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CLXV
Textos sobre Psicologia
A Morte em Marcha

Quando falamos da Morte psicológica temos que compreender que a Morte é o desaparecimento do velho para que surja o novo. Os nossos defeitos não podem ser educados para que se pareçam com virtudes, eles precisam morrer verdadeiramente para que a virtude possa vir a existência mais uma vez.
Quando tentamos educar ou modificar um defeito, o que ocorre é que ele se transforma em algo distinto o que dificulta não só a nossa compreensão do defeito como mais uma vez nos escapa de conseguirmos sua eliminação final. Não podemos dar conversa ao defeito ou nos meter na mente a dialogar com o criminoso.

Ao defeito só podemos dar a morte, o defeito não pode se utilizar de nossa mente, não pode se expressar em nossos sentimentos, não pode fazer uso de nossos sentidos, precisamos isolar conhecer, compreender nos a arrepender e pedir a Divina ajuda de nossa Mãe para que desintegre o Eu Psicológico.

Claro que conforme vamos libertando e despertando esta consciência presa nos diversos defeitos, vamos tendo uma maior facilidade de colocar esta Luz em nosso mundo interior e com mais força realizar o Trabalho.

No campo da Morte há muitas técnicas para eliminação do Eu, não podemos pensar que um Eu que criamos, convivemos e alimentamos por centenas de anos será eliminado de uma hora para outra, tudo que diz respeito a eliminação exige trabalho sério, disciplina, compreensão e Vontade.
É uma batalha diária, aonde cada dia deve ser lutado como se ali fosse o fim de nossa vida, ao Eu não pode existir amanhã. Claro que isto não quer dizer que tenhamos que fazer um trabalho desordenado, senão que temos que colocar todos os nossos esforços, no hoje, a cada momento em que o Eu tenta se manifestar em nós.
Não é porque o Eu não irá morrer com um único ataque que vamos deixar ele livre a nos causar dano ou aos que nos rodeiam.

Sei que não são todos os irmãos que sentem este impulso pela morte dos defeitos, entendo que muitos não recebem o impulso interior para isto, mas precisamos dar mostras claras que estamos dispostos a trabalhar e pedir que todo dia, a cada novo amanhecer, que a todo momento nosso Pai e nossa Divina mãe estejam olhando por nós e nos ajudando a identificar compreender e eliminar estas debilidades que nos arrastam ao Abismo.

A Morte em Marcha tem muitas formas de ser aplicada, a Morte é um mistério que cada indivíduo deve investigar e aprender de fato pela prática. Apesar de termos métodos ou instruções hoje dadas pelos Veneráveis Mestres que se fizeram fisicamente presentes e outros que ainda permanecem, na prática aprendemos a adequar a nossa realidade e até mesmo a recordar os mistérios por detrás dos detalhes que outras épocas já estudamos.

A Morte em Marcha é na prática a eliminação do Eu no exato momento em que ele atua, é o enfraquecimento do defeito removendo toda e qualquer forma de sua manifestação, sendo trabalhado a cada momento conforme ele se manifesta.
Quando em nossas ações percebemos que ocorreu a manifestação de um defeito, ou em nossa mente, nossas ações.. Precisamos naquele exato momento compreender a expressão do defeito, compreender a fundo o dano que nos causa e como será a vida sem ele.
Há uma chave ensinada por um Mestre que a cada ação nossa que realizamos nos questionamos se provém de nosso Ser ou de um Eu, assim com este questionamento chamamos a atenção da consciência sobre nossas ações e o Eu se vê obrigado a interromper sua manifestação para que possamos compreender e eliminar ele.

Após esta rápida análise fazemos uma pequena prática de transmutação para prover a energia para que a Mãe possa utilizar na morte do Eu. Entendam que uma pessoa inspirada transmuta sem precisar fazer qualquer exercício físico, o que é proposto é que façamos algo como uma respiração profunda imaginando que a energia sexual sobe por nossa coluna até a cabeça e posteriormente se projeta ao coração.
Após isto fazemos de imediato o pedido a Mãe que elimine este eu que foi pego em ação e projetamos esta energia imaginando que o Eu é desintegrado.

Entendam que não podemos nos complicar com os detalhes, a Imaginação tal qual o Verbo, tem um poder incrível. Imaginamos então este eu fora de nós e esta luz Azul sendo projetada de nós o desintegrando.

Claro que o Eu não desaparecerá de imediato, dependendo do quão forte ele esteja, maior será o esforço que iremos precisar fazer para sua desintegração Absoluta.

Entendamos que o trabalho da Morte em Marcha é apenas uma das formas de matar um Eu, haverá Eus que não conseguiremos eliminar sem previamente pagar alguns Karmas, outros cabem a uma análise muito mais profunda em meditação ou até a recordação de suas manifestações durante a existência para que possamos extrair completamente o fascínio e compreender em absoluto o dano que o defeito nos causou.

Não sejamos tolos de supor que não somos capazes, o Eu sempre tem suas artimanhas para tentar sobreviver, há defeitos que são solidários a outros, há defeitos que se justificam ou justificam os demais defeitos. Por isto há que se manter esta mente inspirada, estas emoções superiores e esta harmonia física para que em nós possa haver este centro de gravidade para que a consciência se manifeste a todo momento e ilumine aquela consciência ainda presa no Eu para que se dê conta de sua situação e tenha condições de eliminar o que a faz prisioneira.

Garanto a todo irmão que for capaz de seguir esta doutrina que não passará um dia ou uma noite sem que os Veneráveis Mestres da Loja branca, que os Deuses e Elementais da natureza e uma série de inumeráveis criaturas ocultas de nossos olhos físicos, dêem a estes irmãos sua força, seu conhecimento, sua orientação e seu apoio tanto físico como interno para que possam triunfar na Obra de nosso senhor o Cristo.

Que a Luz de Luzes se faça presente e brilhante dentro do coração e da consciência de todos nós.


Paz Inverencial!

06/09/11