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CLXV
Textos sobre Psicologia
Linguagem Corporal

A Linguagem é algo que todos nós bem conhecemos, já que nos comunicamos por meio da fala, mesmo da escrita e estamos todos em contato entre si, graças a este tipo de Linguagem.
Claro que a Linguagem como sistema de comunicação, é algo muito amplo, existem linguagens de sinais. Existem diferentes línguas também, para a comunicação falada e escrita, existem igualmente linguagens as quais não necessariamente se utilizam de símbolos (no sentido humano de nossa linguagem), já que são ainda mais sutis que isto.

Vejam que muitas das percepções que temos, destas ligações que temos com algumas pessoas em especial, são igualmente comunicações e certamente tem sua linguagem própria, que claro não é falada, não é escrita, sequer é um símbolo que podemos ver, mas uma percepção, seja um pensamento, seja um sentimento o qual nos permite saber o estado, a situação que o outro está envolvido.
Existe a Linguagem da Matéria, a Linguagem da Alma e a Linguagem do Espírito.

Percebam que quando oramos, quando alguém realmente está integrado e faz uma oração, no fundo, o que realmente transcende até as regiões internas não é a palavra em si, e sim uma percepção que temos do sentido dela, já é uma outra linguagem que estamos usando, ainda que a formulemos em uma forma humana, compreensível para nós.
Claro que continua sendo uma palavra, mas não uma palavra humana, o que é transmitido, porque a própria palavra humana, a linguagem humana, é um desdobramento, um desvio de uma linguagem original, a qual é o desdobramento de uma corrente ainda mais sutil a qual nos referimos neste momento.

Basta recordarmos que tudo isto que somos, seja o aspecto cultural, seja a língua que falamos, nossos nomes, nosso corpo, o gênero sexual que pertencemos (masculino/feminino), e assim por diante, não são atributos diretos da Alma, senão que características as quais alimentam a Personalidade para que sirva de veículo de expressão ao longo de uma época a qual nos manifestamos.
Assim é compreensível, que a Alma, não tendo um gênero sexual, não tendo uma língua (humana), não tendo uma cultura e assim por diante, ao diretamente interagir com outras Almas, tenha uma linguagem própria e por consequência o próprio Espírito, em suas interações.


No Trabalho Psicológico, é sempre dito àquele que deseja alterar sua natureza interior, que este necessita auto-observar-se, e também para observar-se.
A Auto-observação consiste na observação interior, na atenção dirigida à nossa Psicologia, aos nossos centros (Intelectual, Emocional).
A Observação consiste na observação exterior, na atenção dirigida à nossa Matéria (Instintivo, Motor).
Por fim, uma mescla de ambos é requerida para a observação adequada da atuação do Centro Sexual.

O Intelecto e a Emoção, certamente é algo que somente captamos compreender, por meio da auto-observação.
Nossos Instintos e nossas Ações, dependem de uma observação de nosso veículo físico, de nosso corpo, e dependem de observação.
As Funções Sexuais, por serem um princípio que atravessa todos os espaços e que percorrem todo o organismo e todos os organismos (internos também), depende de que saibamos captar sua atuação em cada região, dentro e fora.


Uma pessoa é fisicamente, o desdobramento do que é internamente. Vejam todos os organismos estão doentes (todos nós), e estas doenças denotam problemas psicológicos diversos.
Um agregado, uma falha, um defeito, para ser criado, ele depende de ter surgido como um Pensamento, ainda que o indivíduo não tenha tido a devida intenção ou dada a devida atenção ao processo de sua criação.
Para que realmente este pensamento torne-se um defeito, ele necessita ter sido integrado com a força do Sentimento. É exatamente da mescla do Pensamento e do Sentimento que surge o defeito.
Uma ideia a qual recebeu a energia de um desejo, transforma-se inevitavelmente em nosso interior em uma personificação negativa, um impulso a mais para nos guiar para delitos e maldades.
Uma vez um defeito existindo, ele necessita passar por certas barreiras do costume, e isto indica que necessita instalar-se no instinto, de maneira a que consiga se manifestar costumeiramente e já sem a necessidade de uma disputa interior.
Quando o defeito rompe a barreira do instinto, que é o que em geral define uma tentação de um delito, então o Defeito assume o Corpo e realiza o que sente necessidade.

Vejam que muitas pessoas cometem todos os dias erros, não porque sentem desejo, ou porque pensam a respeito, senão porque o fazem sempre, seu organismo está acostumado a isto, seu instinto naturalmente lhe impulsiona a isto e então faz...
Assim que para que possamos modificar esta nossa natureza, precisamos encontrar cada manifestação de um defeito, em cada uma destas regiões, retirar sua manifestação física, remover sua programação instintiva, então buscar seu sentido, sua razão, nas regiões internas de nós mesmos.

Alguns dirão que esquecemos de falar no Centro Sexual, mas no fundo, o Eu cria-se da própria energia sexual, e atua pelo impulso da energia sexual, e por fim gasta a energia sexual. Todos estes níveis de atuação de nossos defeitos, estão sempre e cada um destes níveis, sempre ligados a parte sexual. Sem a atividade do centro sexual, já seria por si só impossível a criação de um defeito, bem como sua eliminação.
Claro que ainda assim, necessitamos encontrar a manifestação do defeito nesta região, ou neste gênro, se este está diretamente relacionado à isto (ainda que no fundo tudo esteja).

Mas falando objetivamente do Corpo Físico, vejam que o Corpo por si só, diz muita coisa. Apenas de observar outro indivíduo, podemos saber se está triste, se está alegre, se está em tranquilo, se está agitado, se está relaxado, se está tenso, se sente desprezo, se sente atração, etc., etc.
Tudo isto nos demonstra que dentro da Linguagem Material, encontramos claramente uma Linguagem Corpórea, a qual claro é um desdobramento físico, daquilo que está ocorrendo instintivamente, emocionalmente, psicologicamente, sexualmente e fisicamente (falando de termos em geral do próprio corpo).
E se observando os demais podemos saber estas coisas, pois é exatamente o que precisamos aplicar para conhecer a nós mesmos e encontrar as diferentes manifestações negativas as quais não estamos mais dispostos a conviver e a carregar em nosso interior.

Uma pessoa pode não encontrar em sua Psicologia, em seu Sentimento um defeito, mas fisicamente se observa-se, por vezes o encontra em plena atuação, totalmente ativo e então a partir disto pode seguir sua ramificação interna e assim o mesmo da parte interna. Pois por vezes não vemos em nosso dia a dia, em nossas ações um defeito atuando, mas quando estamos nos auto-observando, vemos que uma manifestação psicológica, emocional, desencadeia um instinto, uma ação.
Falar do Vital e do Físico, é muito similar a falar do Instinto e do centro do Movimento/Ação, porque são duas coisas intimamente ligadas e que não sobrevivem uma sem a outra.
Por isto que é necessário saber executar esta dual observação, interna e externa de nós mesmos, com o objetivo de nos conhecermos realmente, totalmente.

Alguém pode dizer, que não consegue ver sua face, ou ver seus olhos. E que olhando os demais, pelo simples olhar, é capaz de perceber muitas coisas e não olhando a si mesmo, sem um espelho.
Mas vejam que temos como saber que músculos estão tensionados ou não, que frações do corpo estão relaxadas ou não, e isto é o mesmo que olhar para outra pessoa, somente que com outros sentidos os quais temos de aprender a observar, ainda que de outra maneira.

Os Defeitos constantemente manifestos, transformam a pessoa naquilo que são, e por comum moldam diversas ações e instintos, gerando características físicas relativas à sua natureza.

29/08/16