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Textos sobre Psicologia
Trabalho sobre os Eus Astrais

Quando se desencarna um Eu, quando ele já não tem mais expressão no físico, se não existiu a sua compreensão nos outros níveis da mente ele se torna um fantasma tentador por assim dizer, porque apesar da pessoa não estar identificado com o Eu no físico e de não cometer o delito fisicamente quando em estado de vigília (acordado no físico), ele pode vir a cometer estes mesmos erros nas regiões internas.

O Mestre Samael comenta que muitos santos que já não cometiam erros no físico quando eram submetidos nas regiões internas as provas, caiam miseravelmente, porque não haviam trabalhado nestas outras regiões, eram somente sepulcros brancos por fora e dentro continuavam carregando todos aqueles elementos monstruosos.

O Objetivo do Trabalho Gnóstico não é uma mudança superficial, não temos por objetivo aparentar algo fisicamente e continuarmos com sentimentos e pensamentos negativos, se existem estes devem ser observados, compreendidos e eliminados da mesma forma como se deu o trabalho sobre as ações e as palavras.

Ao Perseguir efetivamente os Eus aqui durante o estado em que estamos no físico, vamos desencarnando e eles vão diminuindo e se incapacitando de manifestar-se mas pode que ainda continuem atuando durante o sono.

Nem todo sonho em que nos vemos envolvidos com alguma situação qualquer indica que seja a atuação do Eu como sonho, muitos dos processos internos que ocorrem são provas e até uma forma que a Mãe encontra de demonstrar que o Eu ainda existe e necessita ser trabalhado.

A Limpeza mais objetiva do Astral se dá na Terceira Iniciação de Mistérios Maiores, mas isto não indica que uma pessoa não deva já desde o início de seu trabalho dar o devido valor a todos estes momentos em que o corpo fica repousando em sua cama.

Temos que aproveitar todos estes momentos porque a vida passa muito rápido e estas oito horas de sono são indispensáveis para o estudo e a compreensão da atuação destes Eus a nível Astral.

O Mesmo procedimento de meditação, estudo, análise compreensão, retrospecção das nossas ações físicas ao final do dia, devemos realizar pela manhã sobre o que aconteceu durante o Desdobramento Astral (sono), assim vamos fazendo a continuidade do trabalho físico e inclusive compreendemos o que ficou fisicamente mal feito.

Há práticas muito simples na Gnosis e são as que efetivamente necessitamos sempre aprender novamente, porque a Consciência é elástica e as práticas são igualmente elásticas e se adaptam ao que a consciência consegue captar sobre as mesmas. Uma simples retrospecção do dia, pode ser expandida com sua devida consciência até encontrar as primeiras manifestações do defeito em uma existência, posteriormente em buscar suas relações em existências anteriores e até em outros ciclos de manifestação.

Então que para a Consciência tudo é válido, para o Ego, só interessam as novidades e os novos conhecimentos porque ele vê isto como belas histórias mas não algo prático e por isto lhe aborrece a repetição. Para a Consciência tudo sempre é novo porque ela está se expandindo e crescendo e sempre há algo a se captar destes ensinamentos.

Veja a criança que é capaz de assistir aqueles filmes infantis ou de ouvir sempre as mesmas histórias e sempre com o mesmo encanto e percepção de como se fosse a primeira vez, pois isto é o que a consciência lhe proporciona, claro que são apenas 3% de consciência se manifestando mas vemos o quão útil e sábia se torna a criança sobre este prisma.

Nós velhacos do intelecto vemos a necessidade de supor que por algo ser novo seja melhor, e que não fazemos porque talvez mais adiante o Mestre dê algo mais, venha algo mais fácil e mais prático.
A Verdade é que não se pode trabalhar pensando desta forma, porque isto se torna um eterno amanhã e as práticas e ensinamentos mesmo mais simples tem uma sempre transcendente novidade para a consciência.

Uma pessoa supõe que vive o momento, mas justifica que não quer ler porque já leu. Não é assim que ocorre? Crê a pessoa que está localizada no momento, alinhada vertical e horizontalmente mas não entende que aquele momento é único e não é uma repetição de nada que já houve, por fim se compreende que não está vivendo o momento apesar de acreditar que esteja.

