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CLXV
Textos sobre Psicologia
Limitação da Consciência

A Vida sempre nos traz muitas situações novas, circunstâncias até então não experimentadas, realmente nunca vivenciadas daquela maneira a qual encontramos em certo momento de nossa existência e isto faz com que estes eventos que são novos, exijam uma adaptação, um certo perfeccionamento da Consciência, para que não se identifique com estes novos eventos.

Nós muitas vezes superamos situações difíceis, e isto nos permite com que tenhamos certa Consciência sobre estes eventos, mas quando novos eventos surgem, mesmo sendo as mesmas forças sendo as responsáveis por dar a solução a questão, por estarem revestidos sob novas formas, é muito possível, até provável que nos identifiquemos com a situação, e tenhamos naquele momento aquilo que podemos chamar "Limitação da Consciência, que no fundo é a própria identificação, que faz com que a Consciência se torne limitada, no sentido de estar submetida a um molde negativo, em certo momento.

A Consciência por si só, tem um estado Pleno, uma capacidade natural de integrar-se com tudo que há dentro e fora, sendo assim capaz de perceber, assimilar e interagir com toda a verdade existente, sempre de maneira plena a verdadeira.
No entanto como bem sabemos, há fatores que causam este aprisionamento da Consciência e isto gera estes eventos aonde claramente vemos que a Consciência torna-se parcial, limitada, presa dentro de um erro o qual não percebe e não consegue livrar-se.

A Consciência torna-se presa por conta da Identificação, e a consequência da prisão é a Limitação de sua natureza, permanentemente até que mais uma vez transcenda a natureza a qual tornou-se. Que como sabemos ocorre de duas maneiras, voluntariamente, quando trabalhamos sobre nós mesmos, ou involuntariamente, quando naquilo que muitas culturas chamam de Abismo ou Inferno, aonde estas avarezas e incompreensões são removidas a força, de maneira a liberar mais uma vez aquilo que é no fundo a Verdade dentro de nós.


Ao longo do Caminho Espiritual, desta jornada de integração com a Divindade, veremos muitas vezes eventos por assim dizer muito similares, quase idênticos, mas que no fundo são processos os quais uma mesma fração de Consciência é submetida e que deve superar infinitas vezes até chegar a esta perfeição que tem de ser. Isto tudo ocorre para se tirar impurezas, realmente dar uma aparência absolutamente plena e única tal qual como ocorre com um Diamante ao ser Lapidado.

É claro que cada aspecto que falhamos, inevitavelmente teremos de repetir o processo, até que se dê a transformação correta em nosso interior.


As Provas Esotéricas são sempre muito difíceis, realmente cada Iniciado tem de atravessar verdadeiros Abismos cheios de Pavor e de Terrores indizíveis os quais certamente são intensificados na medida que a capacidade de cada um vai sendo aprofundada.
Nós nunca recebemos nada que não podemos lidar, isto é certo, e mesmo que hajam situações por demais difíceis, sempre há forças que nos auxiliam, física e internamente a transcender estas etapas, ainda que não compreendamos e que não percebamos, já que muitas vezes é para ser assim.


Todos nós acabamos tendo muito mais facilidade em ajudar, do que sermos ajudados. Isto porque por conta das mazelas do caminho, desenvolvemos muita autossuficiência, esta claro em um sentido negativo estamos nos referindo, já que nos isolamos não apenas do que nos é inútil e negativo, mas também de forças que são necessárias nos integrar para vivenciar certos processos da Obra.

Há etapas do Caminho aonde nossa Obra depende da Obra dos demais, e a Obra dos demais depende de nossa Obra.
Claro que isto tem um ascendente maior, para os Logos, para o trabalho dos Avataras, mas mesmo nas jornadas mais básicas, encontramos isto em algum grau.

17/10/16