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Textos sobre Psicologia
A Morte do Traço Psicológico

Particularidades, temos falado destas especialidades e destas características únicas os quais cada indivíduo tem, claro que até então em expressões de impulsos muito íntimos que estão mais além da maneira como iremos usá-los, mas que até então tratamos no aspecto de uma virtude e de uma integração espiritual.

No trabalho sobre nós mesmos, nesta reedificação de nosso interior, no exercício do Fator de Revolução da Consciência que denominamos Morte Psicológica, nos deparamos com o fato que por diversas vezes estas virtudes estas características únicas não são afloradas, manifestas, ou mesmo são, mas em um sentido negativo, sendo usadas inconscientemente ou mesmo deliberadamente para o delito, para o erro.

Toda virtude não manifesta, assim está devido a estar aprisionada por uma falha, por um delito em nosso interior, um erro, ou um Eu como usualmente denominamos.
Ao eliminar o Eu, liberamos a Virtude para que desenvolvendo-se possa manifestar-se como plena Consciência Desperta naquela característica específica a qual representa.

O Eu existe, ele somente pode existir, porque há um princípio o qual o alimenta, o qual ele deliberadamente se apropria e se move por isto.
A Virtude gera impulsos, gera ondas e vibrações, as quais os Defeitos aproveitam para manifestarem-se. É o mesmo com a vida, sem os eventos, os eus não tem como atuar, porque não há espaço para sua manifestação sem o lugar no qual corresponde.

Claro que o delito não corrigido, efetuado por um tempo muito longo, cria verdadeiras aberrações e Demônios dentro de nós mesmos os quais passam a ter vida própria e estes sim sobrevivem mesmo sem mais o impulso da virtude até então aprisionada, o que gera virtudes aprisionadas de uma maneira que não conseguimos eliminar pelo descobrimento e pela luta contra nós mesmos da maneira convencional, e também outros defeitos os quais mesmo quando a essência, continuarão existindo, exigindo um trabalho extra, ainda além da própria liberação da essência, da virtude.


Mas como dizíamos, cada indivíduo tem estas características únicas, mesmo em seus delitos... cada pessoa carrega em si, um potencial maior de virtude, o qual em geral, exatamente pelo impulso divino que recebe, é o que o Eu aproveita para alimentar-se por meio de digamos uma má interpretação, uma má transformação destes impulsos primários que vem de dentro, de cima.

Veja que por diversas vezes ficamos frente a uma situação aonde temos um impulso da consciência de agir, no entanto a ação que realizamos, em geral é excessiva, negativa, tenebrosa, exatamente porque houve um impulso divino, uma percepção conscientiva e uma indicação, e o Eu aproveitou isto para atuar negativamente, como é de costume nos mais diferentes aspectos da vida de cada um.

Assim nossas ações, nossas intervenções, mesmo com boas intenções, costumeiramente são simplesmente delitos, maiores ou menores, ou mesmo crimes, os quais cometemos, dentro do parâmetro claro da Lei Divina.


No início do trabalho psicológico, quando começamos a nos auto-observar, certamente iremos encontrar uma pequena quantidade de defeitos, leva tempo o desenvolvimento destes dons de auto-percepção, e claro que ainda é difícil ao indivíduo realmente compreender os passos para descobrir-se, para julgar-se, e eliminar o que entenda não corresponda mais aquilo que espera de si mesmo.

Ainda assim, cada defeito descoberto, já é por si só, o resultado de uma compreensão, de uma revelação, de uma separação entre o que é o Defeito e o que é a Virtude ainda aprisionada ali. Quão mais conseguimos delimitar o que seja o Defeito, e o que seja o impulso puro e natural da Virtude, vamos podendo separar um do outro, até o ponto em que suplicando ao princípio do Fogo, possamos eliminar esta casca a qual exatamente por nossa compreensão, torna possível sua eliminação.

O Princípio do Fogo que nos referimos, certamente já teve e ainda hoje tem muitos nomes, mas é o que geralmente chamam de "Mãe Divina", ou como no passado já foi chamado, Kundalini.

O Trabalho costuma iniciar pelos detalhes, por vezes aspectos da própria personalidade, eliminando repetições inconscientes e mecânicas antes mesmo que fixem-se em nossa psicologia, e tornem-se defeitos como propriamente seriam com o tempo. Após isto em geral o trabalho dá-se com Eus pequenos, detalhes mínimos os quais já são uma extensão incial de Eus maiores, delitos os quais cometemos mas ainda não estão totalmente fixos ou habituais em sua manifestação.
Mais adiante trabalhamos com os diferentes aspectos dos Eus, as mais distinstas manifestações que encontremos, já que como eliminamos o que era mais fácil, conseguimos unir uma grande experiência neste trabalho e também Consciência suficiente para discernir a Virtude do Delito e ter igualmente forças para não somente não cometer o erro, mas eliminá-lo realmente, definitivamente.