Querem ver se uma pessoa vive o momento, pois o observe nos mundos internos. Lá nestas regiões vemos como é viver o momento, se a pessoa é capaz de viver cada momento no físico, sentindo-se e não se projetando memórias ou futuros acontecimentos, ela pode exercer certa continuidade por lá, senão não há como.

Não devemos nos queixar por sonharmos, feliz de quem sonha, porque sabe que cada sonho tem seu sonhador e tem matéria para estudo, análise e eliminação. No dia que não hajam mais sonhos, que se ocultem os sonhadores aí sim teremos com que nos preocupar, enquanto isto não chega temos materiais de sobra para um trabalho.

Se uma pessoa se identifica com seu trabalho no físico, vai sonhar que está trabalhando, se uma pessoa se identifica com o sexo oposto vai sonhar que está fornicando ou ao menos vai ver projeções desta efígie, se uma pessoa se identifica com alguém que lhe elogia pois vai repetir isto nos mundos internos lhe alimentando o orgulho, da mesma forma se for ferido por palavras grosseiras e se identificar com isto vai repetir lá para esbravejar e quem sabe poder vingar-se de tal pessoa.

O Sonho noturno é um reflexo do sonho que temos quando estamos acordados, algumas vezes os sonhos são a tentativa de manifestação de defeitos já eliminados do físico. Não podemos deixar de analisar e compreender estes Eus que por lá atuam, porque muitos deles, muitos destes sonhos são Eus que já trabalhamos em passadas existências e necessitamos dar continuidade sobre estes elementos que hoje em dia se manifestam pelos sonhos já que não tem mais uma manifestação física.

Temos que criar o que os Veneráveis Mestres chamam de Associações Positivas, com isto, mesmo que hajam sonhos, teremos a chance de continuar nossos estudos e nosso trabalho sobre estas demais dimensões. Uma pessoa que se auto-observe no físico, repetirá isto naturalmente nos mundos internos e com isto dará continuidade sobre os Eus Astrais, Mentais, etc..

Um dia durante um processo de análise sobre certo evento do passado, algo mal resolvido, submeti a meditação e a reflexões e estudos, o resultado foi que fui submetido a uma prova nos mundos internos, lá estava meu Caifás frente a um Abismo, totalmente desprotegido, era uma prova de perdão a esta pessoa, mas a verdade é que Perdoar é algo Divino e sem o Pai a pessoa humana pode até dizer perdoar mas não é algo simples no final das contas.
O Que sucedeu é que por frações de instantes me vi no Plano Mental já que vi a possibilidade de empurrar aquele Senhor ao abismo e fiz no Mental, o empurrei e não posso mentir neste sentido, porque pensei em fazê-lo e isto para a mente já é o fato consumado, no Astral claro observei o que ainda restava de rancor e pude senão eliminar controlar isto e fui até lá conversar com tal Caifás sobre os eventos do passado, me ofendeu, lhe agradeci e fui embora porque não podia fazer mais nada a respeito.

Temos que buscar sermos muito reflexivos e serenos frente aos eventos da vida para que lá nos mundos internos tenhamos esta mesma compostura para compreender tais circunstâncias.

Uma pessoa que se reúna em Templos e Lumisiais e se faça presente em consciência e que viva aqueles momentos, certamente repetirá isto nos mundos internos, uma pessoa que escute as gravações dos Mestres, que estude seus livros de coração, certamente receberá instruções e continuará seus estudos desde as regiões mais sensíveis do cosmos. Tudo que fazemos hoje é um reflexo do que se sucederá depois de nossa morte, e por consequência disto depende nosso destino. Uma pessoa que busque a perfeição no físico, que não se sinta grande senão que esteja sempre aprendendo e pondo em dúvidas seus conceitos e idéias, repete isto depois do sono e depois da morte, e isto é algo assombroso, porque pode mudar radicalmente seu destino.

