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CLXV
Textos sobre Psicologia
Convivência Harmônica

Vivemos sem dúvida em um mundo de relações. Todas as pessoas inevitavelmente interagem uma com as outras e nisto há muito que temos de aprender.
Ninguém é completamente independente quando se trata da vida, já que toda ação tem uma reação e isto sempre impacta na vida dos demais e vice-versa.
Nem toda convivência é direta, muitas das interações que temos com os demais é por meio da natureza, é por meio do resultado de nossas ações que acabamos influenciando e sendo influenciados pelos demais.

Há relacionamentos, contatos, convivências, dos quais sabiamente deveríamos nos abster, também há convívios os quais não conseguimos evitar ou que teriam um preço muito alto e uma consequência muito negativa em nossas vidas.
Muitas convivências são difíceis não por conta da convivência com alguém em específico mas por conta de outras pessoas que estão ligadas a esta pessoa e que acabam encaixando-se nisto de uma convivência danosa e faz com que certos relacionamentos não possam existir.

Há convívios que são harmônicos, mas há convívios que são conflituosos, que são verdadeiros venenos nas vidas das pessoas. Infelizmente nem todas as pessoas percebem os danos que certas convivências geram e insistem no que no fundo lhes mata, lhes molda negativamente.

Alguns mais "entendidos" no Trabalho Psicológico ligarão o que estamos falando com fuga do Ginásio Psicológico, mas lhes garantimos que o que estamos falando é algo distinto, algo importante a ser levado em conta no campo das relações.
Ninguém em sã consciência tomaria banho em uma água suja, que lhe causaria doenças e até a morte. Da mesma maneira há relações as quais não são compatíveis com aquilo que somos, com aquilo que estamos dispostos, destinados a nos tornar.

Há convivências que não podem ser evitadas, ou que pelo menos não podem ser evitadas em complicações que muitas vezes são maiores que a própria convivência em sí. Certamente cabe a consciência de cada um avaliar a realidade dos fatos e decidir o que é e o que não nos é conveniente, e o quando e como operar estas mudanças.
Muitas mudanças Psicológicas dependem do isolamento de certas forças que no fundo são o sustentáculo de nosso mal interior. É certo que qualquer pessoa que tenha um problema dentro de si mesma, acaba buscando por afinidade certas convivências as quais são um alimento para este mal que dentro de cada um habita.
Isolar-nos destas forças é de certa maneira um sinal de mudança e uma discordância de nossas atitudes frente ao problema interno.
Não há dúvida que quando mudamos internamente, externamente se opera uma mudança também e é disto que falamos, nos afastar do que não somos mais afinados, como uma consequência de nossa nova natureza e como uma ruptura de uma velha vida e uma nova vida.

Todas as relações são viciosas, elas se instalam dentro do que é uma normalidade e geralmente mudanças nas convivências são sempre difíceis, grande parte das convivências acabam tendo de passar por um esfriamento, um certo afastamento para uma recriação de novos métodos e patamares de relação.

Reforçamos que muito do que em nosso interior sobrevive, de maldades e crimes, é apoiado e sustentado pela nossa repetição diária e é diretamente alimentado e estimulado por certos personagens exteriores cujas interações estimulam esta maldade interior.
Assim que em certos processos é necessário um afastamento, uma retirada, seja pelo nosso próprio bem, seja pelo bem do próximo.

Em última instância realmente devemos cumprir com aquela máxima que diz que devemos aprender a viver na chama sem sentir seus efeitos. Não negamos isto, pelo contrário é uma exigência e uma necessidade. No entanto de nada adiantaria alguém queimar-se e morrer tentando tal feito se não tivesse compreendido sua incapacidade e afastado-se prudentemente da chama até estar preparado para verdadeiramente cumprir com tal façanha.

É certo que não cabe a nós aqui hoje dizer quando, como e de que maneira isto deve ser feito por cada um, porque cada processo é diferente e cada pessoa vive um momento distinto, trilha o caminho em um processo completamente diferente do outro, e tem sua particularidade, etc.


Sabemos que muitas pessoas irão confundir o que seja uma coisa e o que seja outra e até cometerão erros tentando executar o que não compreendem, mas em verdade sabemos que somente a experiência direta, a vivência própria no campo da vida prática é que dá o entendimento sobre os assuntos que aqui tratamos, e realmente recomendamos que procedam com fatos e aprendam do resultado de suas próprias ações.
O que explicamos aqui nada mais é do que um indicativo de algo, uma vivência nossa que tem de ser compreendida por cada um, no campo prático de sua vida.

16/04/2018