Mas... por fim, devemos sempre dar a devida atenção a nossa particularidade negativa, ao aspécto o qual é mais tocante em nós mesmos, o que no Gnosticismo chamamos de Traço Psicológico, e que no fundo significa o aspecto mais negativo o qual se manifesta em nós, no relativo aos sete grandes defeitos principais, as Sete Cabeças de Legião, ou os Sete Pecados Capitais.

Cobiça, Gula, Luxúria, Ira, Preguiça, Inveja, Orgulho.

Cada um de nós, certamente se encontra marcado, personificado, tanto em nossa forma de sentir, como de atuar em um destes sete delitos principais e fundamentais, os quais certamente moldaram nossa vida sempre com eventos muito marcantes no relativo a isto.

Costuma ser o Traço, este delito maior, o qual afasta o indivíduo do Caminho Espiritual, visto que é o que tem o maior impulso (por conta da virtude tentando manifestar-se), e também por conta disto, é a pior manifestação de nossos defeitos.
Ou seja, o maior delito, é o que uma vez liberado dá a cada um a maior e melhor virtude o qual está predisposto a ter.


O Trabalho sobre o Traço Psicológico, é algo o qual requer muito esforço e atenção, porque nos será o que é mais difícil vencer, e também o que irá requerer mais tempo e maiores esforços e energia.
Por isto que sempre trabalharemos sobre este aspecto, do início ao fim da Obra, e além disto, atentaremos a outros aspectos os quais em geral, um a um iremos trabalhando, sem nunca nos descuidar do Traço, o qual sem a devida atenção, corre o risco de se expandir e nos causar uma queda irreversível no caminho.

Dizemos isto porque muitas pessoas fizeram isto de trabalhar um agregado por vez, mas exatamente por descuidarem-se da Cabeça de Legião como um todo, esta que é nosso traço, acabaram protegendo e limpando a casa por um lado, e sendo destruídos e arrasados pelo outro. Ou seja, perderam-se no caminho, eliminaram um defeito, criaram dez...


Assim encontraremos pessoas as quais nitidamente vemos expressas mesmo em sua maneira de portar-se, de agir, a Preguiça, bem como em seu olhar, em sua maneira de atuar, etc. Sua vida cheias de nada, já que a Preguiça sempre busca a inércia.
Encontraremos em outros muito bem manifestos em sua maneira de atuar, de falar, de olhar, a Luxúria claramente estampada. E certamente em sua vida, romances e tragédias, fornicações e adultérios.
Nunca faltarão pessoas as quais igualmente são marcadas pela Inveja na vida alheia, e seus olhares sempre cheios de desejo pelo o que os outros tem, seja um bom companheiro, seja uma bela casa, talvez o emprego, ou certamente como é o certo nestes casos, uma constante insatisfação com o que tem, e um desejo intransponível de ter tudo os que os demais possuem.
Assim por diante com os demais dos Sete principais defeitos.

Claro que estas Cabeças de Legião, como o próprio nome indica, são apenas a Cabeça, o Tronco principal de muitas ramificações, e os Defeitos são aspectos menores e menores derivados deste mesmo principio negativo.
Óbvio que todos temos todas estes Sete Pecados ativos e muito bem ativos e manifestos em nossas vidas, no entanto por mais que possa parecer para alguns difícil comprovar, há sempre um o qual se sobressai severamente sobre os demais, o qual é o Traço Psicológico.


As pessoas que horrorizadas apontam um ataque de Ira do outro, ou que sentem-se afligidos pelos olhares de Inveja, ou enojados pelo acúmulo dos Gulosos, certamente ignoram seu Traço Psicológico, pois se assim soubessem, entenderiam que todos nós somos delituosos e malvados, somente que sob prismas, aspectos diferentes.
Talvez nos sintamos mais justos, por não explodirmos em ira, ou talvez por não Cobiçar o que não nos corresponde, mas certamente encontraremos o mal, manifesto e plenamente ativo, em aspectos os quais podemos até considerar justo e natural, e no fundo é o mesmo o que o outro faz, somente que diferente.

Sejamos mais austeros com nós mesmos, e deixemos os demais fazerem o que lhes aprouvierem, visto que o que podemos fazer no fundo é sobre nós mesmos, assim como cada uma das pessoas. Querer mudar o outro sempre gerará resistências e conflitos, algo que não nos corresponde nunca, jamais, sequer tentar realizar.

01/08/16