Quem passa os dias vendo tudo que passa na televisão, lendo qualquer coisa que apareça na frente, falando de bobagens sem sentido prático, perdendo seu tempo miseravelmente identificado com os eventos da vida, o que fará nas horas de sono? Pois a mesma coisa e nada mais, senão que acentuada sua maldade por ser uma região mais sensível..

O Mestre comenta que Voar é um símbolo de Despertar no sonho, isto é porque no físico não voamos e se lá fazemos isto é porque não ignoramos que estamos em uma região aonde as leis são diferentes, para um sonhador se diz que é um bom presságio porque bastaria que se sentisse ali, isto é, que se desse conta onde está localizado para que pudesse fazer grandes maravilhas.

O Astral tem diversas regiões mas duas que temos que conhecer e compreender. A Primeira é o Astral Externo que é o que os Mestres tanto falam em suas histórias aonde contam que encontraram tal Mestre, foram a um templo, viajaram pelo mundo, etc.. Neste Astral externo nos manifestamos se temos os Corpos Solares, ou se algum Deva ou Elemental nos auxilia, igualmente os próprios Mestres podem nos ajudar nestes experimentos, é algo que pode ser realizado.

A Maioria das pessoas tem um Astral Lunar, na verdade todos, praticamente todos nascem com o Astral Lunar, então enquanto isto só tem condições de por seus próprios meios se desdobrar para dentro, por assim dizer. É Muito comum ao observar uma pessoa no Astral externo ao lado da sua cama em seu corpo astral como se fosse um sonâmbulo, exatamente porque está projetado para dentro e não para fora.
Não estamos dizendo com isto que não se locomovam em Astral pelo mundo externo mas que não estão conscientes do Mundo Astral externo senão que projetam internamente seus sonhos.

O Astral externo é quase em sua totalidade idêntico ao interno, conscientes se pode invocar aos Mestres, se pode ser atacado por demônios, se pode ir aos Templos, enfim é uma réplica de menor poder.

Uma explicação muito simples e obvia para os que tem alguma consciência do Astral é que muitas vezes se encontram pessoas neste Astral e mesmo que se converse, tais pessoas mesmo que recordem de toda noite não tem recordações do que aconteceu. Porque se isto acontecesse externamente (No Astral Mundial) ambos teriam recordações, como acontece com algumas pessoas.

Como estamos desdobrados internamente, em nossos sonhos, aqueles elementos que nos ofendem, que nos acompanham a farra por assim dizer, muitas vezes são os próprios Eus que carregamos dentro, e uma vez conscientes podemos estudar e compreender o que fazem, o que querem tais elementos.

Claro que carregamos imagens mentais (efígies) de outras pessoas e de imagens que vimos no físico, por isto é importante ter uma boa higiene mental e uma boa postura física e interna quando estamos acordados para que não continuarmos criando estas criaturas que posteriormente teremos que eliminar.

Não é aceitável que uma pessoa por exemplo se ofenda em um sonho e não compreenda que ali esteve presente um eu da Ira, ou que se veja envolvido em uma cena de lascívia e não entenda que lá estava um Eu Luxurioso, se não nos propomos a compreender e estudar em totalidade estes eus, nunca vamos resgatar a totalidade da consciência.

Claro que a princípio este tipo de estudo será apenas em se converter em um observador dos sonhos, para ver como se relacionam com o nosso dia a dia, mas conforme vamos avançando no processo de desencarne dos Eus (se é que não eliminamos de primeira), temos que ir abrindo espaço para consciência no Astral por meio da eliminação deste Eu.

Uma pessoa que depois de dois anos no ensinamento não tenha começado a ter suas experiências internas é porque está fazendo mal ou há algo de errado em seu trabalho. Não estamos dizendo que vá ser um "Desperto" mas que tem que estar em progresso nesta direção se é que um dia pretende encarnar e expressar o Ser, porque uma pessoa que vá adormecida até uma terceira ou quinta de maiores jamais será um bom veículo de expressão para seu íntimo, isto são detalhes que temos que ir trabalhando desde o começo, com bases sólidas para este Despertar.

28/11/11