Luz.

Saibam que nunca estará sozinho aquele que está lutando, esta é a luta a qual quem morre lutando tem direito ao Céu. A Bendita Loja Branca nunca deixará só quem esteja morrendo, quem esteja nascendo e quem esteja se sacrificando pela humanidade.

27/08/11