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Textos sobre Psicologia
Condição e Estado

Todos nós temos aspectos inerentes a nossa natureza, seja física ou interna, e também temos aspectos transitórios de acordo com esta natureza. O Que é permanente determina o que nos é transitório, e o transitório nos conduz a uma nova permanência.

A Condição é de certa forma o que nos é mais ou menos permanente. O Estado é sempre transitório.
Dentro da Condição temos estados, e os Estados conduzem as Condições. Também claro, como já dissemos, as Condições determinam os estados.

Os Eventos são sempre resultado dos Estados e por consequência resultado de nossa Condição.


Os Problemas, somente são considerados assim, devido ao Estado que nos encontramos, e o estado que nos encontramos é relativo a nossa Natureza atual, nossa Condição.
Nossa Alma se encontra sempre em tal ou qual Condição, e isto nos possibilita ter Estados relativos a esta condição que ela se encontra.
Isto é muito como a Natureza e seus resultados, afinal cada planta dá o fruto relativo a sua espécie, e de cada semente temos a planta correspondente. Se quisermos outro tipo de fruto, necessitamos de outra planta, e por consequência de outra semente.

Nossa vida é o resultado de uma inúmera sucessão de eventos, e a forma como percebemos e interagimos com estes eventos, são resultado de nossos Estados Psicológicos. Sempre esta percepção que temos, e por consequência os estados que se alternam em nosso interior, são relativos àquilo que realmente somos, a Condição Psicológica que nos encontramos.

Cada indivíduo, no mais profundo de si mesmo, é algo, "está" de certa maneira estabelecido em um patamar de valores, conceitos, virtudes, defeitos. Certamente isto tudo é o que determina a Condição.
Ninguém poderia expressar algo que não é, ou dar algo que não tem. Assim que os Estados, são o resultado da manifestação de algo que levamos dentro, de uma fração daquilo que somos. Se temos mais virtudes, certamente nossa Condição será relativa a isto, e nossos Estados serão virtuosos, e a forma como percebemos e lidamos com os eventos, será na maioria das vezes virtuosa.
Já se uma pessoa tem uma Condição negativa, se em seu interior há conflito, discórdia, sofrimento, mágoas, traumas, seus estados serão negativos e todos os eventos que atrai para si, terão esta mesma característica.

Certamente a forma que temos de alterar os Eventos, também nossa atual Condição, é por meio da transformação dos Estados Psicológicos.
Quando no momento preciso de um evento, alteramos a natureza da forma como percebemos e como interagimos com este evento, estamos no fundo alterando o Evento, a relação com este evento, criando um novo Estado de Consciência e alterando profundamente em nossa Alma, nossa Condição Psicológica.

A Grande chave das transformações interiores e exteriores, se encontra exatamente no Estado Psicológico, em nosso ânimo, na forma como percebemos, e interagimos com as coisas.
Há quem veja com negatividade a vida, há quem veja com positividade, no fundo ambos os casos são equivocados, já que temos de ver a realidade dos fatos. Mas o que queremos demonstrar é que no fundo os eventos são irrelevantes, pois tanto encontraremos Beleza, ou Feiura em algo, a questão é como olhamos este algo.
Assim que se estamos tristes, se estamos desanimados, se nos encontramos perdidos, desconsolados, no fundo o relevante como já dissemos é o Estado Psicológico, não o evento.
A Felicidade, a Paz, são estados de Consciência, estados os quais não estão relacionados com eventos específicos, senão que se fazem constantes e presentes nos bons e maus momentos da vida, pois tudo tem um propósito, só temos de aprender a observar claramente, objetivamente a vida.

Se uma pessoa tem uma vida infeliz, se não está de acordo com os eventos que lhe cercam, pois o primeiro passo a ser tomado, a primeira mudança, é alterar os Estados Psicológicos, mudar a forma como observa e interage com os eventos. Nada é obstáculo para o indivíduo quando este aprende a manejar os Estados Psicológicos.

As pessoas se afastam da Divindade, submergem em situações muito difíceis, simplesmente porque não sabem conectar-se com Deus, e isto no fundo é um Estado que evocamos. A Oração não são palavras ditas ao vento, os Rituais não são um Teatro, senão que com o estado adequado, tornam-se uma poderosa ferramenta de diálogo e de interação com a Divindade. No entanto temos de aprender a manejar os Estados...

Quando falamos de Cristo, da força Cristo, a mesma força que Jesus encarnou, e que outros sábios encarnaram, no fundo estamos falando de um Estado, um patamar de manifestação da Natureza Humana, quando transcendida. Obviamente em última instância, este Estado, torna-se Condição, mas primeiro se manifesta como um Estado. Temos de primeiro que "estar" Cristo, para então "Ser" Cristo.

A Primeira forma de Ser, é sempre Estar. Se cometemos um crime, estamos criminosos, mas se repetimos os crimes, nos tornamos criminosos. As Virtudes, as forças são similares, primeiro ela se manifestam, então pela recorrência de sua natureza, elas se tornam.
Toda ação tem consequência, e toda repetida ação, torna uma consequência permanente. Assim que se não temos interesse em uma consequência, não temos porque executar tais ações desta natureza, é uma simples matemática.

Podemos imaginar um saco de pano, aonde dentro existem bolas brancas e negras, também algumas poucas algumas translúcidas.
Imaginando que as bolas Brancas são valores positivos, as negras são valores negativos e as translúcidas são nossa fração divina, obviamente se enfiamos a mão neste saco e tiramos uma das bolas, esta bola em questão representa o Estado o qual manifestamos para tal ou qual evento.
Se tomamos uma bola negra, e não concordamos com este simbólico estado, pois transformamos esta bola negra em branca, e ao devolvê-la ao saco, pois alteramos o equilíbrio que ali existia, transformando em algo novo, e melhorando as chances de ter melhores resultados.

É claro que há eventos que sempre evocam Estados negativos, assim como há eventos que sempre evocam nossas Virtudes, é uma questão de conhecer-nos, de nos preparar para estes eventos e então diligentemente alterar esta natureza que sempre manifesta-se inoportunamente.

30/07/17